Resposta aberta ao editorial do Estado de S. Paulo

Picuinhas partidárias escondem o verdadeiro (e necessário) debate sobre mobilidade urbana

É uma pena que um dos maiores jornais do país, o Estado de S. Paulo, tenha dedicado seu editorial de hoje para reduzir a questões eleitorais partidárias um debate muito maior e mais importante, que é a mobilidade da cidade de São Paulo.

“O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, assumiram o papel de defensores dos sem-carro e passaram a combater, sem pensar nas consequências, a multidão dos que se atrevem a sair às ruas em seus automóveis, mesmo tendo de enfrentar grandes congestionamentos todos os dias”, afirma o jornal. E acusa o prefeito e o secretário de transportes de não se importarem com “os donos dos 7 milhões de veículos da capital”.

Escrevo esse texto não com o objetivo defender Haddad, Tatto ou o PT, mas para examinar friamente alguns dados da mobilidade da cidade e apontar o absurdo da crítica feita pelo jornal.

Em primeiro lugar, antes de defender “os donos dos 7 milhões de veículos da cidade”, é preciso compreender que o dado que mais importa para a mobilidade não é o número absoluto de veículos, mas o número de viagens diárias feitas de carro. Por exemplo: o país com mais carros per capita do mundo é Mônaco (que está na marca de 0,8 carros por pessoa). Para efeitos de comparação, São Paulo está na marca dos 0,4. Mas São Paulo tem níveis de congestionamento muito maiores do que Mônaco porque o uso dos carros aqui é irracional.

Quando medimos as viagens diárias feitas na cidade, percebemos que os carros são minoria: 38,42% dos deslocamentos são coletivos (transportes públicos), 30,78% individuais (carros e motos) e 30,80% não motorizados (a pé e de bicicleta). Esses dados da pesquisa Origem e Destino foram a base do estudo do engenheiro de transportes Horácio Figueira que concluiu que 20% dos paulistanos se locomove de carro, mas ocupam 80% das vias da cidade. Em suma: o congestionamento se dá porque a minoria das pessoas está ocupando a maioria do espaço.

Ao mesmo tempo, até o começo desse ano, São Paulo tinha a enorme disparidade de 17.000 km de ruas e avenidas para carros contra apenas 150 km de corredores ônibus. Essa oferta desigual de vias está sendo corrigida com a criação de mais corredores exclusivos para evitar que ônibus com 60 pessoas precisem disputar espaço com carros levando apenas uma. Não é um processo fácil nem livre de erros, mas necessário para equilibrar uma disparidade histórica na cidade.

“Estima-se que os recursos provenientes das multas crescerão 22% em 2014, atingindo R$ 1,2 bilhão, um novo recorde”, diz o jornal. Não quero aqui defender a chamada “indústria das multas”, mas há um ponto que também precisa ser reequilibrado junto com as vias: a economia dos transportes. O nobel da economia William Vickrey enunciou que “cada indivíduo deve ser economicamente responsável por seu deslocamento”. Quem anda de carro precisa de infraestrutura per capita mais cara, polui mais o ar e ocupa mais espaço, mas não paga essa conta. Encarecer os deslocamentos feitos de carro é um dos caminhos para o equilíbrio da economia dos transportes que foi bem sucedido em Bogotá, Londres e Copenhague e pode ser um caminho para São Paulo – desde que esses recursos gerados sejam bem administrados.

“Essa má vontade com o transporte individual prejudica a cidade”, diz o jornal. Na verdade é exatamente o oposto: a priorização do carro como transporte de massa é que passou as últimas décadas prejudicando a cidade. E é isso que pode ser revertido nesse processo de reequilíbrio de suas vias.

“Antes de reduzir o espaço destinado aos carros para forçar seus proprietários a deixá-los nas garagens, é preciso criar mais vagas de estacionamento para eles, com a construção – há muito prometida e nunca concretizada – de garagens subterrâneas.” diz o jornal, mais uma vez errando feio. Como diz ex-prefeito de Bogotá e consultor do ITDP Enrique Peñalosa, não é função do poder público garantir espaço para o estacionamento de veículos particulares.

O jornal encerra o texto com uma frase pouco propositiva e conslusiva: “É preciso, em suma, mais planejamento e menos demagogia.” Uma crítica atrapalhada que não contempla o ponto mais importante do problema da mobilidade paulistana: o desequilíbrio das centralidades da cidade. Com empregos concentrados no centro e pessoas em excesso morando nas periferias, não é criando linhas de transporte público ou avenidas para carro que se resolve o congestionamento, mas aproximando as pessoas de seus empregos com políticas de mobilidade combinada à habitação, para reduzir a necessidade de deslocamentos tão longos.

Criar uma polaridade carros x transporte público é um desserviço prestado pelo jornal, que ficou na superfície de uma questão muito mais profunda e complexa.

Compartilhe:

78 Comentários

  1. Angela

    Que desserviço do jornal! Inicio hoje meu boicote a ele!

    Responder
    • Renan

      Já devia ter iniciado a muito tempo…

      Responder
    • sonia santana

      Eu já boicoto este jornal há anos…. não é de hoje que ele só presta desserviços e manipulações…. fede como o rio podre à sua frente. Igual a sua viziinha Abril…

      Responder
    • José

      esse jornal esta na contra mão da civilidade a anos .
      lixo

      Responder
    • Cezario

      Vc ao menos lê o Estado?

      Responder
  2. Bruno Lima

    Mto bom, o jornal foi infeliz, no minimo…

    Responder
  3. Fred Di Giacomo Rocha

    Belo texto, o Estadão perdeu a chance de mudar a imagem raivosa que lhe tem tirado leitores ano a ano…

    Responder
  4. ataide

    O tom do editorial do Estadão foi realmente escroto, deram uma de pequenos burgueses coitadinhos, mas eu concordo em parte. Acho que corredores de ônibus da forma que vêm sendo implantados (“ô Zé, coloca uns cones lá e pronto!”) estão mal planejados e não resolvem o problema. Bacana a carta aberta, também. Concordo que o estímulo ao transporte individual estragou SP, e sempre lembro do documentário “Entre Rios”, ainda que não seja sobre automóveis e transporte.
    Mas como usuário diário de ônibus e metrô, ocasional de carro e moto, e de bicicleta para lazer (fora da patética ciclofaixa), sinto-me no direito de colocar em dúvida em alguns dados:

    1- 60 pessoas no ônibus? O microônibus que eu pego na Eliseu de Almeida leva 60, os outros levam muuuuito mais. Essa infra estrutura não absorverá quem já fugiu dela indo para o carro ou moto. O sistema está F A L I D O. E não é colocando mais gente na lata de sardinha que ajudará;
    2- Quero um dado frio que me prove que um ônibus padrão polui menos que 60 carros (todos inspecionados pela ínclita Controlar) juntos. Porque eu não acredito;
    3- A afirmação de que existem 17 mil km destinadas exclusivamente aos carros e 150 km aos ônibus é grosseira, mentirosa e “misleading”. São 17 mil km de ruas, ponto. Uma casa precisa de uma rua para existir. Pessoas precisam de ruas para caminhar. Ciclistas precisam de ruas para pedalar (e não uma ciclofaixa para brincar de “primeiro mundo”). Não são todas as ruas que precisam ser destinadas aos mastodontes barulhentos, poluentes e agressivamente conduzidos, ao extremo.
    4- 150 km de ônibus é exatamente o dobro dos 74 km de metrô. Por que demorou 20 anos pra se manifestar? Por que não questiona a gestão tucana nos transportes? Teve 20 anos pra fazer isso. Por que não questiona o fato de a Dilma ter dado R$ 30 bi para “””””mobilidade urbana””””” para o Haddad e ZERO para o Alckmin, só porque o primeiro é do partido dela?
    Quanto à minha opinião sobre os novos corredores:

    1- A velocidade nos corredores já existentes continua baixa;
    2- O conforto nos ônibus continua inexistente;
    3- A imprudência dos motoristas de ônibus para com os passageiros, pedestres e ciclistas continua a mesma;
    4- O entra e sai de taxis dos corredores continua uma vergonha;
    5- Mais corredores implicam em retirar uma faixa de rolamento de automóveis. Isso divide, em vez de somar, que é o que um outro “modal” (metrô) faria;
    6- O que temos tido de metrô ultimamente é uma piada. A linha amarela foi feita para uma circulação de um décimo do que absorveu. Estações minúsculas, poucas catracas, “corredor polonês” na integração e ausência de obras viárias no entorno para abastecer a demanda. O que prova que PPP em transporte público não dá certo. O Estado tem que entrar sozinho, senão a meta é retorno financeiro, não transporte;
    7- Sempre fui a favor do pedágio urbano;
    8- A prefeitura de um lado fala que privilegiará o transporte coletivo, mas libera um mega empreendimento na Água Branca, com 3 vagas por apartamento.

    Sei lá. Este assunto rende. Pra mim, ônibus não é, nunca foi e nunca será a solução. Deve servir para pequenos deslocamentos de bairros até estações de metrô. Não adianta nada entupir uma faixa da 23 de Maio ou da Francisco Morato com um zilhão de linhas diferentes.

    E não dá pra pensar, hoje, numa solução que não inclua (e eu não disse privilegiar) o transporte individual.

    Responder
    • andabrasilia

      É claro que os ônibus poluem menos que os carros. Para quem quiser ler estudos, basta ver o Estudo 113 do IPEA. E esse estudo, por ser de 2011, nem era com os novos ônibus Euro 5 (os melhores ônibus na época eram Euro 3). Mas se alguém não se dá ao trabalho nem de pesquisar o tema no Google, também não vai ler o estudo.

      Outra questão é o espaço que o automóvel ocupa.

      E os ônibus, fazendo trajetos em menos tempo, podem levar mais pessoas e com mais conforto, porque ficam menos tempo presos no tráfego. Todo mundo ganha, porque o sistema ganha capacidade.

      Em tempo: até Mônaco, um principado riquíssimo, tem faixas exclusivas de ônibus.

      Responder
      • Guilherme

        Concordo em praticamente tudo que foi colocado pelo Ataide.
        Colocar dados.de pesquisas sem citar (onde a pessoas possam encontrar as informações validadas por orgãos oficialmente reconhecidos pelo senso comum) fontes oficiais é a forma mais fácil de falar apoiar argumentos não necessariamente verídicos e validar discursos.
        Assim como Ataíde, sou completamente a favor de pedagiar perimetros (assim como faz Santiago do Chile), desde que o transporte publico tenha um nivel decente que justifique ao usuario de meioa de transporte privados a utilizarem carro.
        Além disso eu pessoalmente acho completamente descabido comparar Sao Paulo com Monaco, primeiro em função da renda percapta e depois pela disparidade absurda de população e território.
        Para completar, é absoluatemente absurda sua afirmação de que não é dever do Estado oferecer estacionamentos. Qualquer construção necessita de alvará, o que automaticamente faz da prefeitura total reaponsável pela organização do espaço no território da cidade, assim como prover a respectativa infraestrutura (alias, é essa a justificativa de pagarmos IPTU, não?)
        E desde quando ônibus é mais confortavel e rapido do que metro??? Fora que todas as empresas de ônibus em São Paulo operam através de concessão de serviço obtida por licitaçáo (publica por sinal, o que tambem define que a prefeitura estabelece regulamentaçõs).
        Em suma, o jornal na minha opinião quis impor um discurso de classe… mas você quis fazer exatamente o mesmo através de afirmações categóricas e com dados sem sua respectiva validação.
        Como humilde sugestão: se eu fosse você na próxima vez que fosse criticar algo eu questionaria tudo da forma que me deve, mas eu não repetiria o mesmo modelo retórico implementado.

        Saudações,

        Guilherme

      • andabrasilia

        Segundo a pesquisa científica que linkei acima, o Estudo 113 do IPEA, pelas emissões de CO² pela média de passageiros transportados:

        • Um ônibus polui 4,6 vezes o que polui um metrô;
        • Um automóvel polui 7,85 vezes o que polui um ônibus;
        • Um automóvel polui 36,1 vezes o que polui um metrô.

        E o estudo é de 2011, quando não havia ônibus com motor Euro 5.

        Anda, Brasília!

    • Roberto

      “Sei lá. Este assunto rende. Pra mim, ônibus não é, nunca foi e nunca será a solução”

      Não é necessário retrucar muita coisa do que você disse. Essa frase resume tudo. Observa-se que você não entende NADA de transporte urbano.

      Responder
      • thiago

        o cara vem e me fala que o onibus leva mais pessoas com mais conforto deve ta brincando .. vem pegar o grajau / term santo amaro as seis da manha pra ver o conforto.. bando de hipocritas

      • Angelica

        O Ataide diz que acredita que a solução não é ônibus porque é metrô, pelo que entendi ele não está defendendo o transporte individual, está apenas apontando que existe e continuará existindo e que por isso não pode ser ignorado. Todos aqui concordamos que a prioridade deve ser o transporte público, inclusive ele. Faltou pesquisar sobre a emissão de poluentes, mas não precisa desqualificar a opinião do cara por causa disso.

      • Lucas Ricardo

        Angelica, mas quem fala que solução pra transito é metro, não sabe do que está falando, nunca parou pra ler nem um estudo sobre o tema…a solução pro transito é dado por uma infinidade de medidas, todas precisam ser implementadas juntas…só para efeito de exemplificação, o transito é um problema portanto 100%, o metro/trem resolve 50% desse problema os outros 50% ainda vão continuar, e se tratando de transporte, ou vc resolve 100% ou não adianta de nada, uma vez que existe e sempre existirá uma demanda maior por rua do que oferta é assim em qualquer grande cidade do mundo…dessa forma se a rua fica com pouco congestionamento, mais pessoas que estão deixando o carro em casa passam a voltar a utiliza-lo de forma que o transito entrará no caos novamente…Vc precisa de uma série de medidas e o texto toca em todas elas, claro sem se aprofundar em nem uma, uma vez que se espera que as pessos de boa fé vão pesquisar…o google está ai pra isso…infelizmente hoje em dia as pessoas saem por ai falando a primeira coisa que passa pela cabeça, sem nunca ter lido nada de um especialista a respeito…

    • Nati

      Ataíde, respondendo aos teus pontos:

      1. a média dos deslocamentos de ônibus é feita com 60 pessoas, mas fato que há casos em que muito mais gente se espreme no coletivo. Os corredores podem dobrar a velocidade média dos ônibus (hoje em 13 km/h) fazendo-os chegar na metade do tempo ao ponto final e dobrando sua capacidade. Só isso já poderia quase que dobrar a capacidade da mesma frota. O que já mostra que os corredores são parte da solução para a falência desse sistema. Mais sobre isso nesse texto: http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/cidades-para-pessoas/page/2/

      2. A questão central discutida não é a poluição, mas a logística da mobilidade. E tua comparação leva em conta veículo, não pessoas. A poluição gerada por pessoa em um ônibus é muito menor do que a gerada por pessoa em um carro.

      3. Você tem razão, as ruas não SÃO dos carros. Uma pena que a grande maioria dos motoristas não concorde contigo.

      4. Eu não questionei gestões, mas critérios de mobilidade porque acho que reduzir esse debate à dicotomia PT x PSDB é um desserviço.

      Sobre seus outros apontamentos: a velocidade dos ônibus nos corredores certamente aumentou, mas a verdade é que ainda é cedo para concluir algo sobre a eficiência dos novos corredores, que têm apenas alguns meses de vida. Concordo sobre falta de conforto. A imprudência dos motoristas também segue sendo um problema e apenas o corredor não o resolve, tens razão. Taxis são permitidos apenas em alguns corredores; na 23 de maio por exemplo é proibido. Comentei abaixo sobre ônibus e metrôs.

      no mais, obrigada pelas contribuições com o debate.

      Responder
    • Lucas

      Meu caro, existem algumas dezenas de estudos a cerca do transporte público, e pelo visto mesmo querendo parecer de entendido voce não leu nem um…

      1 – Um onibus ao longo do seu trajeto leva muito mais que 60 passageiros, ouso dizer que no meio dos entre e sai pelo menos umas 200 pessoas devem passar ao longo da linhas principais que ligam Centro/Bairros, dessa forma um Onibus seria equivalente a 200 carros
      2 – Pense no espaço absurdo que que 200 carros ocupam para estacionar, vc sabe quanto custa um terreno em SP???
      3 – 17 mil km destinados a carros sim, Casas não precisam de ruas como as que temos hoje, não fossem os carros, garagens, espaços no meio fio, zonas azuis, enfim uma parte considerável do espaço urbano é destinado exclusivamente aos carros, e não é grosseiro, por que afinal o que se deseja mostrar é a discrepancia, que se for de 1000% ou 1500% tem pouca diferença quando o que se quer comprovar é a disparidade
      4 – Ninguem que fale com um pouco de dicernimento sobre o tema fala sobre não se usar o transporte coletivo em momento nem um…o ponto é usa-lo para ir ao trabalho todos os dias, e perder horas no transito, uma vez que essa é uma atitude irracional, se todos fossem de transporte coletivo, sobraria mais espaço nas ruas pro Onibus, este por se locomover mais rápido seria mais lucrativo, e por sua vez vazio e confortável…
      5 – O que se fez em SP se chama falta de planejamento, se incentivou o transporte individual para atender a elite qe vive em São Paulo o problema foi que nos ultimos anos comprar um veiculo se tornou mais acessível, logo todos saindo as ruas com eles se faz mais transito
      6 – O brasileiro tem uma visão libertadora acerca do carro quase que mágica, é como se os sonhos de nossas vidas fossem ter um carro zero, e uma casa propria…isso é muito forte, tanto que um dos argumentos mais emotivos que se tem é agora que comprei meu carro querem mudar a regra do jogo…
      7 – A solução para o transporte não é mágica, as pessoas precisam mudar de atitude, a cultura precisa mudar…tanto por parte dos governantes, quanto da própria população…mesmo que seja feito sem o devido planejamento, e que futuramente tenham que vir adaptações o que o prefeito de SP está fazendo é heroico uma vez que ele está dando o ponta pé inicial em uma mudança que deve ser bem maior
      8 – O texto usa uma diversidade de argumentos e justamente por vc não ter a menor idéia do que vc está falando vc se apegou a alguns pontos mais obvios…é claro que não é apenas onibus a solução, assim como não é apenas bicicletas, assim como não é apenas trem/metro, assim como não é apenas todos esses transportes juntos, mas sim uma mudança muito maior, investimentos nos transportes publicos sim, trabalho perto do trabalhador, seja levando gente pra morar no centro, como emprego pra periferia, replanejamento da utilização do espaço público…é um absurdo a quantidade de pontes que exstem em SP sem espaço se quer para a passagem do pedestre, assim também como uma mudança cultural das próprias pessoas que não buscam outras soluções,…

      enfim a respota disse tudo isso, e no proprio texto existem contra argumentos a tudo que vc disse, faltou um pouco de portugues tb…

      Responder
    • Cezario

      Acho que a solução é criar em toda a cidade corredores elevados de ônibus como existe no Sacoman x Pque D. pedro..um espetáculo, o ônibus sai no horário ñ fica lotado para em todas estações…é uma obra bem mais barata,evita desapropriações e rápida de se construir e o dinheiro? é fácil, fazer parcerias com a iniciativa privada e enxugar os desperdícios do município, e assim acabar com essa demagogia do PT de jogar os menos favorecidos contra os mais abastados, que alias somos nos que pagamos impostos,( que alias são mal adm pelos governos) nos que compramos bens de consumo, nos é que compramos imoveis,nos é que tocamos a economia do País, agora vem esse Haddad fazer demagogia barata em cima dos Paulistas e Paulistanos, aumentar impostos,punir a população que utiliza automóveis como se fossemos veranistas e que estamos usando o dinheiro do Governo para vivermos….E ainda tem gente que tem coragem de falar mal do O ESTADO DE SÃO PAULO…uma instituição que muito contribui para a Democracia Brasileira..vmos trabalhar gente se liga nos PETISTAS enrustidos querendo criar o caus para se elegerem.

      Responder
  5. Julia

    ótimo texto! pena que o editorial do estadão, de tanta má-fé e elitismo, tem muito mais destaque… definitivamente o que eles fizeram foi um desserviço, que coloca a mentalidade individualista como a única possível. eu não ando de carro e só uso transporte público por opção e acho que muitos deveriam fazer o mesmo. sem querer entrar no mérito de se os corredores estão sendo feitos da melhor maneira possível, acho que o haddad está de parabéns por privilegiar o transporte coletivo, que sempre foi tão negligenciado pela prefeitura, e espero que continue a fazê-lo.

    Responder
  6. Pedro Falcão

    Sem contar que existe uma contradição estranha nesse editorial. No 9º parágrafo, é dito, “…entre ficar espremidos em ônibus superlotados…”, enquanto o 12º começa com “Hoje, o que se vê são todos esses veículos, às vezes quase vazios, disputando entre si aquele espaço.”

    Oras, ou os ônibus estão superlotados, ou estão quase vazios!

    Responder
    • Durval

      Mais duas contradições:
      1- Ou os corredores de ônibus são “espaços em grande parte vazios”, como afirmado no 5º parágrafo, ou os ônibus estão “disputando entre si aquele espaço”.
      2- “Antes de reduzir o espaço destinado aos carros para forçar seus proprietários a deixá-los nas garagens, é preciso criar mais vagas de estacionamento para eles”, ou seja, antes de reduzir o espaço para os carros é preciso aumentar o espaço para os carros!

      Responder
  7. José Renato

    O Jornalista, editor, ou assessor de imprensa da Indústria Auto imobilística não se deu a trabalho de pesquisar a lei da Mobilidade 12.578 aprovada pelo congresso nacional e que estabelece prioridade para transporte publico e NÃO MOTORIZADO.
    O que ele reduz a uma demagogia eh na verdade um ajuste a legalidade da gestão. ( de qualquer partido)
    E fica evidente q este artigo, vulgo de opinião, eh muito mais uma resenha da assessoria de imprensa de algum setor preocupado em perder vantagens de mercado, as q tem obtido com venda de carros a cada ano.

    Responder
  8. Anderson Leonel

    “Com empregos concentrados no centro e pessoas em excesso morando nas periferias, não é criando linhas de transporte público ou avenidas para carro que se resolve o congestionamento, mas aproximando as pessoas de seus empregos com políticas de mobilidade combinada à habitação, para reduzir a necessidade de deslocamentos tão longos.”

    Isso traduz todo o meu pensamento. Eu, morador, nascido, crescido e vivendo na periferia Leste da cidade notei que de uns tempos para cá tem havido muitos mais carros do que em anos anteriores. Morei próximo a maior Avenida da América Latina á Sapopemba e coisa que não havia lá era trânsito e hoje há dos mais congestionadissimo (e não por conta construção da Linha 15, que só fez piora a coisa, é de antes mesmo).

    Não é só culpa da Tucanada que em 20 anos, (culpa nossa cidadão paulista e em principal o paulistano) que esqueceu ou nem procurou melhorar expandir o Mêtro, implantar corredores, entres outras coisas que é competência do Governo Estadual.
    Não é só culpa dos Petistas que na gestão Lula realizou os sonhos culturais dos brasileiros em ter o seu primerio carro zero, baixando juros ou isentando deles. Agora qualquer ser com conta em banco pode ter seu carro em zilhões de prestações, vejo no meu bairro todo mundo tem um carro, há trânsito até em bairro, finais de semana então, nossa!.

    Se somarmos todos esse fatores e muitos outros que não saberei citar, está claro que o transporte individual foi beneficiado e público negligenciado. É uma batalha política e de classe.

    Responder
  9. Psico Ambiental

    Aliás defender os donos de 7 milhões de carros é justamente o que se faz ao priorizar o transporte coletivo. Eles também respiram, ou não?

    Responder
    • Gabriel Verdde

      Pois é… mas parece que para alguns, respirar é menos importante do que dirigir.

      Responder
  10. Bruno Alexander Zerbinatti

    O editorial é tão errado, mas tão errado, que se esqueceram de um mero detalhe – crucial, porém, levando em conta ser um dos pontos principais do que foi abordado:

    CTB – Lei nº 9.503 de 23 de Setembro de 1997
    Art. 320. A receita arrecadada com a cobrança das multas de trânsito será aplicada, exclusivamente, em sinalização, engenharia de tráfego, de campo, policiamento, fiscalização e educação de trânsito.

    Dizer que o valor que for arrecadado com multas será utilizado para bancar as empresas operadoras de ônibus na cidade é uma falácia.

    Que erro imperdoável.

    Responder
  11. Arthur T

    Apenas para incluir mais um pouco de assuntos para discutirmos aqui nessa mesa de bar (porque infelizmente não vai sair daqui nada além de uma discussão), também acrescento que o problema maior da cidade não é especificamente O transporte unicamente, mas como a cidade é distribuida. Desde criança acho inconcebível a idéia de que eu moro na zona norte e preciso me deslocar até a zona sul para trabalhar, junto com mais alguns milhões, enquanto a outra pista flui livremente no sentido oposto. E no final do dia, essa mesma horda se desloca em procissão no retorno para a perifa. Porra, e ainda vi mais algumas dezenas de prédios em construçao na Berrini e arredores! Pááára, meu! Construam essas porras de prédios em outros locais da cidade! Distribuam esses empregos! Distribuam as pessoas pela cidade! A culpa é justamente da cabeça idiotizada, “vipesca” e bairrista do paulistano, e não só da administração pública.

    Responder
  12. Corinthians meu amor

    Ciclista = lixo

    Raça mais chata do mundo

    Responder
    • Nati

      Corinthians meu amor, que pena que pensas assim. Quando tiveres um comentário mais propositivo, terei o maior prazer de trocar ideias contigo.

      Responder
  13. fernando s ferreira

    feita a critica ao jornal qual a proposta?

    Responder
    • Nati

      Fernando, o objetivo desse texto era responder ao editorial. Minha proposta, em síntese, é que os corredores sigam sendo executados para reequilibrar as vias da cidade de São Paulo, que a economia dos transportes seja reequilibrada (com cada um pagando o preço real do seu deslocamento) e que políticas de mobilidade sejam combinadas à habitação para que as pessoas possam morar mais perto de seus trabalhos e a demanda por deslocamentos diminua.

      Responder
  14. Erika

    Tudo que eu pensei quando li o artigo do Estadão, mas de uma forma mais inteligente e organizada! rs.. É isso mesmo…. Parabéns!

    Responder
  15. Inacinho

    Quem tem carro, paga imposto – e muito – para o uso. Não vejo necessidade de mais uma tributação, como o pedágio urbano. No mais, bom texto. Sobre o tema central, criar apenas a faixa exclusiva como alternativa, é muito pouco.

    Responder
    • Lucas Ricardo

      Inacinho, não meu caro vc se engana, quem tem carro não paga muito imposto não, pra começar por que vc precisa relativisar pela renda, enquanto alguem que utiliza onibus gasta toda a renda que tem no consumo, quem tem o veiculo, vai investir parte do dinheiro, seja no proprio veiculo seja na compra do imóvel, seja pra uma viagem ao exterior…como o principal tributo é sobre o consumo enquanto os pobres (mesmo com a isençaõ do IR) gastam cerca de 40/45% da renda com imposto os mais ricos gastam 30/35%, sem contar que mesmo com IPVA, impostos sobre a compra do veiculo e os tributos sobre a gasolina não são suficientes para pagar toda a infra-estrutura disponível para os veiculos…Já viu quanto custa o terreno em SP?? então é mera falácia, e muita injustiça uma vez que quem pega transporte coletivo em geral paga mais tributo incidente nos bilhetes do que quem se locomove de carro…é uma irracionalidade muito absurda

      Responder
  16. Paulo Nunes

    É uma pena o editorial de um jornal de tanta circulação não ser escrito de uma forma tão madura quanto este artigo.

    Responder
  17. Mark Gerald Martins

    Concordo que o estadão foi no mínimo escroto no modo como colocou as coisas…

    Mas numa boa. Em qualquer grande metrópole do mundo, a solução para transporte público coletivo, é, foi, e sempre será Metrô e Trem, e ônibus atuando como auxiliar apenas.

    O que temos em SP é ônibus como principal, e uma Kilometragem de metrô ridícula. Tivesse o hipócrita do Haddad preocupado com transporte público, teria pedido a Dilma para mandar mais dinheiro para a construção de mais metrô, monotrilho, trem e etc…

    Mas pra quê né? é da oposição.. melhor é o imbecil ir trabalhar de onibus, sendo q a melhor opção da casa dele pra prefeitura, é o metrô… demagogo?? Nãooo…

    Responder
    • Nati

      Você está errado, Mark.

      Em Londres por exemplo, que tem uma das malhas de metrô do mundo, a maioria dos deslocamentos de transporte público é feita nos ônibus. A rede da cidade é densa, mas às vezes demanda um número de baldeações que complica o trajeto e é comum usuários preferirem ônibus integrado com caminhadas ou bicicletas – o que também se aplica aos turistas, que querem ver a cidade ao longo do trajeto.

      O que ocorre em São Paulo é que a cidade já está formada e espraiada por uma área de 1.500 quilômetros quadrados. Uma rede densa de metrô e trem seria complicadíssima de atender às demandas locais além de provocar uma valorização imobiliária que poderia empurrar as pessoas mais pobres para áreas ainda mais periféricas – o que agravaria o problema central da mobilidade: empregos no centro e pessoas nas periferias. Investir em corredores de ônibus é 10 vezes mais barato, muito mais rápido (dobramos o número de corredores em menos de um ano) e tem a vantagem de poder ser facilmente modificável. Se as os centros comerciais da cidade mudarem, por exemplo, os corredores de ônibus podem ser rearranjados. O que não se aplica às linhas de metrô e trem, que são imóveis. Claro que não estou afirmando que não se deve investir em metrôs ou trens. O que estou dizendo é que precisamos de uma rede intermodal de possibilidades que consiga, com rapidez, atender a cidade. E os corredores de ônibus são parte importantíssima dessa história.

      Responder
  18. Paulo

    Também achei o editorial bem leviano. Mas nāo há como negar que os corredores foram feitos às pressas, sem nenhum planejamento de mobilidade. Vamos criar condiçōes para os ônibus andarem mais rápido e, portanto, estimular a população a uitilizá-los? Ótimo, vamos entāo aumentar o números de coletivos, ponto básico de um planinho bem mal feito…. Mas nem isso tivemos, continuamos espremidos… Em resposta às dúvidas de poluição acima, o ônibus polui bem menos em termos gerais, menos CO (ou zero CO), somente CO2, mas emite MP (material particulado). No cômputo geral é muito vantajoso. a cidade teve um plano (um decreto anos atrás) que exigia a troca ano a ano da frota a diesel por gás natural(nosso diesel é péssimo, muito poluente frente ao americano e europeu – a Petrobrás não tem capacidade instalada para produzir um de alta qualidade)… Infelizmente foi daquelas leis/decretos que não pegaram….

    Responder
    • Lucas Ricardo

      Paulo um plano mal feito concordo, o ponto é melhor fazer da forma que foi feita do que não fazer nada, tivesse o prefeito parado pra planejar as linhas a midia fascista teria voltado toda a opinião publica contra a iniciativa…veja que já estão tentando fazer isso, porém como os corredores foram implantados no susto, os trabalhadores já estão sentindo o efeito, e portanto o poder persuasivo dessa midia corrupta fica bastante restrito…é fácil criticar quando não temos noção do todo…Claro que essas linhas vão precisar ser replanejadas e muito mais obras ncessarias, como por exemplo nova onde de construção de corredores de onibus nas faixas centrais…em 30% dos trajetos as pessoas vão a pé ou de bicicleta esse número não tende a mudar mesmo com metro…então essa ilusão de que transito se resolve unica e exclusivamente com metro não tem nem um embasamento cientifico, e prático, visto o comportamento dos cidadãos em cidades bem mais avançadas que a nossa no quesito mobilidade…

      Responder
  19. Tati Galende

    Outro dia eu fiquei com vergonha de uma amiga do face que publicou uma “brincadeira” ou “piada”, sobre quem tem i-phone e anda de ônibus. Bem assim crua, pensei no que eu penso… e resolvi não dar a minha opinião. Agora acabei de ler esse texto… será que ajuda?! Ainda continuo cheia de idéiais sobre o assunto. E não disuti, porque eu moro fora do Brasil e, fiquei com preguiça de ser mal interpretada. Aqui provávelmente 70% da população tem smartphone, principal jovens, e usam transporte público, se não bicicletas…

    Responder
  20. Bruno Schultze

    Grande parte da nossa mídia, incluindo o Estadão, alinha seu conteúdo editorial aos seus anunciantes. Infelizmente a sede pelo desenvolvimento desenfreado dos anos 30 abriu caminho pro que temos hoje e seu mentor tem hoje nome de viaduto e avenida: Francisco Preste Maia.
    http://www.youtube.com/watch?v=Fwh-cZfWNIc

    Responder
  21. Cristian Thiago Moecke

    Faltou o primeiro ponto que me chamou atenção: “defensor dos sem carros”, como assim, cara-pálida? Eu tenho um carro, me ajuda bastante em viagens de família, deslocamentos mais longos e compras maiores de supermercado ou outras cargas, e ainda em um ou outro deslocamento que por algum motivo a bike ou onibus não me seja conveniente (a maioria dos meus deslocamentos). Mas OPTO por NÃO usar carro e deixar o bonito na garagem no dia-a-dia, pq é mais inteligente nos meus trajetos de 10km pro trabalho muito bem atendidos de bike e onibus. NÃO sou um sem carro, portanto, como vários (se não a maioria) dos usuarios de bike e onibus. Outra polaridade ridícula.

    Responder
  22. Olimpio AQlvares

    O artigo do Estado fala em indústria de multas de trânsito sobre automóveis, mas a carta aberta fala em importância de onerar o uso do transporte individual meio que justificando a avalanche de multas; mas isso não é correto, nunca enchendo todo mundo que anda de carro de multas. Esse não é o caminho, aí acerta o Estadão. A carta aberta deveria ter ido abertamente (não querem ser claros e abertos?) ao ponto nevrálgico nessa questão: essa oneração deve ser feita por meio do Pedágio Urbano, ou seja, pela cobrança pelo uso da via pelo carro quando ela está congestionada, e proporcionalmente ao potencial poluidor do veículo.O rodízio atual é burro, queixo duro, e tem que ser modernizado pelo Pedágio Urbano. A eletrônica já permite fazer isso. Esse dinheiro do Pedágio Urbano deve ser todo transferido para a expansão do transporte coletivo e de massa, é assim que funciona. É só a Prefeitura querer, mas como tem que ter competência técnica e política para fazer algo mais complexo e eficiente, acho que eles vão preferir continuar nos primitivos cones e no isolamento de dia inteiro das faixas para os ônibus por todo lado, sem nenhum estudo nem controle de fluxo, nem nada, é tudo muito precário por aqui. Onde estão os números de performance de cada corredor? Quantos passageiros passaram, quantos ônibus, quantos carros passavam antes e depois, com quantos passageiros. Esses números são essenciais para demonstrar a eficiência de certos corredores….ou não. Em relação ao Poder Público incentivar a construção de estacionamentos, não vejo nenhum problema. Se fizessem isso com eficiência no rodoanel, com hubs de interligação por trilhos com a malha central da cidade de São Paulo, evitariam centenas de milhares de viagens de transporte individual passando em São Paulo. Parem de ficar babando ovo para o Penhalosa, e ponham a cabeça para pensar a cidade. O que é bom para uma cidade, pode não ser para outra. Esses hubs de integração modal (incluindo automóveis) existem em todas as metrópoles do mundo civilizado, onde a ciência da mobilidade urbana é bem mais desenvolvida.

    Responder
  23. olimpioa

    O artigo do Estado fala em indústria de multas de trânsito sobre automóveis, mas a carta aberta fala em importância de onerar o uso do transporte individual meio que justificando a avalanche de multas; mas isso não é correto, nunca enchendo todo mundo que anda de carro de multas. Esse não é o caminho, aí acerta o Estadão. A carta aberta deveria ter ido abertamente (não querem ser claros e abertos?) ao ponto nevrálgico nessa questão: essa oneração deve ser feita por meio do Pedágio Urbano, ou seja, pela cobrança pelo uso da via pelo carro quando ela está congestionada, e proporcionalmente ao potencial poluidor do veículo.O rodízio atual é burro, queixo duro, e tem que ser modernizado pelo Pedágio Urbano. A eletrônica já permite fazer isso. Esse dinheiro do Pedágio Urbano deve ser todo transferido para a expansão do transporte coletivo e de massa, é assim que funciona. É só a Prefeitura querer, mas como tem que ter competência técnica e política para fazer algo mais complexo e eficiente, acho que eles vão preferir continuar nos primitivos cones e no isolamento de dia inteiro das faixas para os ônibus por todo lado, sem nenhum estudo nem controle de fluxo, nem nada, é tudo muito precário por aqui. Onde estão os números de performance de cada corredor? Quantos passageiros passaram, quantos ônibus, quantos carros passavam antes e depois, com quantos passageiros. Esses números são essenciais para demonstrar a eficiência de certos corredores….ou não. Em relação ao Poder Público incentivar a construção de estacionamentos, não vejo nenhum problema. Se fizessem isso com eficiência no rodoanel, com hubs de interligação por trilhos com a malha central da cidade de São Paulo, evitariam centenas de milhares de viagens de transporte individual passando em São Paulo. Parem de ficar babando ovo para o Penhalosa, e ponham a cabeça para pensar a cidade. O que é bom para uma cidade, pode não ser para outra. Esses hubs de integração modal (incluindo automóveis) existem em todas as metrópoles do mundo civilizado, onde a ciência da mobilidade urbana é bem mais desenvolvida.

    Responder
    • Nati

      Olimpioa, tens razão, o Pedágio Urbano é a melhor forma de equilibrar a economia dos transportes. Talvez eu não tenha sido clara nesse ponto, então reforço aqui: não sou a favor de uma avalanche de multas, mas de um equilíbrio nas contas pagas pelos deslocamentos.

      Sobre o monitoramento, concordo contigo que é fundamental medir a performance dos corredores, para se certificar de que eles estão sendo aplicados de maneira correta, nos locais corretos e assim por diante. Mas acho um pouco cedo para afirmarmos que nada está sendo medido, já que os corredores implantados esse ano ainda têm poucos meses de vida.

      Não sou contra hubs de integração modal, acho que eles são necessários para a cidade sim. Sou contra o poder público ter a obrigação de prever o estacionamento de veículos particulares. São coisas diferentes.

      Responder
  24. Pedro

    Comparar SP com Mônaco é temerário. SP pode ser comparada, mais ou menos, a Tóquio ou Cidade do México (Nova York tem milhões de pessoas a menos, não dá). Faltou citar que SP paga pelo seu sucesso, por atrair tanta gente, por ser tão mais desenvolvida que outras capitais desse país. Além de seus moradores, a cidade é “usada” por outros milhões, que vêm e vão embora diariamente. Faltou ainda incluir o fator econômico e social nessa discussão. A indústria automobilística (aí não estão só as montadoras, mas todas suas fornecedoras) é uma das que mais gera empregos no país. A proposta então é boicotar os carros e fechar todas essas vagas, jogando o ABC na lama?

    Responder
    • Nati

      Pedro, vamos por partes.

      Sobre Monaco, a comparação foi feita apenas para mostrar que o número absoluto da frota de veículos não é um indicador que diga muito sobre a mobilidade de uma cidade (ou país). O Estadão diz que o prefeito e o sec. de transportes não se importam com os donos dos 7 milhões de veículos de São Paulo dando a falsa de impressão de que a maioria das pessoas se desloca de carro, o que é mentira. Trata-se da minoria, como exposto no texto.

      Sobre São Paulo atrair gente por ser mais desenvolvida que outras no país, é um fato. E é justamente para democratizar as possibilidades de deslocamentos para todas essas pessoas que as vias precisam ser reequilibradas. 17 mil quilômetros apenas para os carros contra 150 quilômetros para os ônibus estabelecem uma oferta desigual. E como diz o planejador urbano Jan Gehl: a melhor cidade do ponto de vista da mobilidade é a que tem mais opções.

      Sobre a indústria automobilística gerar empregos, também concordo. Não estou aqui propondo seu fim ou o boicote a ela não. Aliás, não sou contra os carros, me locomovo de carro sempre que necessário. Sou contra o uso irracional dos carros. Jane Jacobs dizia que o excesso de carros não é a causa, mas o sintoma de um problema de planejamento. Carros não são um transporte de massa e a cidade não pode ser pensada para eles, deve ser pensada para o bem-estar das pessoas, oferecendo opções diversas para que se locomovam. Não há problema nenhum em mais gente ter carro. Mas há problema se o uso desses carros for irracional.

      Responder
  25. Du Dias

    Parabéns, ótimo texto. Vale lembrar que se não quiser colaborar com a “indústria da multa” o proprietário do veículo pode sempre optar por respeitar as leis de trânsito. E então não verá seu dinheirinho indo para sabe-se lá onde. Que tal? Também acho bastante ousado, da parte de quem escreveu o artigo, ignorar décadas de desenvolvimento do sistema de transporte, pautado basicamente no uso do carro, e considerar apenas um universo de poucos meses, como se isso resumisse tudo que foi construído na cidade até hoje. Além da politicagem suja e barata, parece que o jornal quer, acima de tudo, agradar seus leitores mi-mi-mi.

    Responder
    • zeca

      o problema é que as citadas “leis de transito” que devem ser respeitadas são implantadas do dia para a noite e funcionam como uma espécie de armadilha! sem contar que pintar uma merda de faixa prioritária para onibus do lado direito de vias com várias ruas de entradas e saídas não é e nunca será solução para transporte publico eficiente em lugar nenhum! Vou dar um ex.: o cara entra na marginal na faixa de onibus e fica desesperado para tirar o carro dele da “faixa exclusiva” com medo da multa, ai a pista para carros está parada, congestionada, o q acaba acontecendo??? o motorista fica simplesmente parado na faixa de onibus pq não conseguiu sair dela, atrapalhando o caminho que deveria ser livre…

      Responder
  26. Leo Cabral (@lcquadros)

    Muito oportunas as observações estatísticas. O texto todo, na verdade. Obrigado pela leitura objetiva.

    Mais do que uma visão sobre a questão da mobilidade de um grande centro urbano – seja ele qual for – esse texto é uma observação acurada do desespero, agonia e morte do modelo tradicionalista (E porque não, anacrônico,) de jornalismo.

    Responder
  27. Carlos Galvão

    INTERESSANTE… O metrô da cidade do México tem a mesma idade do metrô de Sampa, no entanto tem 5vezes mais de kilometragem. Agora este mauricinho acha que vai resolver os problemas de mobilidade urbana “pintando” corredores de ônibus e assacando motoristas que, sem outra opção, deslocam-se de carro. O mais interessante é que o governo do PT estimulou a compra de carros. Gente burra é assim mesmo… acaba amarrando os cadarços dos dois sapatos num único nó.

    Responder
    • zeca

      disse tudo, Carlos!

      Responder
    • Nati

      Carlos, é verdade que o metrô da Cidade do México tem a idade do nosso com 10 vezes mais capacidade – e é bem mais barato também.

      Agora, sobre teu comentário, me parece que ninguém está tentando resolver “todos os problemas de mobilidade urbana ‘pintando’ corredores de ônibus”. Os corredores estão corrigindo um desequilíbrio histórico nas vias de São Paulo. Os motoristas são a minoria das pessoas ocupando a maioria do espaço. Quem realmente não tem outra opção está espremido dentro de um ônibus. Mas mais importante do que isso é não polarizar o debate. Não estamos discutindo futebol, não é “Corinthians x São Paulo”, não deve ser “ônibus x carros”. É pra ser ônibus + carros, combinados de maneira racional. Corrigir o desequilíbrio das vias é um passo para isso. E um passo complicado mesmo, que não está imune a erros. Mas necessário.

      Responder
  28. Bianca Sp

    Não vi nenhum problema em relação ao editorial/crítica que o jornal “O Estado de São Paulo” publicou.
    Algumas verdades foram ditas. Talvez com um pouco de raiva e indignação, mas o cerne da questão foi exatamente o que eu penso sobre o assunto.
    O problema da mobilidade urbana em SP é muito mais profundo do que a ponta do iceberg que enxergamos.
    Não sou contra as faixas exclusivas de ônibus. Eu apenas não acredito que elas vão resolver muita coisa neste primeiro momento.
    Principalmente porque não temos um transporte público eficiente. Não temos transporte público que interligue toda a cidade. Não adianta “forçar a barra” no uso do transporte público porque ele é “mais rápido” se ele não te leva onde você precisa ir. Minha faxineira demora 3h30 para vir da casa dela até a minha. Isso é justo? Obviamente não. Mas faixas exclusivas de ônibus mudaram sua vida? Também não. O que mudaria? Uma linha de metrô e/ou trem que chegasse ao Centro, pra dar um exemplo.
    Piorar o trânsito e a mobilidade das pessoas que escolheram andar de carro porque faltam opções, na minha opinião é dar um passo atrás na questão da mobilidade em São Paulo. Ninguém vai deixar de andar de carro porque os ônibus chegam mais rápido em seus destinos graças as maravilhosas faixas exclusivas.
    Acho que o Haddad teve até uma boa intenção, mas começou com o pé esquerdo. A questão da mobilidade em São Paulo precisa de outras resoluções mais urgentes e importantes antes de se querer criar faixas exclusivas de ônibus pela cidade inteira.
    Quando, por exemplo, tivermos linhas de metrô suficientes nessa cidade, podemos pretender que as pessoas deixem seus carros em casa e usem mais o transporte público, podemos pretender que as pessoas não reclamem que o trânsito ficou mais caótico com as faixas exclusivas de ônibus. O uso dos carros é irracional exatamente porque não existem opções decentes de deslocamento.
    Não é questão de priorizar o transporte individual ou o coletivo. É questão de pensar em uma cidade melhor para todos.

    Responder
    • Nati

      Bianca, as faixas de ônibus não tem como efeito interligar toda a cidade com transporte público, elas só equilibram as vias de acordo com o número de pessoas que as utilizam. E são um passo em direção ao adensamento das opções de deslocamento. Não é uma questão de forçar as pessoas a deixarem o carro em casa, mas de equilibrar as vias de acordo com todos os seus usuários. Pelo que ouvi de urbanistas e estudiosos de mobilidade pelo mundo, não dá para escapar de políticas que restrinjam o uso dos carros. Mas é claro que isso tem que se dar de modo gradual, à medida que a oferta de transporte público aumenta. Será que não estamos nesse caminho?

      Responder
  29. Fernando

    Comparar São Paulo com Mônaco é um absurdo! Compare com grandes capitais como Nova Iorque, Milão, mas não uma cidade que não tem o tamanho e muito menos a atividade de São Paulo.
    Apoio sempre a política para o transporte público, desde que haja condições disso. Uma malha metroviária ridícula, ônibus que não suportam a quantidade mínima de passageiros e trens totalmente sem estrutura não podem ser defendidos. Assim que isso for melhorado, iniciem uma política para retirar os carros das ruas sim!
    Dinheiros de multas têm que ser arrecadados, mas cadê o retorno para o transporte, ruas e avenidas?

    E por fim, não quer defender o Haddad, Tatto ou PT, mas por coincidência as ideias são iguaizinhas? Sei…

    Responder
    • Nati

      Fernando,

      Sobre Monaco, a comparação foi feita apenas para mostrar que o número absoluto da frota de veículos não é um indicador que diga muito sobre a mobilidade de uma cidade (ou país). O Estadão diz que o prefeito e o sec. de transportes não se importam com os donos dos 7 milhões de veículos de São Paulo dando a falsa de impressão de que a maioria das pessoas se desloca de carro, o que é mentira. Trata-se da minoria, como exposto no texto.

      E não entendi seu ponto. Você apoia política para o transporte público desde que já haja transporte público de qualidade? Não faz sentido…

      Não afirmei que multas são a melhor forma de equilibrar a economia dos transportes nem que elas estejam dando retorno. Mas se derem, espero que não seja em mais avenidas e ruas, o que não resolveria o trânsito.

      E, como afirmei no começo do texto, acredito que reduzir a discussão sobre mobilidade a um debate entre partidos políticos é um jeito pobre e raso de ver as coisas.

      Responder
  30. Gilberto

    As políticas governamentais dos últimos anos facilitaram a compra de automóveis, sem a contrapartida da melhoria substancial do transporte público. Redução de impostos e facilidade de crédito encheram nossas ruas de automóveis e péssimos motoristas.
    É preciso investir muito em transporte público de qualidade. Andar de ônibus hoje em dia é pra gente muito necessitada e corajosa. Eu, por exemplo, com meu problema de mobilidade, não me atrevo a sair de casa de coletivo. Aqui em Santos eles são altos e os motoristas, na grande maioria, despreparados para transportar pessoas com dignidade. Quase sempre param longe das guias, dificultando ainda mais o embarque/desembarque. Sem contar que vivem lotados, na maioria das linhas.

    Responder
    • Marcoss

      Aqui em SP não é muito diferente, na minha família há uma pessoa com esclerose múltipla, que dirige um carro adaptado e precisa de andador para se deslocar, é impossível que ela pegue ônibus ou metro, impossível!! E digo isso sem a menor duvida, pois o problema começa muito antes do metro ou do ônibus, as calçadas são um desleixo, obrigando a andar pela rua, o que além de muito perigoso para alguém num andador, é um total desrespeito, Transporte publico do modo como é hoje, não estimula sua utilização.

      Responder
  31. Marcos

    Que transporte publico deve ser prioridade não há duvidas, e como muitos disseram não da pra colocar toda a fé em onibus, ele é um auxiliar, mas mesmo com um super metrô em SP de nada vai adiantar enquanto a cidade continuar aglomerando pessoas nas periferias, esse é a coisa mais burra que se pode fazer, faz com que tenhamos que estender por quilômetros as linhas de transporte publico e as vias da cidade, sem falar em todo o resto dos serviços basicos. O que realmente é de dar raiva é a maneira como tem sido feitas essas faixas exclusivas de ônibus, não da pra levar a sério essa faixa da 23 de maio, ali na região da Vila Mariana existe uma faixa de carro com uns 6m de largura com as linhas porcamente apagadas, e isso é só um dos exemplo do servicinho lixo que tem sido feito. Sou usuário de ônibus, metro, bicicleta e carro, este ultimo deixo em casa com prazer sempre que possível, dou total apoio ao incentivo do transporte coletivo, mas esta gambiarra de faixa exclusiva que estão colocando na cidade e exibindo como um troféu… me poupe!

    Responder
  32. Julio Linden

    Mônaco e São Paulo, tudo a ver!

    Responder
  33. Rafael Bueno

    O Estadão pode ter feito uma matéria tendenciosa, mas com certeza a medida é demagoga. Se considerarmos em uma mesma semana a decisão de aumentar o IPTU em até 45%, principalmente em bairros nobres, o prefeito expulsa a classe média cada vez mais para a periferia. A parcela da população rica realmente pode pagar… mas a que se esforça a todo custo morar nas regiões centrais serão cada vez mais pressionados à sair da região. Essa decisão sobre os ônibus vieram ao mesmo tempo da decisão do IPTU… é manobra política para redirecionar a discussão da sociedade.

    Responder
  34. Giovanni Bassi

    Muito bom, Nati. Obrigado por escrever por todos nós, assim podemos simplesmente linkar pra cá.

    Responder
  35. Alexandre Trindade

    A idéia é correta, a forma totalmente errada, não se pode comparar SP com Bogotá e com as demais cidades Européias, a nossa realidade é muito pior, pra salvar SP só com muita obra de trens e metros, ou com corredores segregadose não com faixinhas brancas feitas sem estudo e as pressas. O jornal está certo infelizmente , e não disse nem 1/10 do que deveria ter dito . Tudo o que está sendo feito é somente com a intenção de impressionar o usuário de ônibus que é o maior nicho dentre os modais para as eleições de 2014.

    Responder
  36. wilson junior

    Se o paulistano deixar o carro em casa e resolver usar o transporte público, este entrará em colapso.O carro particular faz parte do sistema de transporte público e deve ser bem servido, pois, paga-se IPVA para que neste País?O problema é que entra governo e sai governo, e ninguém faz o projeto do fura-fila, paulistinha,aéro trem seja lá que diabo de nome de ao monotrilho, andar!O Estadão não esta errado, errado esta quem não cobra da Prefeitura os direitos que tem!

    Responder
  37. Claudia

    Bom, em teoria eu concordo com a resposta, mas a teoria na prática é outra! Eu já reclamei que esta política do Prefeito vai contra a política nacional de incentivar a venda de carros cada vez que a economia vai mal. São mil carros novos licenciados POR DIA na cidade de SP. Por isso eu acho que é obrigação do poder público fazer garagens sim, para o povo ter onde deixar o carro que foi incentivado a comprar.
    Quanto a políticas para trazer mais moradores para o centro da cidade, isso resultou no Decreto 59.273 que desapropria quase MIL IMOVEIS, do centro da cidade para a construção de moradias populares. No lindo discurso esses imóveis deveriam estar vazios. Na realidade estão ocupados por moradores, muitos que moram na mesma casa há décadas, comércio e indústrias que empregam milhares de pessoas!
    NENHUMA garantia foi dadas as estas pessoas que elas vão poder continuar morando na região, e não vão ter que quebrar seus vínculos afetivos e de trabalho.

    Responder
  38. Karen Suassuna

    Excelente!!!!! Há anos mudei-me da cidade, e a cada visita era impactante o desbalanço. Antes não ter carro em São Paulo, ou não usa-lo diariamente, era coisa de maluco. Me lembro tão bem de um dia chuvoso, observar do alto do 8 andar a Rua Pinheiros lotada, com velocidade zero, os parcos guarda chuvas vizíveis andavam rapidamente, desviando dos buracos nas calçadas.

    Muito bom ver o bom senso de volta, perde o jornal, que ao invés da vanguarda, segue na lanterninha das idéias.

    Responder
  39. Cristiane

    Natália, parabéns pelo texto. A Folha deveria se envergonhar de estimular uma economia falida

    Responder
  40. sharley

    facil falar qdo se mora no restrito centro expandido da capital, proximo ao centro comercial ou onde se encontram boa parte dos escritorios e empresas. more em guaianazes, marsilac, e fale me gastar por dia quase 6 horas em traslados. quase sempre em onibus ou trens lotados que atrasam, quebram, ou não oferecem um minimo de dignidade a que usa. pimenta no dos outros é refresco. politicas sérias para se resolver não são tomadas há muito tempo, e não é por canetada que vai resolver. lastimo pela cidade e sua administração débil

    Responder
  41. Henrique

    Este é o jornalão A PROVÍNCIA DA CASA GRANDE E SENZALA.

    Responder
  42. Oscar

    “Quem anda de carro precisa de infraestrutura per capita mais cara, polui mais o ar e ocupa mais espaço, mas não paga essa conta.”

    O autor do texto nunca ouviu falar do IPVA….

    Responder
    • Anda, Brasília!

      O autor do comentário não sabe que o I de IPVA significa Imposto, e que ele, portanto, não pode estar vinculado a benfeitorias para os automóveis a não ser que isso fosse tacitamente expresso em lei…

      Responder
  43. eduardo zombini

    texto tão demagógico quanto o Haddad e o PT…

    Responder
  44. Luiz França

    Texto maravilhoso. Não sou simpatizante do PT mas estou vendo como totalmente sem propósito as críticas a essa gestão única e simplesmente porque lá no governo tem um prefeito que pertence a esse partido. Fosse ele de outro partido qualquer, será que as críticas seriam as mesmas?

    Essas críticas, aliás, vem sem base, em desacordo com as leis e na contramão do que está sendo feito no mundo por cidades que querem vencer os problemas de mobilidade urbana. Tudo o que está sendo feito em São Paulo está atrasado, era pra ter começado há anos, porém faltava coragem política.

    Essa coragem política pode valer a reeleição de Haddad, caso ele tenha essa pretensão. Mas deixará a cidade 4 anos a frente do que estava quando ele assumiu. Aí que o próximo tenha hombridade para reconhecer que ele estava no caminho certo e dar continuidade às suas obras.

    Responder
  45. Mauro Rodrigues Junior

    Ele se baseou na Pesquisa Origem Destino?
    A mesma pesquisa que diz que tem mais gente indo ao trabalho de bicicleta que de moto? Justo na cidade com a maior frota de motos do mundo?
    Ele realmente acredita que os órgãos públicos não devem criar vagas de estacionamento alegando que veículos são propriedade privada? Então a prefeitura não deve fazer ruas para atender veículos privados e nem calçadas para atender sapatos e tênis privados.
    É tanta afirmação sem fundamento que me surpreende.

    E ele ainda defende a “Indústria da Multa” que sustenta a mamata dos subsídios das empresas de ônibus.

    Fora Haddad!

    Responder

Trackbacks/Pingbacks

  1. A demagogia d’ O Estado | Usuário da CPTM - […] de origem e destino sem que se chegue um pouco amarrotado no trabalho. Mas, a resposta aberta do site…
  2. Mais uma sobre mobilidade e bicicletas | NemoUem - […] http://cidadesparapessoas.com/2013/10/10/resposta-aberta-ao-editorial-do-estado-de-s-paulo/ […]
  3. O carro e a demagogia | Blog do Salgado - […] site cidade para pessoas, em resposta ao editorial, lembrou da frase do ex-prefeito de Bogotá, que quando perguntado sobre…
  4. Resposta aberta ao editorial do Estado de S. Paulo | Vá de Bici - […] Leia o artigo completo no Cidade para as Pessoas. […]
  5. Resposta aberta ao editorial do Estado de S. Paulo | TheCityFix Brasil - […] *Por Natália Garcia, publicado originalmente no Cidade para Pessoas. […]
  6. Estadão fail | Tenha Modos - […] O site Cidade Para As Pessoas deu uma bela resposta ao editorial do Estado e isso sim é digno…
  7. Resposta aberta a um editorial do Estadão | A favor da mobilidade! - […] O texto acima foi publicado originalmente no site Cidade para Pessoas. […]
  8. Estadão provaca polêmica ao defender os “com carro” | blog da Raquel Rolnik - […] mesmo dia, o projeto “Cidades para pessoas” publicou uma “Resposta aberta ao editorial do Estado de S. Paulo”. O…
  9. Estadão provoca polêmica ao defender os “com carro” | blog da Raquel Rolnik - […] mesmo dia, o projeto “Cidades para pessoas” publicou uma “Resposta aberta ao editorial do Estado de S. Paulo”. O…
  10. A demagogia da Mobilidade Urbana??? – SampaPé - […] Natália Garcia do Cidades para as Pessoas- LEIA AQUI […]
  11. “A demagogia da Mobilidade Urbana???” | MOBILIDADE PINHEIROS - […] Natália Garcia do Cidades para as Pessoas- LEIA AQUI […]
  12. Da ciclovia de Copenhague à de São Paulo: o porquê das bicicletas | NNANNA - […] considerarmos que São Paulo tem 17,2 mil km de vias pavimentadas. Se levarmos em consideração estudo do engenheiro de transportes Horácio…

Enviar Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *