Resposta aberta à revista Época São Paulo

epocasp

A revista Época São Paulo do mês de dezembro traz um especial sobre mobilidade em que questiona a construção de uma série de corredores exclusivos de ônibus em São Paulo. Nessa carta-aberta em resposta à reportagem, gostaria de tocar em quatro pontos:

1. O que é dar certo?

A resposta para essa questão depende do que e como está sendo medido e de quanto tempo a ideia teve para ser testada.

Na década de 70, por exemplo, uma série de ciclovias foi construída na cidade de Copenhague, ocupando espaço dos carros. O trânsito dinamarquês, que já era intenso, ficou pior durante alguns anos, até que as opções de mobilidade começaram a ser questionadas pelos usuários e mais gente optou pelas bicicletas. “Demorou cerca de 10 anos para que essa democratização das vias se convertesse em menos trânsito e mais gente se locomovendo com qualidade”, diz o urbanista Jeff Risom, do Gehl Architects.

Em meados dos anos 2000 o prefeito de Bogotá Enrique Peñalosa foi massacrado pela opinião pública e imprensa locais porque tirou faixas dos carros para criar corredores de ônibus no sistema de BRT. Anos depois foi convidado a integrar o time de consultores do ITDP e é ovacionado pela democratização da mobilidade que promoveu na capital colombiana.

Em 2010, a cidade de São Francisco inaugurou seu primeiro parklet, uma estrutura de madeira que transforma uma vaga pública de estacionamento de carros em um espaço público para pessoas. A imprensa local e os moradores do bairro do parklet foram contra a medida, que lhes “roubava” uma vaga de estacionamento. Hoje o modelo conquistou a cidade e o único congestionamento gerado foi entre os concorrentes para os editais de construção de novos parklets.

A chamada de capa da Época São Paulo se propõe a explicar por que a ideia deu errado.

A ideia à qual se refere a revista é a construção de 300 quilômetros de corredores exclusivos para ônibus, que levam a maioria das pessoas, em uma cidade com 17 mil quilômetros de vias. Claro que a medida não está imune a erros. Há uma porção de falhas na implementação das faixas a ser apontada e é papel do bom jornalismo fazer isso. Mas o período de menos de um ano está longe de ser suficiente para determinar que a medida deu errado, especialmente em uma cidade com a escala de São Paulo.

2. Dados imprecisos ou mal combinados levam a conclusões equivocadas

Logo no início da reportagem, a revista afirma “a carência de outras modalidades obriga 75% da população a andar de ônibus – um número tão alto quanto inadequado”. O dado está impreciso. Em São Paulo, de acordo com a última pesquisa Origem e Destino (de 2007), 38,42% dos deslocamentos são feitos de transporte público, sendo a maioria de ônibus. Esses 75% devem se referir às pessoas que andam também de ônibus, de forma integrada a outros meios de transporte. Mas é usado de forma imprecisa, além de não ter sua fonte citada. E, ainda que estivesse correto, o fato de tanta gente andar de ônibus não deveria ser um argumento a favor dos corredores? Outra coisa: ter um número alto de pessoas andando de ônibus não é ruim. Em Londres, por exemplo, 11% dos deslocamentos são feitos de metrô e 22% (o dobro) de ônibus, quase empatado com os deslocamentos a pé, que somam 21%.

“Não adianta aumentar a velocidade de um sistema ineficiente”, diz o urbanista Flamínio Fichmann em uma aspa em destaque. Fato: o sistema de ônibus de São Paulo não é confortável nem eficiente. Mas dar mais espaço aos ônibus não é justamente aumentar a eficiência do sistema?

“A frota de ônibus paulistana passou a receber um tratamento VIP em dezenas de avenidas. Ocupa com exclusividade o espaço antes dividido com motos, carros e taxis”. Tratamento VIP? Em 2010, o engenheiro de trânsito Horácio Figueira, com base na pesquisa Origem e Destino, estimou que os carros, que levavam 20% das pessoas, ocupavam 80% do espaço das vias. Trata-se, portanto, do fim do tratamento VIP que a minoria das pessoas tinha em São Paulo: ocupando a maioria dos espaços das ruas.

A questão é: isso está fazendo de maneira estratégica ou demagoga? Essa pergunta levantada nas entrelinhas da reportagem é legítima e deve ser colocada em pauta. Infelizmente, a sensação que o texto nos dá é que uma série de dados foi reunida para apoiar uma tese pré-estabelecida – a de que a ideia deu errado. Por exemplo ao citar a pesquisa por uma parceria entre o Ibope e a Rede Nossa São Paulo feita em setembro desse ano que aponta que 69% dos paulistanos acham o trânsito da cidade péssimo. Paulistanos acham o trânsito da cidade péssimo há anos, essa percepção não foi resultado dos corredores, ao contrário do que induz a reportagem. Aliás, essa mesma pesquisa aponta que 93% dos paulistanos apoiam os corredores de ônibus em construção.

É verdade que o Ibope levantou, também, que 43% dos moradores da cidade perceberam uma piora no trânsito após os corredores. Eu sou uma delas. Mas não deixo de apoiar a medida, nem de estar disposta a conviver com essa transição, que leva tempo.

Um ponto importante em que a revista toca é a má distribuição das linhas de ônibus. “As faixas exclusivas da avenida Sumaré, por enquanto, registram apenas 30 veículos a cada 60 minutos. Eles andam rápido mas levam pouca gente”. Como os ônibus pegam mais trânsito fora dos corredores, há casos em que estão demorando mais tempo para chegar ao destino. Perfeito: temos aí um problema claro e bem diagnosticado. A questão é: queremos resolvê-lo aumentando a rede de corredores exclusivos ou decidindo que a ideia deu errado, abandonando-a e voltando à estaca zero?

3. Mobilidade não se resolve com mobilidade

São Paulo tem empregos concentrados no centro e pessoas morando em excesso nas periferias, e é a correção desse desequilíbrio que aliviaria a pressão nos sistemas de transportes públicos e particulares. Na única parte propositiva da reportagem, as soluções apontadas são lineares e simplistas: sistemas de BRT, pedágio urbano e transporte sobre trilhos. Nada disso ataca o desequilíbrio físico da cidade. Há um ítem que prega o “adensamento dos bairros” e diz que “aproximar o emprego da moradia é uma maneira de evitar deslocamentos”. Perfeito. Seria um bom ponto de partida para dar conta da complexidade da questão.

4. Mobilidade não é futebol

É difícil escapar da armadilha de polarizar o debate da mobilidade – carros x ônibus, corredores x BRT, metrô x VLT. Cair nessa armadilha é quase como discutir futebol e tentar argumentar qual o melhor time, o melhor esquema tático, o mais talentoso, etc. A diferença central é que no futebol, apenas um time ganha. Na mobilidade, ao contrário, sai vitoriosa a cidade que sabe combinar várias opções, para que as pessoas possam escolher o melhor meio de transporte a cada situação.

Eu sou a favor da construção de corredores de ônibus porque eles são um passo nesse sentido. Não se trata de defender um modal em detrimento do outro ou cercear a liberdade de ir e vir das pessoas. Muito menos de crucificar os carros, um meio de transporte legítimo como qualquer outro. Trata-se de democratizar a mobilidade, reservando a maioria do espaço para a maioria das pessoas.

*essa carta também é assinada pel’oGangorra.

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341 Comentários

  1. tadeu alencar arrais

    otimooooo. resposta madura e responsável.
    parabensa

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    • Pedro

      Perdão, muito bom texto, mas tenho que descordar de alguns pontos. São Paulo é uma cidade cheia de declives aonde caminhar se torna uma tarefa mais complicada que cidades citadas como Londres. Isso explica porque Londres consegue ter um cenário diferente de outras cidades. Vale lembrar que outras metrópoles como Paris, Madrid, Shangai, Barcelona, Berlim, Munique, Lisboa e outras tem a grande maioria do seu transporte público sendo representado pelas vias de trem, ‘tram’ e metro. na minha opinião, o ônibus é uma ferramenta quase que “jurassica” que oferece vários problemas de administração tais como gerenciar combustível, pontualidade, capacidade de gente reduzida, segurança no transito, sem contar o espaço que ocupa nas vias de asfalto, ocupando um espaço que poderia ser ocupado por carros. Coisas que poderiam ser evitadas com metro, trem e bonde.
      Mais alem, há um fator que contribui para NÃO utilização de transporte publico em SP. É a segurança. Ir para seu trabalho com um IPHONE, um NOTEBOOK, e roupa de marca pode ser um atrativo para assaltantes e ladrões. Não posso ir trabalhar sem um notebook e muito menos mal vestido, posso?
      Então, na minha opinião, acho bacana o investimento no transporte publico de ônibus, desde que este seja um transporte COMPLEMENTAR (como é na grande maioria do mundo). Do contrario, isso será uma solução paliativa. E, ainda mais, problemas como segurança, saúde e educação sejam prioridades para mudar culturalmente o país e permitir que andar na rua seja seguro a todos.

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      • Aline

        Seu argumento é que investir em transporte público vai fazer você ser mais assaltado? Sério mesmo????

      • Carol

        Lindo seu cometário.

        Você assina época?

      • Du Dias

        Zurique, na Suíça, não é totalmente plana (apenas a região mais central é plana, cercada por montanhas) e os ônibus funcionam muito bem, respeitando horários e tudo. Pessoas caminham bastante e há uma boa estrutura cicloviária. Falar que não da pra caminhar ou andar de bicicleta por conta do relevo é ignorar o que vem sendo feito em muitas cidades montanhosas, como no norte da Itália, na Suíça, no sul da Alemanha, em algumas regiões da França próximas aos Alpes, por exemplo. Claro que em Zurique o ônibus não é o único modal, o VLT faz boa parte do serviço. OS ônibus tem sistemas de emissão de bilhetes nos pontos, mapas e itinerários e nos carros há inclusive locais adequados para colocar sua bagagem (mochila, bolsa, etc). Como bem destacou o texto acima, é a diversidade de modais, além da diminuição das distâncias de deslocamento que podem aliviar nosso sofrimento.

      • Djalma

        Na verdade a lógica é inversa. Não se mede quantos carros cabem no espaço de um ônibus, mas sim quantas pessoas se locomovem naquele espaço. Em um ônibus cabem 60, 80, não sei… Em 3 carros cabem de 3 a 15 pessoas.

      • Lanika (@lanika)

        Rapaz, em sete anos andando pra cima e pra baixo nas três (agora quatro) linhas do metrô eu já vi uma penca de iphones, PSPs e tablets (a grande maioria iPads). Notebooks não vi e duvido que veja, pelo simples fato de que seria um bocado incômodo num trem ou ônibus lotado você manipular um deles. Nunca presenciei um furto, só ouvi histórias. Quase todo mundo que eu conheço perdeu pelo menos um celular pra algum bandido na avenida Paulista mas eu já cansei de ver um carro inteiro do metrô com todas as pessoas com a cara enfiada no celular, e sempre são smartphones caros e iPhones. Todo santo dia, cara. Você fica aí usando Londres, Paris, Madrid como problema, Pedro, mas o problema é você, que vive em uma bolha. EU caminho por essa cidade (e não sem medo, quem tem, tem medo) sempre que sei que vou ficar presa em um engarrafamento e o percurso dá uns 2km. Eu ando de ônibus, ando de metrô, ando de táxi, ando a pé, uso o que for preciso para me deslocar por São Paulo da forma mais eficiente. Com notebook na mochila e smartphone no bolso e garanto que não sou ingênua nem idiota nem tenho sorte e sou carioca. Cansei de ter sido assaltada na cidade onde eu nasci.

        Vai ser difícil você formar outra opinião se você continuar se escondendo atrás do vidro da janela do carro e acreditando que é a melhor saida. Assim até eu discordo do texto :/

    • Thiago Alexandre

      Verdade é que só a longo prazo vai dar pra saber se vai dar certo ou não… Para mim que nao tenho carro consegui 40 minutos de tempo a menos no transito na zona sul, na zona leste o percurso de 1:20 esta demorando 35 minutos, ajudou muito, ano q vem compro um carro, vou ver se compensa trabalhar de carro, creio que não mais.

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  2. jose silva

    bom texto, entretanto, os pontos em relacao bogota, copenhage e sao francisco, precisam de referencias. voce cita isso como ponto falho, mas o seu proprio texto, tb tenta mostrar modelos que deram certo, sem realmente mostrar referencias. o quao intenso era o trafego em copenhagen? o prefeito de bogota foi realmente triturado pela imprensa, ou somente por um setor da imprensa que falaria mal do prefeito de qualquer forma?

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    • Paulo

      ” o prefeito de bogota foi realmente triturado pela imprensa, ou somente por um setor da imprensa que falaria mal do prefeito de qualquer forma?”
      Tipo a Globo?

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      • Ricardo

        Bogotá, uma cidade plana, seca e sem adensamento por prédios. San Francisco, cidade seca, pouquíssimo adensada e concentrada. Copenhagen – 1/20 da população da Grande São Paulo.

      • jose silva

        exatamente, ou carta capital, ou veja, ou a maiora dos veiculos de comunicacao no brasil que servem a alguem e nao claramente imparcial.

      • jose silva

        * sao claramente imparciais

    • Renan

      José Silva,

      Pesquise o nome que assina a carta e encontrará mais sobre o projeto cidade para as pessoas. Apesar de não ter inserido a informação no texto, imagino que para dinamizar a leitura, ela tem sim um histórico que embasa essas opiniões. No que se refere a números, todos citam fonte, ao contrário da época.

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  3. Marcos Keitaro Animador Entusiasta

    Meus parabéns. Espero que questionamentos do mesmo gênero deste feito pela Época não deem força às pressões contra as políticas públicas de mobilidade e nem prejudiquem a implementação continuada dessa medida nos próximos governos.

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  4. gIUSEPPE BERD

    Me desculpe sr. articulista simpático ao PT, mas o plano foi mal executado, isso é reflexo de uma pessoa que não sabe administrar uma cidade. Qualquer um sabia disso. Antes tivessemos o re-call de 2 anos do Prefeito, que nos pouparíamos de mais 2 anos de caos em SP com essa gente no poder.

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    • Vovó Mafalda

      Ae babaca! Quem falou em PT???

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      • deni

        vovó mafalda é boa! kkkkkkkk

      • Luís Fernando Wiltemburg

        Peor: Giuseppe não é nome de militante de esquerda?

        E qualquer elogio a algo interessante feito por um político nos torna partidário dele? Eu odiaria ser chamado de tucano só porque apoio a implementação dos genéricos ou mesmo ao plano Real.

        PS: ótima análise crítica sobre a reportagem.

      • Veri

        babaca ele? Tem certeza? Acho que não… você que não se ligou que esta matéria é fraca e pouco fundamentada, usando exemplos de cidades com população muito inferior à paulistana e com uma rede de transporte público muito mais incrementada para esta e tem muito jeito sim de que foi paga ou feita com indivíduos pró-PT, porque nenhum jornalista que estudasse a fundo este tema ou fosse imparcial de verdade falaria tanta bobagem… acima tem muitas informações pertinentes dadas pelos leitores, que foram ignoradas por quem escreveu.

    • Rafael

      gIUSEPPE BERD. Pra vc o plano não deu certo por que você provavelmente vai trabalhar de carro. Mas pra quem utiliza o transporte público percebeu melhora. O problema é que as pessoas só querem olhar para o próprio umbigo e não para o bem coletivo, principalmente em se tratando dos menos favorecidos, que são muito mais dependentes do transporte público.

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    • bruno jose

      mano eu ando de carro e sei que quem fica em pe no onibus sofre mais q eu, so saio um poco mais cedo de casa mais sempre vou confortavel, realmente não deixo meu carro em casa, mais em geral foi otima a ideia pelo menos todos que pegam onibus deixam suas declaracoes de satisfacao. e outra em nenhum momento vi ele comentando no pt seria a mesma coisa de chamalo de tucano pq o comentario parece isso mesmo

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    • Lucas Z

      Cara, vai dormir!

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    • Francisco Weiss Muniz

      Bacana ver você tentar transformar uma discussão produtiva sobre melhorias na cidade de São Paulo em uma babaquice partidária.

      Responder
      • Nati

        quem aqui falou em partidos?

      • Nati

        Volto a perguntar: quem aqui falou em partidos?

  5. Persio Pucci

    Comparar São Paulo com Copenhagem, Bogotá ou até mesmo São Francisco é um absurdo.

    Outro ponto: Eu moro em Carapicuiba, trabalho na Berrini e eventualmente na Av. do Estado. Me explique como fazer este trajeto de bicicleta, ou então sem fazer mais de duas baldeações, e sem gastar mais de 10 reais por trecho, em menos de 1:30, isso sem falar de deixar as crianças na escola. Ou você vai me dizer que eu tenho que acordar as 4:30 da manhã e chegar as 10 da noite em casa? Transporte público pode e deve melhorar, mas não é para todos. E aqueles que não podem depender do transporte público, seja qual for o motivo, não podem nem devem ser penalizados como estão sendo.

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    • Caravaggio

      Leia o item 3, meu caro.

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    • Jayme Pereira

      Caro Persio concordo plenamente com seu ponto, assim como concordo com a conclusão do texto aonde parece mais justo reservar o maior espaço para a maioria das pessoas.
      No mundo ideal, acredito que você será beneficiado com essas medidas pois eventualmente aqueles que não são reféns de distâncias tão grandes como a sua para se locomover, utilizarão o transporte público ou alternativos, e assim, permitirão com que as vias tenham tráfego adequado para outros que realmente necessitam delas.

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    • Alan Soares

      Você é um egoísta que pensa no seu bem estar em detrimento do bem estar da maioria. Alias, a maioria acorda muito próximo do horário citado por você Pérsio e continuam a viver…

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    • Daniel

      É justamente esse o ponto que ficou claro na postagem: tornar o transporte coletivo mais eficiente para que cada vez mais pessoas troquem o carro particular pelos ônibus, metrôs ou o que for. Muitas pessoas precisam usar o carro para trabalhar, você e mais muitos outros são exemplos vivos; entretanto, São Paulo tem mais de 19 milhões de habitantes e por outro lado não tem estrutura para comportar tantos automóveis, não seguimos à risca o modelo das cidades norte-americanas (que mesmo com avenidas largas e highways impecáveis, não é raro apresentarem congestionamentos astronônicos).
      Quem defende uma cidade mais pedonal não quer a extinção do carro, não crucificamos os motoristas, apenas constatamos FATOS, como nossa cidade não ter mais espaço para tantos carros e mesmo que muitos prefiram o “conforto” do banco do seu automóvel à futura rapidez dos coletivos, é válido que os motoristas tenham que ceder uma parte do seu espaço aos ônibus e VLTs; não é questão de priorizar a maioria, mas priorizar o funcionamento do tecido urbano, oferecendo a todos a opção de se locomover com rapidez (já que não é viável e nem necessário que todos os 19 milhões de habitantes tenham seu lindo carrinho).

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      • Walfredo

        O problema é que o lucro do sistema de transporte público tem que ser elevadíssimo para bancar os candidatos em época de eleição. Para o transporte público oferecer o conforto do automóvel é necessário que tenha assento para todos, ar condicionado e wifi grátis. No caso dos trens urbanos, com espaço e todos sentados, poderia até ter um serviço de bordo, com venda de lanches e lembranças. Com tarifa de R$ 3,00 (três reais) um ônibus com 50 passageiros sentados fatura R$ 150,00 na viagem bairro centro e outros 150 na viagem centro-bairro. Se fizer apenas duas viagens por dia, fatura R$ 600. Em 25 dias úteis fatura R$ 15 mil reais. Em um ano fatura R$ 180 mil. Ou seja, o veículo está pago. Mais um ano para demais despesas, como combustível, motorista e administração. O que vier depois é lucro.

      • jose silva

        acho que o amigo quis dizer, eh que apesar de concordar com as mudancas, as mesmas ocorreram sem planejamento. corredores de onibus sao uma necessidade. mas antes de sair abrindo corredores eram preciso:
        * o tempo de espera entre os trens (da marginal e metro) deveriam ser reduzidos. em qualquer grande cidade do mundo, a cada 2/3 minutos chega um trem (apesar de ser uma questao estadual, o municipio pode investir ou trazer investimento via governo federal)
        * VLT ou tram. Em varias regioes da cidade, poderiamos ter tram. se alguem ja foi pra barcelona e viu os trans la andando em cima da grama, sabe que seria possive algo desse tipo na radial leste, na raposo tavares e na avenida dos bandeirantes.
        * organizar as linhas de onibus. todo ponto de onibus tem que ser documentado, os onibus tem que avisar qual parada eh a proxima, melhorar o processo de embarque e fazer analise cientifica volume de passageiros x horario x numero de onibus, identificar os gargalos e atuar primeiro nos gargalos e depois na expansao com corredores.

    • Mario

      Eu estou na mesma. Moro em Santo André e trabalho em Santana. Não existem opções de transporte público com menos de 4 integrações e 20 minutos andando…. Depois dos corredores meu tempo foi de 1h10 para 1h50, as vezes mais de 2 horas…. Isso num trecho de 26Km…

      Agora a tendencia é piorar, porque o maldito Petista prefeito de santo andré também está inaugurando corredores de onibus aqui…

      Tudo graças ao prefeito Maldade e ao prefeito “Grana”…

      Responder
    • Danilo Meira

      Se apenas os que não podem depender do transporte público andassem de carro, o problema dos congestionamentos estaria resolvido, não acha?

      Responder
    • Raissa

      Você acha ser a única pessoa a precisar fazer um longo trajeto para trabalhar e deixar crianças no colégio? Milhares de pessoas usam esse seu argumento para não mudar ações. Acham que a vida dos outros é mais fácil de ser vivida, que a sua é sempre mais difícil. No final das contas, quem paga o pato é quem não tem dinheiro para ter carro, independentemente das necessidades.
      Ou você pensa a cidade como construção de uma coletividade, ou você rejeita isso e cria seu universo particular, satisfazendo somente suas necessidades. Mas como você já está percebendo, nem suas necessidades podem ser solucionadas unicamente por você.

      Responder
    • Patricia Fernandes

      Vá de carro até um estacionamento do metro. Arranje um trabalho em carapicuiba. Ou mude-se para px da Berrine.

      Responder
    • Jessica

      E sr acha que quem PRECISA andar de ônibus, pq não tem condições de ter um carro, não mora longe? Não trabalha em mais de um lugar? Não tem filhos que precisa deixar na escola? Essas pessoas podem, e devem, ser penalizadas por não terem condições de comprar um carro com o salário que recebem?

      O sr precisa olhar mais à sua volta.

      Ah, perdão, mas o sr não tem condições de depender do transporte público…

      obs: “transporte não é para todos” foi a melhor do dia. É pra ralé, né?

      Responder
  6. Zeca Ferreira

    Ônibus em maior quantidade, com horários regulares e ar-condicionado, pra começar…

    Responder
  7. rubens

    Bem visto!!!. Hipócrita simpatizante do PT tentando arguir que falta tempo para vermos que esta politica é certa. Precisa lembrá-lo que a população total da Dinamarca é menor que a da grande são paulo e que o transporte público, principalmente o metro en Copenhagen, anda com seus vagões por ora vazios em horário não de pico e quando cheios parecem os nossos as 5 horas da manhã de domingo!!! Corredor de onibus é medida unicamente politica e que tirou vários onibus de circulação para beneficiar so donos de empresas!!! PT é lixo

    Responder
    • Raissa

      Infelizmente a maioria dos comentários, como o seu, só fazem soltar palavras que não acrescentam em nada. Por que não propõe soluções? A crítica é sempre bem vinda, mas quando é propositiva.

      Responder
    • Edu Reis

      Quais são as suas bases e suas referências para dizer que o “corredor de ônibus é medida unicamente política e que tirou vários ônibus de circulação”?
      A SPTrans diz isso? Você viu algum relatório operacional que acuse essa redução na frota?
      Além do mais, se o corredor de ônibus é medida política e o Prefeito Haddad está com a popularidade abaixo dos 20%, acho que essa medida política não está dando certo não é?

      Responder
      • Luis Henrique Piovezan

        A base para indicar como política a implantação destas faixas é a própria campanha do Prefeito: está cumprindo promessas de campanaha.

  8. Caio

    Além de algumas ressalvas como já foram levantadas (comparação de trânsito entre cidades totalmente antagônicas), outra que devemos atentar é que não há “construção de corredores de ônibus”. Por outro lado, o que se observa, é a marcação de faixas (pintura) exclusivas de ônibus, o que é diferente de construção de corredores. Os novos corredores construídos (aqueles em que as vias são cimentadas, aumentando a vida útil do trecho, e pontos elevados) foram licitados anteriormente à presente gestão (Haddad), exemplo disso é que o corredor da Sto. Amaro, próximo à Brigadeiro L. Antônio teve início no começo do ano. Impossível que entre o edital e o fim da licitação tenha sido tão rápido (dois meses no máximo), sem que uma das empreiteiras tenha contestado judicialmente.
    Entretanto, apesar de não ser eleitor do PT, ter dúvidas acerca de algumas faixas criadas, julgo que a atual política de preferência ao transporte público é de suma importância e essencial em SP. Deve-se sempre privilegiar o transporte público, coletivo, porém de qualidade, frente ao transporte individual, egosítico.

    Responder
    • Daniel

      dá até um alívio no coração quando uma pessoa avalia uma ação pela ação em si e não recorre ao ad hominem (“ai ai ai ui ui ui, mas é obra do PT, podia tá salvando minha mãe da morte que eu reclamava e pedia cassação do mandato”)

      Responder
  9. Gustavo Angeloci

    Similar ao aumento do IPTU, que é uma idéia usada em outros países para se evitar densificação da população (e empresas). Com o passar do tempo (e constante incremento de impostos em regiões superpopuladas), tatno empresas quanto população acabam se espalhando pela cidade.

    Só que a tansição é complicada, as pessoas reclamam pois estão acomodadas, o que é justo dado que é uma mudança de regra no meio do jogo, mas pra uma melhoria no longo prazo.

    Responder
  10. Rodolfo

    Nunca vi fundamentação tão esdrúxula… Carece de tudo…. Completamente fora da realidade.

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    • Nati

      Rodolfo, tô aberta ao debate caso você tenha um argumento mais construtivo a fazer.

      Responder
    • Daniel

      adoro gente que fala “tá uma merda” mas não aponta nem mesmo UM dos defeitos, muito menos por que é um defeito e, claro, nunca dará uma solução alternativa.

      Responder
    • Marcelo

      Nati e Daniel, vocês dizem não ser partidários do PT, mas também não tem nenhum argumento para validar este ato populista do atual prefeito. Assim como a moda do ui,ui,ui é Petista.
      Não adianta destruir faixas nas avenidas e fingir que ali agora é um corredor de ônibus, fique 30 minutos parado em frente a uma destas novas faixas, não passa ônibus nenhum, o sofrimento continua o mesmo, nos pontos sob chuva, no aperto para adentrar um ônibus, no fato de não haver segurança para deixar o carro na garagem e usar o ônibus, já fui assaltado diversas vezes, já vi assaltos sistemáticos , no mesmo dia e horário, e uma faixa “exclusiva” não resolve isso.
      E sobre a sua idolatria, vocês não enxergam que o PT institucionalizou o roubo, falcatruas, e politicagens, se o Haddad fosse de qualquer outro partido, não seria pior do que é agora, sem preparo, e sem comprometimento.

      Responder
      • Caio Paiva

        Pois eu moro na Zone Norte e trabalho na Vila Olimpia e agora é muito mais fácil atravessar a ponte do Limão de onibus (Demoro 5 min, no maximo) do que de carro (mais de 40 min as vezes) … Tanto que desisti de vir de carro pro trabalho e venho de onibus + trem (E olha que ainda faço uma baldeação no trem). Com certeza não é o mundo ideal, mas concordo que se não sairmos da nossa zona de conforto, visando a coletividade, a situação não vai melhorar nunca.

        E esse papo de não passar onibus nenhum para mim, que uso bastante o transporte, é lenda. O que eu já vi acontecer é de Onibus que não conseguem chegar nas faixas pois estão travados no transito dos automóveis (E vamos entender que nós não ficamos presos no transito. Nós SOMOS o transito).

  11. Johns

    Zzzzzzz

    Responder
  12. Reinaldo Kramer

    Muito bom o texto. É óbvio que pra melhorar o trânsito caótico só com melhorias em transporte público e condições e incentivos ao uso da bicicleta. SP foi projetada somente pros carros, e agora eles tem que concertar o erro… além do que deve se acabar com a cultura hipócrita do carro que pra maioria é questão de status e comodismo. Carros deveriam ser usados só em estradas, na capital só traz poluição (sonora e ambiental), engarrafamentos e stress.
    http://www.youtube.com/watch?v=ZLmrIdr7qfE
    http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=OTOe2eZvuy4

    Responder
    • Ricardo

      Uma resposta típica de quem não sabe o que é morar no subúrbio e trabalhar no centro, na Berrini, na Faria Lima…. Ou não é autônomo, ou não é pequeno comerciante, ou não depende de estar bem apresentado… Enfim, um paulistano que pode ser considerado um bon vivant da Zona Oeste, que acha que SP é Paris e os outros são egoístas, apenas os bikers iluminados do bem. Assim a cidade vai ficando cada vez mais insuportável, com o desrespeito aos que não são (ou não podem ser) como eles.

      Responder
    • Felipe

      É interessante como cada um põe os dados de maneira que favoreça seu ponto de vista, não sou contra os corredores, sou a favor, só que o nosso querido prefeito colocou a carroça na frente dos burros, antes de sair fazendo corredores desenfreiadamente ele primeiro tinha que estudar e melhorar os itinerários, na minha opinião o trajeto de ônibus deveria ser um trajeto curto onde as maiores distancias deveriam ser percorridas por metro ou trem uma vez que como falado no artigo a maioria das pessoas moram longe do local de trabalho, logo sabemos que uma pessoa acorda as 4 da manhã para chegar às 8 no seu local de trabalho porque a mesma precisa pegar 4 ônibus por falta de uma linha de metro ou trem que eliminaria pelo menos 2 ônibus e diminuiria a viagem em metade do tempo, isso implica em outra coisa, como a maioria dos ônibus possuem um itinerario extenso (me refirindo a distância) mesmo com os corredores os ônibus continuam lotados e o tempo entre um “carro” e outro continua demorado, ou seja, se eu perder um ônibus da linha X que acabou de passar vai demorar pelo menos de 20 a 30 minutos para passar outro, para diminuir este problema ele teria que colocar mais ônibus no mesmo itinerario causando um provável congestionamento nos corredores, logo a solução mais plausível e a longo prazo é a construção de mais linhas de metro e trem diminuindo o percurso de ônibus implementando inclusive as linhas circulares que não existe na cidade. Outra coisa que ninguém comentou, não adianta fazer corredores, aumentar as linhas de metro ou trem se não houver investimento em segurança e educação, qual a vantagem de eu demorar menos no trânsito se eu corro o risco de ser assaltado, ferido ou morto dentro do ônibus, no ponto de ônibus ou andando na rua? Eu ando de carro não apenas pelo conforto mas principalmente pela minha segurança, que diga-se de passagem não é muita mas é maior do que outro meio de transporte qualquer, além disso minha profissão me obriga a trabalhar de carro uso diariamente vários equipamentos pesados e caros tornando o uso de coletivo inviável atualmente.

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      • Felipe

        Sobre o item 3, a idéia realmente seria muito boa se praticamente não fosse impossível de realizar, de novo repito, falta investimento em segurança e educação…sinceramente atualmente não vejo a possibilidade de uma multi nacional ou uma grande empresa nacional instalada no Jardim Angela, Itaim Paulista ou qualquer outra área periférica não apenas por falta de estrutura mas principalmente por falta de segurança, por isso digo novamente o primeiro investimento deveria ser na segurança, educação e depois transporte…

    • Leandro

      Carro pra mim não é questão de status, pois qualquer um em São Paulo pode ter um. A questão é a falta de planejamento!
      Sou a favor de beneficiar a maioria com o uso do transporte público, mas me recuso a entrar em um ônibus com capacidade para 60 pessoas, mas que na realidade comporta 100!
      Me recuso a ficar 40 minutos esperando pra que o transporte chegue por falta de ônibus e eu tenha que esperar o próximo, pois este está lotado.
      Me recuso a ter que pegar um ônibus que dá uma volta imensa, porque quer pegar mais gente visando lucro e assim demorar duas vezes o tempo que levaria pra chegar ao meu destino.

      Quando tudo isto estiver resolvido, aí sim eles podem criar os corredores de ônibus visando a maioria.

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      • Júlio N.

        Resumindo: quando todos os problemas da sua cidade estiverem resolvidos o sr. começará a mudar seu comportamento? Não acha isso um tanto egoísta? E se todos que pensam como você pensassem ao contrário e inundassem o transporte coletivo por 3 meses. Será que a cidade não seria obrigada a aumentar a frota dos transportes coletivos devido a alta demanda?

    • Ana

      “Carros deveriam ser usados só em estradas” primeiro se mude pra Itaquera, ou Barueri se preferir, consiga um trabalho em Pinheiros/Paulista/Moema etc… no qual vc tenha que chegar as 7:00h, sem flexibilidade de horário e considere tb que esse trabalho é braçal. Agora deixe seu carro na garagem, que é só para estrada, acorde bem cedinho, pegue sua bike e vá para o trabalho.
      O egoísmo do seu humano não está em andar de carro mas em não considerar a realidade alheia ao ‘planejar’ melhorias para a cidade que só convém há poucos.

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  13. Cassiano

    Pessoas de classe media, moradores na periferia de São Paulo, se deslocam de ônibus apenas por motivos financeiros, pois o custo de deslocamento é caro, leva-se 50 a 60 minutos para percorrer 08 a 10 KM, será que quando tivermos um transito razoável, os mesmos que hoje andam de ônibus, não vão tirar seu carros das garagens, tornando assim um ciclo repetitivo?

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  14. Vitória

    Texto total sem fundamento, apenas querendo atacar a revista época.
    Antes de implementar faixas de ônibus aleatoriamente, deveria haver um estudo sobre os locais e sua necessidade. Veja, não sou contra faixas de ônibus, mas a forma pela qual a Prefeitura implantou agora, foi absurda e sem estruturação. Foram extintas linhas e não há quase ônibus pra todos. Isso não foi arrumado. Outra coisa, querem que todos de vão de carro vá para o ônibus? Sério? Que caos seria. Primeiramete, deveriam melhorar e MUITO a qualidade do transporte público, muito mais ainda do trem e do metro, que são muito mais eficientes. Além disso, onde fica o conforto, a qualidade, a rapidez e a segurança do transporte público? Não tem, né?! Isso é prioridade. Planejamento é tudo!! Não é tão simples dizer: ”sai do carro e vem pro ônibus!”. Isso de fato, não resolve nosso problema.
    Outro ponto: comparar São Paulo, o trânsito de São Paulo, a correria de São Paulo, o tamanho de São Paulo com essas cidades me parece um pouco piada. Aqui não é Europa não pra ficar andando de bicicleta. A maioria das pessoas faz trajetos de mais de uma hora. Bicicleta fica um pouco fora de órbita assim.
    O dia que tais melhorias apontadas ocorrerem efetivamente, tenho certeza que muita gente deixará seu carro pelo transporte público. Eu, por exemplo, faria.
    Da próxima vez, por favor, antes de criticar, faça um texto mais dentro da nossa realidade ou então, seja a realidade.

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  15. Luiz Henrique

    As organizações globo tem interesses diferentes da população e da democracia.

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  16. Giovanni

    Amigos, os exemplos de Copenhague, Bogotá e San Francisco não estão comparando estas cidades entre si nem ao menos elas com São Paulo. O que está sendo dito é que medidas relacionadas à mobilidade urbana sempre enfrentam reações negativas e o real resultado só pode ser avaliado a longo prazo, já que envolve mudança de hábitos e de distribuição de estruturas e meio de transporte, nada além disso.

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    • Luis Henrique Piovezan

      Nem sempre medidas de mobilidade urbana enfrentam reações negativas. Se assim fosse, estas medidas seriam sempre punição à população. Quem se beneficia no curto prazo muda rapidamente de hábitos.

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  17. Anderson Moriel Mattos

    A revista aborda de forma correta o tema central. Faz uma análise profunda e coerente após um ano de gestão, a qual é perfeitamente possível de ser avaliada. A cidade é caótica e será assim para sempre. No meu ponto de vista só existe uma salvação para São Paulo: Metrô e mais metrô. Não tem saída.
    Matar o cachorro pela peste de carrapato é a forma como a nova gestão se comporta diante das questões pertinentes aos cidadãos.
    Ninguém suporta andar de ônibus em SP. Mulheres abusadas (com direito a estupro), roubos frequentes, motoristas descontrolados e até embriagados, entre outras questões.
    1- Ônibus só são bons pros bilionários donos das empresas que recebem subsídios da prefeitura pra explorar o serviço. Região Metropolitana precisa de trens e metrôs, (RMS).
    2- Com as faixas exclusivas, a velocidade média dos ônibus subiu de 15 para 24 km/h. Ou seja, no tempo das carruagens e mulas dava pra chegar mais rápido (RMS).
    3- Pergunto: hoje os ônibus são superlotados, demorados, quentes, barulhentos e poluidores. O que acontecerá se houver um acréscimo de 20% no número de usuários? (RMS).

    Leia os comentários desta organização chega de aperto e saberás a verdade de quem realmente usa o transporte público, e não quem faz demagogia. O resto, como dizia o ilustre M Fernandes, é armazém de secos e molhados.

    Chega de aperto, chega de mentiras…. http://chegadeaperto.org.br/

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  18. Ricardo

    Nati, embora talvez (quem sabe) por algum efeito borboleta o trânsito de São Paulo melhore com esta medidas, isso é improvável. Se nesses dez anos não se construir muita infraestrutura, sejam metrôs subterrâneos, sejam BRT (de fato) ou outras alternativas… estamos fritos em SP. Não terá sido o pinta-faixas da gestão atual responsável por mudança positiva. A verdade é que desde já o Fernando Collor com seu discurso da “bala de prata” contra a inflação, passando pela “isenção do IPI da linha branca” para combater a crise mundial, do Lula, pelo “mais médicos” do Padilha e agora essas faixas do Haddad o governo gosta de soluções fáceis, rápidas, baratas, simples de vender em programa eleitoral — e nada (nada) estruturantes. Que façam metrô complementado por BRT. Sai mais caro que latinhas de tinta, mas criar capacidade (ao invés de bagunçar a cidade).

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  19. Ricardo A

    Vê-se bem que muita gente não tem noção de como funciona de verdade a cidade e a obrigatoriedade dos deslocamentos longos que se fazem praticamente obrigatórios. As linhas não foram redimensionadas, não se fizeram testes localizados, não se retiraram gargalos, não foram pesquisadas as novas formas de deslocamento nos novos eixos que sequer possuem linhas hoje (exemplo: não se faz Pompéia à Vila Leopoldina de ônibus, mesmo tendo se tornado eixo contínuo. Precisam-se 2 ônibus e mais um deslocamento a pé só pra chegar no trem).
    Apesar de até ter apoiado o Cidade para Pessoas, é uma bobagem gigantesca apoiar as ciclovias como solução para alguma coisa numa cidade úmida, sinuosa e cheia de ladeiras como SP. Ciclovia é algo pra alguns trechos da ZL e leitos das marginais e eventualmente (como em BsAs) como circulação intra-bairro. Se você trabalha, pode esquecer, pois teria que ter uns 3 jogos de roupa só pra sobreviver (e rezar para ter chuveiro todo seu).
    SP é uma cidade que obrigatoriamente tem que ter transporte de massa, com HORÁRIO MARCADO e AR CONDICIONADO para atrair a classe média (como o metrô já consegue onde alcança). Como este governo só possui como meta mais impostos, mais dinheiro pra campanha e mais emprego e subsídios para seus amigos e cupinchas, temos esse pavoroso exemplo de Pinta-Faixas sendo levado a sério por gente que supunha saber melhor.
    Alguém sabe a meta do programa? Eu sei: ganhar eleição a qualquer custo. Se tiverem 10 minutos de ganho pra jogar na TV ano que vem (mesmo que no ano seguinte já não andem mais nem os ônibus, já que o crescimento da cidade continua igual, baseado em grandes prédios isolados, “centros empresariais” longínquos, calçadas minúsculas com lixo ocupadas por camelôs e particulares, postes por todo lado e depredação urbana que obrigam a pessoa a ter carro para ir numa simples padaria, que fica cada vez mais longe), pode crer que vão dizer que o projeto foi um sucesso.
    Continuem se enganando e levando a sério quem não merece. Daqui 3 anos me cobrem.

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  20. Carla

    Fico impressionada com a falta de educação nos comentários. Difícil estabelecer um diálogo sem xingar o outro, hein? Parabéns Natalia, mais uma ótima reflexão!

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  21. lucas@uol.com.br

    Vocês coxinhas que, do conforto de suas casas, usam seus tablets modernos para escreverem textos sobre mobilidade urbana, não entendem nada do assunto. Por que em vez de ficar usando exemplos de cidades completamente diferentes, vocês não pegam a linha vermelha do metrô as 7h ou as 18h pra tentar entender o que é mobilidade na cidade? De blá blá blá o povo já está cheio…

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  22. Mario

    Gostei do texto. Crítica ponderada. Mas acho que faltou o ponto principal: não se constrói um sistema de transporte coletivo eficiente baseado nos interesses de lucros de diversas companhias de ônibus, que querem os filões e tem pouco interesse em linhas não lucrativas. Essa é a questão e minha maior crítica. Ou o prefeito tem coragem e enfrenta o que deve ser enfrentado ou fica com essa, desculpe, demagogia, de corredores de ônibus poucos e lotados, porque é assim que eles dão lucro para quem devem dar. Não é muita vantagem ficar menos tempo espremido como uma sardinha, tipo “ah, que ótimo, agora ao invés de 40 fico apenas 20 minutos com o nariz colado na bochecha do cara da frente” (para não entrarmos em assuntos mais polêmicos). Deveríamos ter uma única companhia de transporte urbano municipal. Transporte público não é pra dar lucro, deve ser apenas sustentável. Assim poderíamos discutir seriamente as questões sobre os aspectos intermodais. No mais, é conversa mole para boi dormir. Do jeito que está será SEMPRE ineficiente para quem interessa, a população. Com ou sem corredores.
    O que dá lucro é neguinho espremido e não cidadão sentado. E transporte coletivo, hoje, é para dar lucro. Mas cá entre nós, o prefeito atual e os anteriores a ele sabem de tudo isso. Ou não?

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  23. Adriana Gaúcha

    Ok!!! Já que há algumas críticas quanto às comparações realizadas (talvez até com razão), que tal um exemplo brasileiro e consolidado?
    Moro em Porto Alegre/RS há 20 anos e, GRAÇAS A DEUS – duplamente, já conheci a cidade após as grandes mudanças no transporte público implementadas pelo governo PT à frente da prefeitura.
    Duplamente graças a Deus por que?
    1. Porque aqui há corredores de ônibus há anos nas principais vias que cortam a cidade (avenidas principais, pelas quais somos obrigados a passar para chegarmos a diversos destinos). Como usuária do transporte coletivo, eu AMO os corredores de ônibus: eles proporcionam um deslocamento mais rápido de um ponto ao outro, em função de não haver congestionamentos. Imagine você saindo do trabalho ou da faculdade – ou após uma jornada em ambos – extremamente cansado e, além de ter que ir para casa de ônibus (pinga-pinga, pois pára para embarque e desembarque) ainda ter que disputar espaço com uma grande quantidade de veículos. Não há nada mais sacrificante, até porque em Porto Alegre também se usa mais de um transporte coletivo (ônibus-ônibus, ônibus-trem-ônibus) para chegar ao seu destino, do que mesmo cansado/a, viajando em pé, ainda ter o tempo de deslocamento – logo o de sacrifício também – aumentado devido ao congestionamento da hora do rush. Resumindo a vantagem do corredor de ônibus: ele diminui o tempo de deslocamento, pois os ônibus só param por dois motivos: sinais fechados e para embarque/desembarque. Nas ruas sem corredor de ônibus, estes param também em função do congestionamento, logo, os usuários de ônibus são mais penalizados do que os usuários de veículos particulares (que não precisam parar em função de trocentos pontos de embarque/desembarque, apenas em decorrência dos sinais fechados e congestionamentos).
    2) Como usuária de carro particular, eu AMO os corredores de ônibus! Além dos congestionamentos, dos inúmeros sinais fechados que você encontra pelo caminho, ter seu deslocamento interrompido porque um ônibus “fechou” seu carro para conseguir parar no meio-fio para embarque/desembarque ou porque não há espaço para você ultrapassar aquele ônibus enorme estacionado no meio-fio à sua frente (sim, porque quem está nas outras duas ou três faixas à sua esquerda também está com pressa e não quer te dar passagem para você desvencilhar-se daquele ônibus que lhe impede de seguir adiante) é cansativo, desgastante, principalmente após um dia de trabalho e/ou estudo!
    Em Porto Alegre, há duas enormes e principais avenidas que dão acesso às duas maiores universidades da cidade (PUCRS e UFRGS): a Avenida Ipiranga – sem corredores de ônibus – e a Av. Bento Gonçalves – com corredores de ônibus. Quando retorno da UFRGS para casa, adivinhem qual prefiro utilizar a partir das 17h30? Tanto de ônibus, quanto de carro, a Av. Bento Gonçalves, óbvio! De carro, apesar de o trânsito ser intenso, ele, ao menos, flui ao longo da avenida! Já na Av. Ipiranga, isso não acontece, pois há muitos pontos de congestionamento.
    Mas, caros paulistanos, venham até o sul, até nossa amada Porto Alegre e conheçam o imperfeito, mas um pouco mais eficiente, sistema de transporte coletivo que temos. E, sim, tragam seus políticos e os burocratas responsáveis pelos projetos de faixas exclusivas ou corredores de ônibus, pois há, aqui no Brasil, expertise e knowhow sobre esse assunto (Curitiba é exemplo nacional com seus ônibus “ligeirinhos”), de modo que os responsáveis pela implementação d etal política pública não precisam “bater cabeça” “inventado a roda”. Ela já foi inventada em outras cidades brasileiras.

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    • Lanika (@lanika)

      Simsim, em Curitiba há corredores exclusivos para ônibus e engarrafamentos de carros terríveis e ninguém dá um piu porque os ligeirinhos são tão eficientes que são considerados um metrô a céu aberto! E aqui em São Paulo, esta bagunça…

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  24. Fabio

    Concordo com “o maior espaço para maioria” mas discordo de como foram tomadas estas medidas, sem planejamento, sem discussão, sem rumo.

    Uma medida como essa que cai como uma luva em 30% das vias implantadas, não poderia ter sido, de forma alguma, implantada nos outros 70%. Não sem ao menos o mesmo nível de planejamento e estudo dos impactos (benéficos ou não) dos outros 30%.

    Acho que esse é o principal ponto de discussão: Haddad gostou da popularidade que ganhou por causa dos 30% e impôs os outros 70% achando que estava com o jogo ganho. Errou.

    Vejo exemplos super positivos como a 23 de maio, com sua dezena de ônibus por minuto (a despeito da foto da capa) mas vejo exemplos negativos como a Corifeu (Zona Oeste) que só tinha 2 faixas. Agora tem praticamente uma e meia para os ônibus (porque mal cabem na faixa exclusiva) e meia para os carros. Resultado: trânsito para todos. Quem faz longas distâncias, curtas distâncias, carros e ônibus.

    A medida foi ao estilo Bolsa Família. Dá esmola pra quem está morrendo de fome que o povo fica feliz. Uma viagem um pouco mais rápida é melhor do que não ter nada, não é mesmo? Mas com o aumento do volume de passageiros, cadê a redução da passagem? Cadê a redução do IPTU (que foi aumentado como solução para pagar o suposto saldo devedor do aumento da passagem)? Cadê a melhoria na qualidade do transporte? Porque foram “otimizadas” linhas de ônibus que tinham sobreposição e agora as pessoas esperam mais tempo para entrarem nos ônibus? Essa conta o cara não quer fazer!

    Faltou o puro e simples planejamento. Estudo detalhado, estudo com impactos, benefícios, otimização dos recursos para aplicação em outros locais mais críticos. Essa conta que, infelizmente, esse cara não soube ou não quer fazer.

    O que nos resta é esperar pelas outras medidas populistas que certamente virão. Algumas acertadas, outras não. Infelizmente.

    Assinado por um executivo de multinacional que possui carro de 70 mil reais pago pela empresa, com combustível subsidiado e prefere andar de ônibus e trem porque é mais fácil e previsível. Demoro exatos 50 minutos no trânsito. SOU UM AFORTUNADO.

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  25. Antonio de M. Castro

    É só pegar um ônibus municipal em São Paulo para entender que o sistema é péssimo. O governo federal incentiva a compra de automóveis e o prefeito de São Paulo incentiva o uso dos transportes coletivos. A matemática é errada, ou seja, ao mesmo tempo em que o prefeito de São Paulo constroe os corredores e incentiva (não vi na realidade incentivo nenhum ainda) o uso do transporte urbano, seu caixa necessita da indústria das multas dos automóveis. Este ano a prefeitura pretende arrecadar muito mais (saiu nos jornais). Nos países citados a qualidade e eficiência do transporte público é magnânima: Ônibus novos, automáticos, com calefação e refrigeração, sistemas de linhas integradas, pneus e amortecedores novos etc, etc. São países que tratam da sua população como legítimos cidadãos, respeitando suas vidas, aspirações e necessidades. É só fazer a experiência por uma semana. As calçadas, o acesso, as integrações são de matar! Tudo errado, do lado errado. Nos ônibus você se sente um saco de batatas. O metrô não aguenta o contingente e falha. Os trens importados pela Alston são trens usados que a Espanha dispensou para cá. Tudo é uma porcaria, um lixo! Uma falta de respeito. Andem de ônibus, façam trajetos diferentes do seu dia a dia e verão que estes corredores são uma piada. A concepção desses corredores é uma baixaria. Um Estado onde por ano se controe 4 km de metrô, borbulhando de automóveis financiados isentos de IPI, andar de carro não é status, é necessidade extrema. Quando o sistema de transporte urbano permite, ando nele. É de deprimir, de arrasar qualquer ser humano. Nossa população é pacífica e muito ignorante.
    Vocês, que escreveram esta matéria, que são pessoas estudadas e já viajaram bastante, comparem os sistemas integrados de transporte urbano nestes países e verão a pouca vergonha que se encontra nossa estrutura de transporte coletivo urbano. Em São Francisco então… Lá existem várias companhias de transporte e todas se unem para satisfazer os desejos da polpulação. Lá quando há uma partida de beiseball as linhas de ônibus se integram para levar a população aos estádios. Sem contar de Mission Bay, um cluster urbano onde não foi difícil se projetar uma infra-estrutura de transporte urbano que configurasse o desenvolvimento da região. Aqui não conseguimos nem dar um jeito na cracolândia para o desenvolvimento da “Nova Luz”. Não conseguimos porque a nossa política urbana está errada.
    Trata-se de um sistema honesto dedicado à população. Aqui… Pelo amor de Deus!
    Vocês que já viajaram bastante, quando voltam e chegam no aeroporto, fedendo a povilho de pão de queijo não notam a diferença? Depois de voltar de uma viagem, passar por Cumbica e pegar a Marginal… É de se matar de depressão. Por subsolo, terra ou ar, o nosso sistema de transportes coletivos só têm comparação aos países mais pobres e subdesenvolvidos do mundo. Sem comparações, isto é o Brasil, é a nossa política, nossa ignorância e a arrogância e ganância de alguns. Se não mudarmos estaremos no caminho do fracasso. País fracassado! Sistema fracassado!

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  26. Felipe

    Sobre o uso de bicicleta, acho praticamente inviável, primeiro pela distância, não me imagino pedalando 40 Km por dia carregando uma mochila com 5 quilos nas costas em um sol de quase 35 graus ou em um frio de 10 graus, além disso poucas empresas possuem estrutura como armários, chuveiros etc…isso sem contar novamente com a questão da SEGURANÇA e digo isso não apenas sobre assaltos mas também no trânsito onde a EDUCAÇÃO é excassa…resumindo antes de investir no transporte fazendo corredores aliatoriamente, precisamos investir na SEGURANÇA e EDUCAÇÃO…estamos no velho dilema de ser eficientes (se é que dá pra chamar isso que o prefeito está fazendo de eficiente) ao invés de eficazes!!!

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  27. Felipe

    E aproveitando, nunca vi uma engenharia de tráfego tão burra quanto a brasileira, além de investimento em SEGURANÇA e EDUCAÇÃO falta também investimento em TECNOLOGIA, como faróis inteligentes entre outras coisas, mas é mais fácil e mais rentável aos políticos de nossa cidade investir em RADARES e agentes da CET…

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  28. Ricardo

    A pintura das faixas exclusivas foram feitas para calar a voz do povo que protestava e desviar dinheiro com material e “arrecadar” o que seria arrecadado com os 20 centavos que teoricamente deixamos de pagar. Não ando de transporte público na maioria das vezes mas não ligaria de andar porém a qualidade do que temos hoje não vale o valor que pagamos. Ainda tento entender como discutem isso em uma cidade que ha pouco tempo atrás proibiram a publicidade retirando todos os relógios e esse ano colocaram milhares de relógios espalhos pela cidade com publicidade (mais de um relógio por vias que mal tem movimento) com o nosso dinheiro para desviar ainda mais dinheiro!
    Também não sei como caem ainda dessa “tentativa de priorizar o transporte público”, basta saber um pouco de economia para saber que o setor automobilístico é o que segura o Brasil. Além disso o transporte privado é um dos maiores geradores de empregos diretos e indiretos, os impostos absurdos que pagamos fazem ser o negócio mais rentável e as constantes reduções de IPI incentivam a compra de não somente 1 automóvel mais vários, além do incentivo para compra do veículo novo e a desvalorização do veículo usado (que obviamente será comprado por quem hoje anda de transporte público)
    Tudo é uma gigantesca palhaçada na direita, tudo é palhaçada na esquerda e a gente tomando aqui no meio!

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  29. Farkas

    O FATO É QUE O PT INFELIZMENTE NÃO CANSA DE ESTRAGAR A CIDADE DE SÃO PAULO , JA VIMOS ISSO COM A GESTÃO DA MARTA QUE PIOROU TUDO NA CIDADE …. BURACOS , TRANSITO , E MA ADMINISTRAÇÃO DO DINHEIRO PUBLICO INVESTIDO EM COISAS FUTEIS COMO FONTE DE AGUA DO PARQUE DO IBIRAPUERA E PALMEIRAS EM CANTEIROS DE AVENIDAS EM SÃO PAULO , O MAIS TRISTE DE TUDO ISSO É A POPULAÇÃO IGNORANTE QUE AINDA NÃO APRENDEU A LIÇÃO ATE HOJE . AUMENTO DE IPTU , TENTATIVA DE AUMENTO DE PASSAGEM DE ONIBUS , E AGORA ESSES CORREDORES RIDICULOS QUE APENAS SERVEM PARA PIORAR O TRANSITO QUE JA É RUIM , O PAULISTANO NÃO VAI DEIXAR O CONFORTO E A SEGURANÇAS DE SEUS VEICULOS PARA ENTRAREM EM ONIBUS SEM AR CONDICIONADO , SEM SEGURANÇA ALGUMA , E AINDA PAGANDO CARO NAS PASSAGENS , ESSES CORREDORES DE ONIBUS SÃO UMA VERDADEIRA PIADA É COMO PASSAR BATOM EM UM PORCO E DIZER QUE FICO MELHOR . O FATO É QUE SÃO PAULO PRECISA DE INVESTIMENTOS REAIS PARA MELHORIA DO TRANSITO E NÃO SOLUÇÕES RIDICULAS QUE APENAS FAVORECEM A ELES POLITICOS , SÃO PAULO PRECISA DE INFRAESTRUTURA , RODOVIAS E RUAS BEM PROJETADAS , SEMAFAROS INTELIGENTES , CET NAS RUAS CORDENANDO O TRANSITO E NÃO APENAS MULTANDO E ARRECADANDO MAIS DINHEIRO , TARIFAS DE TAXI MAIS BARATAS , E PRINCIPALMENTE INVESTIMENTO EM METRO E TRENS.

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  30. Fabiano Rampazzo

    Prova do ABSURDO desta capa sou eu, que estou considerando, como nunca, vender meu carro e ficar sem. Mudança de comportamento – leva tempo. A matéria é antiquada e ultrapassada, assim como todas (e eu disse todas) as revistas e jornais.

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  31. Da vinci

    Foi mal executado sim. E um dos problemas é que os motoristas de ônibus precisam ser educados para obedecer a tal faixa criada tbm. Ja vi variS vezes na rua ônibus andar em outras faixas e mudando de faixa para chegar no ponto dele e ter que atravessar as outras faixas pra parar causando mais transito ainda. Outra que tem a merda da faixa de ônibus e quando precisamos virar pergunta ta de eles deixam entrar. O problema de São Paulo e do Brasil não é uma faixa de ônibus, é a educação.

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  32. Edson C.

    O que adianta pintar as ruas com faixas e nada mais fazer? O que adianta dizer “A intenção é fazer as pessoas deixarem os carros em casa” se o próprio utiliza carro com motorista?
    Pra começar, o que deve ser melhorado é o sistema de transporte público. Não adianta pintar as ruas sendo que os transportes não correspondem aos requisitos mínimos para deixar o carro em casa.
    Eu achava que o transito de São Paulo não poderia piorar, mas o Sr. Prefeito conseguiu essa façanha.
    Parabéns pra quem vai continuar votando nele, pois um dia você irá mudar seu horário de trabalho ou de local, terá que utilizar o carro pois o acesso à ele não é fácil com transporte público e irá ver como o trânsito com essas faixas exclusivas é um absurdo. 40 minutos parado no mesmo local e observa-se 3 ônibus passando…

    Responder
  33. nakamura

    Comentou tambem sobre pedagio urbano…sou a favor mas infelizmente ao se falar nisso ja pensamos em corrupcao total… mafias…mas seria uma opcao interessante (dentre tantas) . Alguem iria falar: Mas ja pagamos tantos tributos e vc quer mais? Sim….desde que abolisse de vez o IPVA …

    Responder
    • nakamura

      Acho tambem que aa empresas poderiam repensar em trabalhos home office (claro que nao sao todas) …tenho certeza que muitos funcionarios ate topariam receber menos para trabalhar de casa tendo mais tempo com a familia e fugir.desses congestionamentos monstruosos…hj com conexoes 4g ..fibra…pra que estar todos reunidos num mesmo m2??

      Responder
  34. Emilio

    Enquanto isso o governo federal repassa US$ 60 bilhões de para as montadoras colocarem mais carros nas ruas, sendo que desse dinheiro US$ 30 bilhões foram direto para suas matrizes nos seus países de origem, enquanto só se fala na imprensa dos US$ 2 míseros bilhõezinhos que imperam a compram e reforma dos trens do metro de São Paulo. Cartel…

    Responder
  35. Rodrigo

    Com certeza o autor ou não mora em são paulo ou trabalha do lado da sua casa e vai a pé, porque não é possível tamanho distanciamento com nossa realidade diária. Mais parece um cara tentando defender um partido político do qual é simpatizante do que um cidadão preocupado em democratizar a mobilidade em SP. Cade o aumento nas linhas de ônibus? Cade as melhoras no veículos utilizados?

    Sinceramente, tá na hora de parar que essa palhaçada de polarizar as questões, tendo como pano de fundo disputas partidárias, e refletir com imparcialidade sobre as decisões tomadas.

    Essa ideia do Haddad é um FRACASSO TOTAL. E nós estamos pagando por isso. Basta olhar o indice de aprovação do atual prefeirto, O PIOR DE TODOS OS TEMPOS.

    Responder
    • Nati

      Rodrigo, moro e trabalho em São Paulo. Não estou defendendo partidos, estou a favor de mobilidade democrática.

      Responder
  36. Ubiratan

    Quando nosso transporte coletivo for público o sistema funcionará! Assim como é o metrô. Hoje temos transporte particular de uso coletivo, o caso seria de veículo com mais de 2 ocupantes igualar ao ônibus e utilizar a faixa pois dá a mesma equivalência de passageiros.

    Responder
  37. Amanda

    Excelente!
    Pena ver como os apressadinhos ( de velocidade e de julgamento) seguem cortando o fluxo de todos, pensando apenas em seus umbigos! Parabéns pelo excelente serviço de pensar e argumentar enriquecendo a discussão, em detrimento de tanta gente ignorante atravancando o progresso!

    Responder
  38. Lucio Pontes

    Sempre existirao argumentos para defender pontos de vista A ou B… mas essa teoria toda se traduz inutil quando o resultado e’ ineficiente ou incompleto.

    Comparar Sao Paulo com as demais cidades, por exemplo, parece um dado alegorico… e totalmente dispensavel. Basta imaginar a extensao de comparacoes desse tipo que podem ser feitas. Resultado pratico = zero!

    O ponto focal e pratico e’ que o transito piorou, ponto final.

    E continuara’ piorando a cada ano… e esse tipo de (aparente) solucao, so tem sentido populista, imediatista e convenhamos… beirando o absurdo !!!

    Como e’ tradicional desse nicho politico… que usa a ignorancia, as condicoes gerais de subdesenvolvimento da massa… para vender “solucoes” de grande escala… e garantirem sua estada em cargos publicos por mais uma eleicao…

    “O pior cego… e’ o que nao quer ver…”

    Responder
    • Nati

      Compreender processos em outras cidades não nos faz entender a nossa, mas certamente traz lições válidas. Por isso tomei o cuidado de misturar exemplos diversos de cidades para mostrar como mudanças levam tempo, são resultado de processos mais longos do que um ano.

      O trânsito piorou, mas pode ser parte do processo de transição para uma melhora. Volto a ressaltar: PODE SER. Depende de continuar esse processo e ajustar os erros e falhas cometidas.

      Concordo que o trânsito piorou, mas a verdade é que nem eu nem você podemos prever o futuro.

      Responder
  39. Paulo Prado

    Quantas pessoas realmente tem condições de trocar o carro pelo transporte público ou alternativo?
    O Brasil é o segundo país do mundo em empreendedorismo. Tem muita gente que trabalha com o carro na rua visitando clientes, tem que levar e buscar os filhos na escola, moram realmente longe do trabalho e teriam que fazer mais de uma baldeação para chegar ao destino, o que é inviável com o péssimo transporte público que temos hoje.
    Isso deveria ter sido estudado antes de simplesmente “pintar as faixas” e colocar os guardinhas para multar.
    O transporte público é um lixo, as linhas de ônibus não são inteligentes, a malha do metrô é insignificante se comparada a outros países. Não há espaço adequado para bikes e a geografia também não favorece em muitos pontos a utilização delas.
    O clima no Brasil é quente e úmido. Quantas pessoas poderiam ir de bike ao trabalho, pegando subidas e descidas sem chegar totalmente suadas?
    Achei uma porcaria essa reportagem, como achei um lixo a ideia do prefeito, da forma como ela foi feita, sem estudo, sem planejamento e sem eficiência.

    Responder
    • Nati

      Paulo, infelizmente você está na superfície de um problema mais profundo.

      É justamente para que haja espaço para as pessoas que realmente precisam do carro que o sistema de ônibus precisa ganhar eficiência. Mais espaço aos ônibus é um passo em direção a essa eficiência. Fato que é um passo insuficiente, mas na direção certa.

      Responder
      • Paulo Prado

        Nati, concordo com você. Algo tem que mudar. Eu escrevi que não sou contra as faixas de ônibus e quando eu escrevi que tem pessoas que precisam deixar e buscar filhos na escola, me referi a pessoas que deixam os filhos, vão trabalhar e depois buscam e não a “madames” que vão de carro e depois vão passear por aí.
        Tem as questões geográficas, de segurança, de clima, do tipo de utilização que as pessoas fazem, (veja que muita gente não tem condições de executar o trabalho com transporte público, vendedores por exemplo que tem que fazer várias visitas num mesmo dia e às vezes em lugares distantes, como ABC, depois São Paulo, zona sul, depois zona oeste), pessoas que tem que transportar coisas pesadas, como propagandistas que levam amostras de remédios e por aí vai.
        O assunto precisa ser discutido, analisado e as coisas tem que ser colocadas em prática, porém, sou totalmente contra a forma como as coisas foram feitas, sem planejamento e estudo, fazendo com que, o que já era péssimo, ficasse caótico!

    • Lanika (@lanika)

      Com todo o respeito, é a segunda vez hoje que leio essa balela de que vocês precisam de carro para levar e buscar os filhos na escola. Eu não tenho carro e PAGO UMA PERUA ESCOLAR onde cabem mais 16 crianças. Ela pega na porta da minha residência e deixa na porta da minha residência no horário marcado. Custa muito menos do que a gasolina que você gasta todo mês transportando uma, duas crianças no seu carro e ocupa menos espaço na rua.

      Responder
  40. Felipe Almeida

    Acho que é válido mencionar, também, o aumento do IPTU, com atenção especial para o item 3).
    O aumento do IPTU prejudica, principalmente, o empresário dono de um prédio de escritórios (e.g. Faria Lima). Esse empresário buscará alternativas para alugar escritórios pagando menos, e essas alternativas estão justamente nas áreas que pagarão menor IPTU – as regiões periféricas.
    Desse modo, haverá uma diminuição no trajeto de deslocamento, o que também melhorará o trânsito.

    Responder
    • Nati

      perfeito.

      Responder
    • Felipe

      Na teoria é muito bacana, mas vocé não teve nenhum conhecido que perdeu o emprego porque o empresário pensando em alugar escritórios mais baratos acabou saindo de São Paulo e indo para cidades do interior a 100 km de distância né? Tenho 30 conhecidos que perderam o emprego porque o empresário achou mais barato transferir a empresa para Jundiai de tão caro que era o aluguel e impostos aqui…

      Responder
      • Felipe Almeida

        São Paulo é uma cidade errada em sua essência! Qualquer tentativa de torná-la melhor terá consequências que prejudicarão a muitos, mas deve-se priorizar o futuro. Parte do horror que é São Paulo hoje se deve ao imediatismo de passados prefeitos.

  41. Luiz Antonio

    Nati, há um ponto que penso merece destaque nessa questão.
    Para uma medida ser eficiente é necessário planejamento, e o que parece faltou em alguns pontos da implantação as pressas de alguns corredores como o da capa (23 de maio), isso municia exatamente quem é contra mudanças. Minha crítica ao corredor é justamente ai, a ideia certa mal implantada gera resultados imediatos errados, não só em números mas também na percepção do cidadão.

    Com planejamento adequado logo no início de operação com uma campanha adequada e deslocamento de linhas poderíamos ter uso da faixa. Lembro isso é diferente de uma ciclovia onde é necessário que o usuário opte por utiliza-la (caso Bogota), quem determina quantos ônibus passam lá é o mesmo poder público que colocou a faixa.

    É preciso romper com o discurso que só o transporte coletivo interessa, pois ele hoje não tem capacidade de atender sequer ao público que já utiliza o transporte coletivo, ao invés de melhorarem o sistema coletivo para que ele seja opção, em alguns pontos o que fica é a sensação de piora deliberada do privado para nivelar por baixo.

    O que precisa ser feito é “fazer bem feito” e não chutado e é essa a resposta que muitos da imprensa vem colocando.

    abraços!

    Responder
    • Ricardo

      O que me intriga é o nosso prefeito ter implementado o modelo de mobilidade através de faixas preferenciais para ônibus as pressas logo depois que ocorreram os movimentos de passeatas em SP.

      Responder
    • Nati

      Concordo, é preciso fazer bem feito. também concordo que o sistema precisa de uma porção de ajustes e que as linhas de ônibus precisam ser redistribuídas. o plano parece ser esse pelo que divulgam o prefeito e seu secretário. se não for assim, não teremos melhoras efetivas, como você bem coloca.

      Responder
  42. Guilherme

    Parei de ler quando o cara tentou argumentar comparando com copenhague. Só pode ser piada. Lá não foi medida populista para ganhar votos!

    Responder
    • Nati

      Salve Guilherme. Uma pena que parou, você veria que usei exemplos de cidades bem diferentes, uma delas latino-americana: Bogotá.

      Responder
  43. Luiz Filipe

    O paulistano tem que aprender a deixar o carro em casa. Eu só ando de metrô e ônibus em São Paulo. Não consigo pensar em sair de carro. O que demorava 45 minutos de ônibus hoje não levo 20 minutos. Dentro do ônibus, a cada 30 carros apenas um tem 2 pessoas ou mais dentro do carro. Quem mora em cidade grande tem que aprender a se planejar. Carro e São Paulo não combinam.

    Responder
  44. Maria Angelica N A Santos

    Claro que para melhorar o trânsito é preciso opnar pelo uso do transporte coletivo e o incentivo maior na construção de ciclovias e uso de bicicletas. É melhor e muito mais saudavel, Concordo plenamente que carros deveriam ser usados somente em estradas.

    Responder
  45. Leilton Gomes

    Essa notícia da ÉPOCA é um exemplo claro de desespero da antiga e acomodada classe média alta e de como eles sentem-se ameaçados e reagem de forma conservadora a ascensão social dessa nova classe média brasileira – a classe C –…
    Acredito firmemente na frase: “A cidade avançada não é aquela em que cada cidadão anda de carro, mas aquela em que os ricos usam transporte público.”
    Enrique Peñalosa.

    Responder
    • Luis Henrique Piovezan

      Leilton,
      Repare bem na foto da capa e veja carros populares, Kombi e um Gol 1000 “Quadrado” com cerca de 18 anos. Não são, com certeza, da Classe A ou B. Usuários de carro não são apenas privilegiados que devem, segundo algumas teorias, serem “convertidos” ou terem seus privilégios retirados.

      Responder
  46. Otavio

    Li o texto pq um amigo publicou no face. Bom… alguém me diz se essa Nati é filiada ao PT? Só assim vou entender o texto acima.

    Responder
  47. Bruno Mancini

    Percebe-se que o texto é bom quando é muito discutido.
    O que me chama a atenção, porém, tanto nos exemplos citados, quanto na operação do transporte público em questão, é que a aceitação será (e foi) feita em outra geração, que não saberá da existência da falta de corredor de ônibus. Por isso, quando se fala em “dar certo” depois de 10, 20 ou 30 anos é uma falsa aceitação, na verdade, é uma imposição! Hoje, as crianças de 10, 11, 13… anos serão as que avaliarão o transporte público no futuro, então elas não conhecem, de fato, como é complicada a malha rodoviária de hoje!
    Assim como muitos escrevem, um transporte efetivo de deslocamento em massa seria investir na malha ferroviária, tanto em trens como em metrô, que explorariam novos caminhos e não ocupariam espaço onde não existe espaço.
    Acho que bicicleta, hoje em dia, ainda é uma utopia!

    Responder
  48. Victor

    perfeito

    Responder
  49. dudias

    Se todo mundo reclamasse do clima para não caminhar ou andar de bicicleta, no inverno na Alemanha, na Holanda, na Bélgica ou na Dinamarca ninguém saía de casa. Se o relevo paulistano é o que impede as pessoas de caminhar ou pedalar, alguém precisa avisar o pessoal na Suíça ou no norte da Itália que eles deveriam deixar de andar ou pedalar porque “é dificil”.

    Responder
    • Jambavaan

      Secretário de transporte é cargo político, ou seja o funcionário público que ocupa o cargo não entende nada de transporte, ai esta o resultado, outra os motoristas não tem preparo nenhum, É muito migrante na cidade fazendo merda, voltem pras suas cidades de onde nunca deveriam ter saído,, seus lixos..

      Responder
      • Francine

        Que merda hein… se for assim ta na hora de você voltar pro inferno.

      • Joaquim

        Jambavaan: com esse nome você deve ser de outro planeta. cala sua boca se não tem o que fazer!

      • Joaquim

        chamar migrante de lixo também não é falta de moderação?

      • Luiz

        Concordo com você Jambavaan! Tá na hora desse pessoal sair de Sp.

    • Christian Habicht

      Não precisa avisar ninguem de nada disso. O que você está comparando não faz o minimo sentido, eis o porque: o problema em São Paulo não é o relevo, e sim as distâncias (e a falta de ciclovias/excesso de motoristas homicidas). Sou alemão, e morei os ultimos 6 anos em Zurique, e garanto: há relevo de sobra. a diferença é que la, até a faculdade eram 3km e até o centro da cidade 2 e pouquinho… aqui, os mesmos locais ficam a 14 e 18km da minha casa, respectivamente… isso torna a bicicleta uma opção inviavel para quem não é esportista e quer “apenas” se locomover. Não precisa achar o brasileiro “preguiçoso” por isso e colocar os “superpovos europeus” num pedestal. Te garanto que alemão algum encararia 15km de bicicleta correndo risco de vida para ir e vir do trabalho…

      Responder
      • Guilherme

        Se pedalar 18km indo bem devagar, chega tranquilo e nem fica suado, meu caro amigo. Experimente e verá que é mais fácil do que você imagina.

      • Omar

        Guilherme, você só pode tá de brincadeira. Não sei em que mundo você vive.

    • Felipe

      Sua empresa tem armários para deixar seus pertences lá? Chuveiro? Tábua e ferro para passar roupa? Você trabalha recebendo clientes, fornecedores etc? Usa roupa social? Anda diariamene com uma mochila de 5 quilos nas costas? Tem saúde de um adolecente de 15 anos? Mora e trabalha em um local seguro com índice 0 de assalto? Ou só anda de bicicleta ergométrica ou no ibirapuera no final de semana? É fácil mesmo ir para o trabalho de bicicleta eu que estou fazendo corpo mole #ironia

      Responder
  50. Veri

    A solução para cidades com densidade populacional absurda como SP é rede de metro, trem e bonde… isto sim ajuda a todos, cobrir um santo e descobrir outro é o que nos deixou nesta loucura de trânsito que é ruim para todos.
    Ônibus tem que ser complementar e não a base de um transporte público.
    As pessoas tem o direito de saber a hora exata que deve sair para chegar nos lugares, assim conseguem se programar e ter uma vida menos estressada e desperdiçada (não dá gastar 2 horas ou mais do seu dia só para ir trabalhar)… e não são os ônibus que vão dar isto. Com o metro e o trem por outro lado, dá para se programar.
    Mas precisa ter muito mais linhas para servir a todos e opções na parte central para que as pessoas não se esmaguem como acontece hoje.
    Tem que ser bom para todos, quando todos começarem a pensar no bem de TODOS, sem distinção, coisas muito boas podem ser feitas.

    Responder
  51. Leonardo Dantas

    Quer me parecer que mais da metade dos comentaristas aqui são personalidades “fake”, dentre estas, a maioria à soldo da oposição. Sim, meus caros, trata-se de opiniões vendidas. Veja, por exemplo, o segundo comentário, onde o redator diz conhecer o sistema de transporte de cidades como “Paris, Madrid, Shangai, Barcelona, Berlim, Munique, Lisboa e outras”, sobre as quais diz terem a grande maioria do seu transporte público sendo representado pelas vias de trem. NO ENTANTO NÃO SABE GRAFAR (DIGITAR) A PALAVA “DISCORDAR”, optando pelo uso indevido da sua quase homônima “DESCORDAR”. Como é que alguém pode ser versado em urbanismo e analfabeto na sua língua natal? Ademais, se eu me chamasse “PEDRO”, acrescentaria um sobrenome ou algo que me pudesse distinguir dos demais “zilhões” de Pedros.

    Responder
    • Gildo Silva

      Aliás, Leonardo, por falar em erro, você cometeu um grave: usou o acento grave indicador de crase na locução “a soldo”. “Soldo” é palavra masculina…

      Responder
      • fishcomweb

        Kkkkk, realmente, aqui tá cheio de grandes referências, pra começar pelo autor : escritor militante de plantão pra fazer gente como a gente discutir entre si. Daqui a pouco um vai xingar o outro de baderneiro! É essa a intenção!

    • Eduardo Ferreira

      Acabo de conhecer o blog e confesso que o fiz por uma postagem de um amigo no Facebook. Fiquei surpreso com o equiíbrio maturo e inteligente das autoras do texto e, sobretudo, pela ausência de uma posição partidária. A expressão política do opinião expressa não é demonstrada, porque é irrelevante neste momento. Essa atitude me conquistou a atenção e o interesse em passar a ouvir essas pessoas, uma vez que suas idéias não estão contaminadas por esse jogo de tênis que as bandas políticas no país estão jogando.
      Seu comentário é de banda, chato, a despeito de sua erudição gramatical. Vamos jogar frescobol, porque é o único meio de todos ganharem.

      Responder
  52. Igor Cunha

    lixo de algum petista. Por que então o delator Lulala e a BanDilma induziram o povo a comprar carros? Artigo um tanto contraditório não?

    Responder
    • Gildo Silva

      A culpa não é só deles, Igor. Vem de uma política quase secular de privilégio do transporte individual e do investimento em avenidas para satisfazer a sanha das grandes empreiteiras. Os petistas são “apenas” a quarta geração a repetir erros históricos.

      Responder
      • Alexandre

        Esse papo de erros históricos já cansou o negócio é aqui e agora

      • Marcos Toledo Seniuk

        Mesmo por que o indivíduo pode comprar um carro pra viajar, utilizar aos fins de semana, ou trabalhar eventualmente. Ter um carro não impede ninguém de utilizar transporte público de qualquer tipo. O estímulo à venda de carros é baseado numa matriz economia altamente dependente de siderurgia, indústria automobilística e comércio. vindo de décadas. Nem FHC, nem Lula nem Dilma tem culpa SOZINHOS disso.

      • Carlos Henrique

        É, Alexandre, o papo de erros históricos cansou, mas infelizmente sem história você não explica nada. Qualquer governo que assumir uma gestão vai pegar um caixa X para administrar uma região com problemas Y. Isso é história! E então ele precisa partir daí! O ponto de partida no Brasil costuma ser sempre horrível. Isso não isenta nenhum governo atual de culpa, mas não dá pra fazer uma análise adulta sem considerar história ou conjuntura, não é mesmo? Quanto ao texto do blog tenho pouquíssimo a acrescentar. É ótimo! Só acredito que mesmo uma política que parece estar no caminho certo também não deve ser dada como definitiva. Privilegiar transportes que levam mais pessoas me parece inteligente, mas ociosidade é uma coisa que não podemos nos dar ao luxo de ter numa cidade como São Paulo. Ao mesmo tempo que cria faixas exclusivas, o governo deveria fazer um projeto sério de melhoria das linhas de ônibus, aumento de unidades nas ruas e até pensar em liberar a faixa para carros durante horários em que há menos ônibus em circulação (como no meio da tarde).

  53. Renan Fadini de Oliveira

    Acho válido ele querer investir em faixas exclusivas de transporte publico, porém não retirando uma faixa que era de veículos normais. Assim ele acabou gerando uma crise em vias de acesso rápido com a 23 de maio. Não uso transporte publico primeiro pelas más condições das mesmas, como super lotação dentre outras. Eu moro no Morumbi e trabalho na Mooca. Todo dia são pelo menos 3 horas de transito, porém perto da onde eu moro não há linhas que levem rápido para algum metro ou um tempo considerável para a Mooca, portanto uso meu veículo para tais fins. Acho o prefeito um ignorante por querer forçar o uso do transporte publico ao invés de fazer campanhas que mostram sua facilidade e o quanto realmente estão investindo para melhorar a locomoção do mesmo. Enquanto tiver essa feira, ninguém vai deixar o conforto do próprio carro pra ir de ônibus ou metrô

    Responder
    • José Rafael

      Ignorante estaria se o prefeito não estivesse fazendo os corredores. A resolução do problema vem com o tempo. São vários pontos que tem que ser combinados. No seu caso que vem do Morumbi, teria que se fazer uma pesquisa Origem- Destino para se saber quantos usuários usam o sistema e quais os destinos prováveis para se poder implantar uma linha de ônibus. A criação dos corredores é o primeiro passo, ainda tem que se investir na troca dos ônibus, aumento da frota, uma estruturação geral. O prefeito já fez muito em apenas um ano. Modificar todo um sistema e fazer que ele dê resultados do dia para a noite não tem como. Basta ver os exemplos ao redor do mundo.

      Responder
      • Sérgio

        Engraçado é tirar espaço dos carros e criar vários corredores sendo que muitos deles ficam vazios.
        Onde estão os ônibus??
        Para que eu possa me locomover de ônibus precisaria que o mesmo estivesse lá, correto?
        Outro ponto é que, o trajeto que faço da minha casa até meu trabalho demoraria bem mais de ônibus do que de carro, agora, se existisse um investimento adequado em linhas do Metrô, a história seria diferente.
        O trajeto que eu fazia em 40 minutos da minha casa até o trabalho está demorando mais de 1 hora e 40 minutos depois dessa palhaçada que esse prefeito fez. Na Avenida Ipiranga, tem apenas 1 quarteirão com 3 faixas exclusivas para ônibus, mesmo sendo uma avenida com um maior número de ônibus, não justifica a necessidade de 3 faixas.
        Lamentável, simplesmente lamentável.

    • Fernanda

      Discordo de sua opinião, Renan. Sou frequentadora assídua do transporte público, de todos eles: ônibus, metrô, trem, fura-fila, trollebus.. Não tenho carro por opção. Prefiro mil vezes enfrentar o ônibus cheio do que 03 horas de trânsito! E não reclamo.. pq são 40 min de aperto (se for de ônibus), mas em 40 min eu estou em casa devido ao corredor de ônibus Consolação – Rebouças – Francisco Morato. Dirigindo eu levaria umas 2 horas, no mínimo.. Acho o transporte público de São Paulo muito banalizado e não é tão ruim quanto muitas pessoas acham que é, pois posso te garantir que funciona muitooo melhor que em muitos outros lugares (Rio de Janeiro, por exemplo). Acho que oq falta aqui é um pouco de bom senso e uma vontade de querer mudar a situação. O prefeito foi o primeiro que vi forçando a barra pra melhorar o transporte público daqui. Eu ainda tenho fé!

      Responder
    • Brunna

      Em primeiro lugar: o que são “veículos normais”? O carro? Porque pra mim o ônibus é um veículo totalmente normal.

      Em segundo lugar: claro que se retira uma faixa de “veículos normais” para dar lugar aos “veículos anormais”… de onde viria o espaço necessário pra fazer um ônibus passar que não da sua imaculada via?

      Responder
      • Guilherme

        Exatamente, Brunna.
        As pessoas esquecem que são donas dos carros, não da rua.

      • Felipe

        Já ouviu falar em desapropriação por interesse social ou utilidade pública? Veículo normal pra mim é um veículo onde eu tenha conforto, espaço, segurança…isso eu garanto que meu carro tem, os ônibus de nossa cidade possui? Você garante que a manutenção de todos está em dia? Você confia na habilidade do motorista?

  54. Mario

    Quando vejo essa capa da Época, não consigo deixar de pensar que a principal parte dela é o que ela não mostra – os ônibus. Acredito que essa seja a Washington Luiz/23 de Maio. Normalmente teríamos esse congestionamento em todas as pistas, com os ônibus parados no meio dos carros. Agora com certeza os ônibus passam muito mais rápido. É algum progresso.

    É claro que isso não vai resolver nada de noite pro dia, mas é um movimento na direção certa. Claro que mais metrô é preciso, mas demorará muito para mais linhas serem implantadas. Mesmo em lugares que têm malhas de metrô muito mais robustas que em São Paulo, o ônibus é uma parte importante do sistema de transporte.

    Responder
    • Luis Henrique Piovezan

      A 23 de Maio não tem muitas linhas de ônibus. Elas passam na Av. Brigadeiro Luis Antonio e na Domingos de Morais. A 23 é uma via expressa que, consequentemente, não tem edificações com saída para ela. E, assim, existe pequena demanda por ônibus, a não ser linhas expressas.

      Responder
  55. Jennifer Monteiro (@JenniferMont)

    Parabéns. Texto equilibrado. Soube captar o que há de bom no projeto, mas também não fechou os olhos aos problemas. 🙂

    Responder
  56. Daniel Avventurato

    Desde que casei (agosto), tive na minha cabeça que venderia o carro e usaria transporte público. Pela pequena distância, facilidade e pq não, $ também.
    Nas duas primeiras semanas, deixei o carro em casa, e com toda minha boa vontade fui ao trabalho de ônibus. Para testar mesmo.
    Conseguia pegar o ônibus na porta de casa praticamente. De metro, teria que andar +-2 km. Escolhi o ônibus, claro.
    O trajeto inteiro é praticamente composto de faixas exclusivas: Corifeu > Vital > Rebouças
    Mas duas coisas tornaram essa tentativa em vão: tempo de espera, e principalmente, lotação dos ônibus.
    Vejam, não estou falando de ir em pé. Isso é mais do que normal, até pq sempre peguei ônibus antes dos 20 anos. Estou falando de o ônibus estar absolutamente lotado, sem condições. Não foram 2,3 dias… foi durante duas semanas. O intervalo de espera não era tão grande, variava de 15 a 20 minutos cada ônibus. Mas o bastante para tirar entre 30 e 40 minutos diários de espera.

    Aí entra a minha pergunta: Será que as Viações e linhas de metrô não estão com uma frota abaixo da necessidade? Será que isso não deveria ser visto ANTES de sair colocando faixa por aí? Creio que a idéia é ótima e necessária, mas EXTREMAMENTE mal executada e planejada.

    Resumo: Alguém aí me convence que deveria continuar deixando meu carro em casa, pegar ônibus explodindo de gente, e ainda demorar 30/40 minutos a mais do que se o fizesse de carro, além de poder curtir mais minha família esses minutos?
    Acho isso triste, até pq tive toda a intenção de mudar meu hábito. Mas infelizmente no momento, não compensa! Uma pena.
    Espero que no futuro isso seja possível, é o que eu e a maioria quer inclusive.
    Mas como já citaram, o certo é as pessoas optarem pelo transporte público, e não serem forçadas para tal… e eu tentei!

    Responder
    • Mario

      Concordo com você, quando eu me sentir seguro e não ficar pingando de suor dentro dos onibus eu escolho utilizar o transporte publico. Eles precisam fazer as pessoas quererem, e fazer as pessoas utilizarem. Já tive experiencia de morar fora do Brasil, aonde a maioria das pessoas, de todas as classes sociais utilizam onibus, porém é seguro, tem ar condicionado, tem um app no celular que avisa precisamente quanto tempo falta pro onibus chegar….resumindo, lá funciona…o que não acontece aqui.

      Responder
    • Alexandre

      Quem fica para pegar o onibus em sua origem, em terminais ou ponto inicial mesmo nota o aparente descaso e falta de organização com a saida dos onibus. Tambem o despreparo tecnologico na infra, acredito que nao seria nada demais no que temos hoje para dar a localização do onibus via smartphone… Falta sim é responsabilidade e fiscalização para funcionar melhor. E em nosso caso opção, se no seu percurso tiver outros meios sai de um que nao esta funcionando e vá para outro, exemplo o trem deu problema, desça e pegue um onibus, … isso sim considero uma boa opção de mobilidade poder utilizar varios modais. Odeio nao ter esta opção quando estou em um carro por exemplo, não há o que fazer.

      Responder
    • Gabriel

      Abordou um ponto que sempre enxergo! Metrô nem tanto (e acho que ainda vai melhorar, com a implantação dos novos sistemas de localização), mas ônibus e trens estão com um GRANDE déficit de frota.

      Responder
    • Amanda

      Também pego esse corredor Corifeu>Vital>Rebouças. Se esse corredor não existisse, seria praticamente impossível para os ônibus andarem e eles seriam mais lotados do que já são. Você só andou de ônibus por duas semanas; se andasse por mais tempo, veria que os ônibus têm horários mais ou menos definidos. Uma vez que eu entendi esse horários, raramente fiquei mais de quinze minutos esperando. Com transporte público, você precisa ter paciência e jogo de cintura. Se nesse não deu pra entrar, entra no próximo! O Jd. Maria Luiza (715M-10) é um exemplo disso: o primeiro ônibus passa lotado, às vezes não dá nem pra entrar, mas o segundo passa vazio. O Shopping Continental (8705-10) passa aos montes. Rio Pequeno (8707-10) também.Impossível não achar um desses vazio. Minha conclusão é que se eu pegasse Corifeu>VItal>Rebouças de carro, eu nunca chegaria à faculdade a tempo. Os ônibus são falhos, mas, pra esse corredor, são a melhor opção.

      Responder
    • Guilherme

      Danniel, se convença definitivamente lembrando que corredores exclusivos visam aumentar a velocidade dos coletivos. Isso é apenas UM dos pontos do sistema de transporte. Velocidade que foi, de fato, melhorada. A lotação e número insuficientes de ônibus é outra questão, também a ser melhorada, mas que nada tem a ver com corredores exclusivos.

      Responder
  57. Francisco

    Carta muito esclarecedora! Parabenizo a abordagem multididática sobre mobilidade. E aos que falam em cunho politico, sugiro tomar um chá de “despolaridade”, pois 2014 está aí, e não é à Copa que me refiro! Acordem Brasileiros, antes que de novo nos confundam com Argentinos…

    Responder
  58. Pedro Turati

    2 pontos,
    1-Os corredores não tem continuidade entre origem e destino,
    2-Em muitos pontos os ônibus saem das faixas para ultrapassagem, principalmente nos pontos de parada.

    Responder
  59. Claus

    Muitos comentários sobre parte do artigo e poucos sobre, a meu ver, o mais importante. Nada vai melhorar de forma significativa o trânsito, se milhões de pessoas precisam se deslocar de um lado a outro da cidade na mesma hora. Falar em ir a pé ou de bicicleta funciona para uma minoria. A maioria da população mora muito longe do seu trabalho. Sendo assim, como criar medidas que tirem as empresas do centro da cidade e de meia dúzia de bairros? Incentivos? Taxas?
    Certamente, medidas que deslocassem as empresas do centro ajudariam no crescimento de bairros mais distantes e melhoraria a qualidade de vida das pessoas. Além, de desafogar o trânsito, claro.

    Responder
    • Guilherme

      A resposta de como “criar medidas que tirem empresas do centro e meia dúzia de bairros” vai mais além do que a sua proposição. Explico: centros urbanos ou qualquer outro aglomerado urbano não têm razão de ser. É irracional morar longe do trabalho, mas para tapar o sol com a peneira, fizeram highways ao redor do mundo, as quais serviram unicamente para incentivar que a população more cada vez mais longe de seus afazeres diários.

      Responder
  60. Alexandre

    Bom para eu percorrer 8km de minha casa ao trabalho são 3 conduções e sai quase a mesma coisa de ir de carro fora chuva falta de banco para sentar no ponto e ficar espremido a 2 décadas o mesmo caminho só tinha uma linha direta .agora tiraram varias linhas vários ônibus e essa conta esqueceram desses detalhes

    Responder
  61. Arthur

    Eu só vou deixar o carro em casa quando me sentir seguro andando de transporte publico, sem correr o (enorme) risco de ser assaltado, ou de não ficar mais pingando de suor dentro desta estufa, digo onibus. Recentemente apareceu na internet uma foto do vocalista do Iron Maiden utilizando o metro de Londres. Bom, ele não teria problemas em pagar os pedagios e os estacionamentos caros de Londres, mas garanto que ele não estava pingando de suor por causa do tempo e nem correu risco de ser assaltado.

    Responder
    • Felipe

      Tah assistindo muito Datena, meu caro!

      Responder
      • Pedro Constantine

        De fato, nunca ouvi falar de alguém que foi assaltado dentro do carro.
        Se alguém falar que sim, deve ser mentira.
        E quem é que vive sem ar condicionado?

      • Guilherme

        Dentro dos carros todos podem deixar de ser humanos, controlar o ar, controlar o ruído, ficam dentro da estufa (automóveis) e se esquivam de qualquer contato humano. Perde a cidade. Perde a sociedade. Perde o coletivo. Perde o motorista individual, que deixa de viver em sociedade, pra viver em rede social.

  62. Gustavo

    Só diria que não foram 300 km CONSTRUÍDOS… Na verdade a maioria desses Kms de 2013 foram simplesmente pintados, como Av. Sumaré por exemplo….

    Responder
    • Luis Henrique Piovezan

      Pelo que vi, só foi pintura.

      Responder
  63. Nivaldo

    Não é mera desinformação do jornalista, ou preguiça de apurar os fatos e pensar, infelizmente. O que acontece é que o trabalho da Época é justamente esse, jogar lama em qualquer realização do governantes ligados ao PT. Não sou petista, nem simpatizante, mas a sucessão de ataques gratuitos dessa mídia suja, liderada pela Veja, ao PT, me faz querer votar no partido só de raiva desse lixo de imprensa.

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    • Ivih

      Concordo com vc. Tentam fazer com que as pessoas desgostem de tanta coisa feita pelo partido, e ao invés de darem capa para a roubalheira do metro, não, preferem acabar come esse projeto. Tenho sorte de morar no centro, e optei por ir trabalhar de ônibus sim, não é justo gastar 1/3 do meu salário pagando os absurdos de estacionamento….

      Responder
  64. Fabio Fuentes

    Acho que não existe o bom e barato.

    Essas faixas de ônibus destruíram o acesso a diversos bairros da cidade de são paulo, sem necessariamente aumentar a velocidade ou melhorar a qualidade do transporte.

    Ter corredores na av. rebouças, faria lima, nove de julho e etc. concordo plenamente, mas já extender para as marginais e avenidas como a jaguaré e a corifeu considero uma idiotice de ineficácia suprema.

    Ningúem deve ser obrigado a andar de transporte coletivo, ele deveria naturalmente se tornar o mais atraente para cada indivíduo.

    O que existe hoje em dia é um sentimento de revanchismo chavista da população de baixa renda que é obrigada a utilizar o transporte coletivo sobre a classe média.

    Gostaria que esse espaço perdido nas faixas de ônibus fosse considerada na composição dos impostos pagos pelos veículos, e porque não para o IPTU também? Já que a maioria da população de baixa renda nem paga IPTU ou imposto de renda por algum motivo inventaram a tese de que a classe média tem que sustentar o resto do país.

    Sinto muito mas acho que esse Haddad trocou os pés pelas mãos, está seguindo os conselhos de pessoas erradas e se tornando uma nova Erundina ou Marta Suplicy, está se queimando com as pessoas que possuem uma boa memória.

    Responder
    • Amanda

      Revanchismo chavista? Faz-me rir! Transporte coletivo deveria ser prioridade sobre os carros (transporte privado) justamente pelo fato de ele ser COLETIVO, ou seja, de todos. O modelo europeu, que todo mundo gosta de citar aqui, já começou valorizando o público. É por isso que eles têm essa estrutura maravilhosa. Infelizmente, seguimos o modelo estadunidense, que é “Privatiza tudo!”.
      Você falou que “inventaram” a tese de que a classe média tem que sustentar o resto do país. Eu não diria sustentar, mas ter mais concentração de renda. Na Noruega, este sim um país-exemplo, a classe média “sustenta” o país no sentido que ela tem mais poder econômico do que as classes alta e baixa, visto que a desigualdade de renda é muito baixa nesse país. Infelizmente, no Brasil não é assim.

      Responder
      • Luis Henrique Piovezan

        Amanda,
        Tanto a Europa como os Estados Unidos têm regimes capitalistas que privilegiam estruturas individualistas e competitivas e altamente protecionistas. Para estes países, a privatização é melhor nos outros países. E, embora a Europa tenha uma boa estrutura de transporte coletivo, também privilegia o transporte individual, como as Autobahn e outras obras como a ponte de Millau.

    • Guilherme

      Desde quando o acesso aos bairros foi destruído? O acesso amplo se faz somente pelo transporte individual?
      Usuários do transporte coletivo, ciclistas e pedestres, ao contrário de motoristas individuais, contribuem para a cidade, e devem ser compensados por isso, tendo desconto em impostos diversos, porque não o IPTU também?

      Responder
  65. Alexandre

    Já morei fora do Brasil por 2 vezes em 1994 em Boston por quase 1 ano e em Austin no Texas em 2000 por 2 anos.
    Duas realidades totalmente opostas em Boston sistema viário maravilhoso de bondes, ciclovias e ônibus.
    Eu usava ciclovias e quando tinha que ir mais longe punha minha bicicleta na frente do ônibus onde pode -se colocar perfeito certo?

    Já em Austin Texas apesar de existir muitos mexicanos e necessidade de transporte público houve um referendo e eu estava lá para colocarem trens pela cidade advinha foi rejeitado.

    Aqui em São Paulo a população que usa carro não foi ouvida nem questionada por isso a indignação com o sr. Haddad e sua vaidade

    Responder
    • Guilherme

      Motoristas individuais não precisam ser ouvidos quando todo o sistema de transporte, incentivos fiscais, tributos e dinheiro público já é aplicado em benefício deles. Vaidade é achar o contrário.

      Responder
      • Luis Henrique Piovezan

        Guilherme,
        A ditadura começa quando a população não é ouvida. Tanto os que tem seus direitos atendidos como aqueles que não os tem.
        Podemos até ter uma opinião sobre o uso e a prioridade do transporte, mas não podemos impor esta opinião a ninguém, por mais racional que seja.
        Um governante que não ouve e busca uma solução de consenso é um governante vaidoso, que, se não tomar cuidado, tornar-se-á isolado.

  66. Bruno Peres

    Excelente texto e referências. E mais importante, é ressaltada a análise crítica do problema a fim de resolvê-lo e não apenas bombardeá-lo de críticas e informações desencontradas promovendo uma imagem negativa.
    Temos um problema de gestão e planejamento com origem no passado e hoje estamos vivenciando intensamente os malefícios disso. Continuar reclamando não ajuda.

    Responder
  67. Paralaxus

    O Haddad até estaria certo se antes de criar os corredores, resolvesse os seguintes problemas: 1- fiscalização da pontualidade e conduda dos motoristas de onibus (NÃO FEZ), 2- manutenção de todos os semaforos da cidade, que param com a minima garoa. (NÃO FEZ), 3- reorganização da CET, que deixou de ser um orgao de auxilio ao motorista e ao transito para ser um orgao roubador de multas. Isso é o minimo … e HADDAD NÃO FEZ … sua atitude de colocar corredores é a mesma opção pelas medidas arbitrárias de KASSAB, e obviamente sua avaliação junto ao eleitorado é igual ou pior a Kassab, Pitta, enfim, conseguiu ficar dentro do roll dos prefeitos mais impopulares de toda a historia de SP. O Serra e o Alckmin estão de sorriso orelha a orelha, e nem o bandidão do Lula conseguiu dissuadir o Kassab digo Haddad de suas loucuras … bom para SP … escaparemos do PT (e olha que votei nesse idiota do Haddad)…. em minha ultima acão de confiança no PT .. never more …

    Responder
    • Ana

      Concordo plenamente Paralaxus. Mas vale lembrar da velha premissa da nossa política, a melhor maneira de desviar verba e favorecer grandes oligarcas é com obras monumentais. Resolver os problemas citados por você não gera grandes verbas apenas melhorias para o povo.
      Só faço um ressalva quanto a conduta dos motoristas, a fiscalização deveria ser contra as empresas de ônibus. O motorista tem hora para sair do ponto e, mesmo que o ônibus esteja com gnt saindo pelas janelas (e ultrapassando o nº de pessoas em pé informado nas plaquinhas do mesmo) ele não pode sair de lá, isso o Haddad não se preocupou em criar um mecanismo que, estando lotado o ônibus sai do ponto automaticamente né!
      Além disse a maioria das linhas trabalham da seguinte forma, cada motorista tem um número determinado de voltas para poder ir pra casa e a ordem de saída dos ônibus é conforme a ordem de chegada, por isso os motoristas correm que nem uns loucos e ultrapassam uns aos outros como numa corrida (que na verdade para eles é uma corrida mesmo), quanto antes ele chegar, antes ele completará seu limite e antes irá pra casa. Um mecanismo pra mudar isso nem o Sr. Haddad nem o Sindicato do Motoristas mexem né!

      Responder
    • Guilherme

      Desde quando motoristas que não são fiscalizados ou semáforos que não funcionam na chuva são culpa apenas uma única pessoa, tampouco somente do Prefeito?

      Responder
      • Felipe

        Quem administra a cidade mesmo? A prefeitura né? Logo não preciso dizer mais nada certo?

      • Luis Henrique Piovezan

        Todas as decisões sobre a administração da cidade são do prefeito. É ele que indica as prioridades às empresas estatais como a CET e destina as verbas. A CET instala e mantém os semáforos. Se o prefeito dá outras prioridades, os semáforos são desprezados por culpa dele.
        Da mesma forma, as concessionárias de ônibus atuam de acordo com regras contratuais definidas pela prefeitura que são assinadas pelo prefeito ou por um de seus representantes. Aliás, regras que podem ser mudadas se o prefeito quiser.

  68. MILTON DE FARIA E SOUZA

    Bem, esta matéria chegou-me através do amigo Leonardo Lopes. Muitíssimo oportuna e tenho acompanhado o tema aqui tratado. Trabalhei quase 20 anos na extinta (infelizmente, RFFSA).
    Tenho, portanto, alguma experiência em transportes. Gostaria de acrescentar o seguinte: 1) Corredores exclusivos para VLT, elétricos, seriam mais eficientes-energia limpa, mais seguros. 2) Ocupação de espaços físicos mais reduzida ainda. 3) O modal rodoviário é todo dependente de petróleo: o combustível, asfalto, pneus, matriz energética altamente poluente.
    Entretanto, o tema é por demais complexo, vai aqui como, contribuição, a minha parte.
    O ideal é não haver competição entre os vários modais, e, sim complementariedade. São Paulo, Rio, e outras grandes cidades possuem suas peculiaridades, as quais devem ser estudadas, em cada caso.

    Responder
  69. gabi

    O problema não é piorar o transito. É piorar o transito e o tranporte público também!
    Alias, quem anda de carro e apoia a medida, não se deu conta de que ele aumentou a velocidade dos onibus, mas diminuiu linhas, tirou outras de circulação e o tempo gasto, tem sido superior ao que era antes.

    Responder
  70. Dario Venturi Filho

    Uma série de ciclovias “FORAM” construídas… logo no começo uma dessa desanima.

    Responder
  71. Thiago

    Foi o governo federal que “armou” a população com carros, baixando o IPI, ai vem o prefeito com esse tipo de medida!!!

    Responder
    • Guilherme

      E desde quando as pessoas precisam de carros pra TODOS os deslocamentos? Foi o governo federal quem fez isso também?

      Responder
  72. Gabriel

    A cidade, um “erro de projeto”
    – Partindo do ponto de vista de que as cidades são um “erro de projeto”, ou uma falta de projeto, o que se administra, hoje, no Brasil, são conflitos reais, de interesses, todos querendo impor seu estilo de vida, todos amontoados, literalmente uns encima dos outros.
    – É necessário um processo “revolucionário” a partir de novas ideias, de outros valores, de uma visão diferente. O que se administra são apenas coisas velhas, já ultrapassadas, que demonstraram ineficiência, e provocaram uma verdadeira “guerra de interesses entre humanos”.
    – Quando vemos, por exemplo, uma avenida tomada por motores ligados, por veículos e vidas paradas, como se carregados de raiva, soltando fumaça, como se o cérebro esquentasse, é um sinal de que algo está errado. Estamos diante do conflito cidade sem planejamento, sem rumo… Os valores intelectuais mais diversos se acumulam nessa avenida, um símbolo de um engarrafamento de pensamentos, em essência. E, dessa maneira, só tende a piorar, e será este o legado que vamos deixar para nossos filhos e netos: uma “cidade dos horrores…”, não muito distante a um filme de terror.
    – Não existe outra saída, não existe uma forma de melhorar tudo isso, todo esse caos, é preciso revolucionar a situação a partir da abertura da mente humana, da visão de uma população que vê uma alternativa realmente nova, e que por gostar muito dessa alternativa irá defendê-la e vai querer fazer parte dessa mudança, diretamente.
    – O ser humano é inteligente, pode criar. Mais ainda quando se criam meios de criação coletiva. Mas, não poderá esperar que políticos viciados nessa política velha e ultrapassada, que vivem justamente desses conflitos urbanos, façam alguma coisa nesse sentido. Por outro lado, se a população se organiza, vai saber votar em quem realmente vai facilitar a democracia direta.

    Responder
    • Guilherme

      Perfeito.

      Responder
  73. Daniel

    ” em que questiona a construção de uma série de corredores exclusivos de ônibus em São Paulo. ” O texto começa errado. Não se contruiram faixas de ônibus, apenas pintaram faixas pre-existentes e determinaram que teriam apenas onibus ali, o que realmente é bem errado!

    Responder
  74. Roberto

    O problema é que cada um tem uma solução e quer ter a sua solução adotada. Que ego!
    Mas não param para pensar que todas as soluções são corretas e devem ser aplicadas em conjunto.
    Mais metrô, mais corredores de ônibus, mais trólebus, mudanças de horários de abertura dos comércios, mudanças na lei de zoneamento, “espalhar” os pólos geradores de emprego, levar o desenvolvimento para outras regiões ( o que evitaria o adensamento populacional), mais ciclovias, etc.
    Mas o principal está em falta : mais gestores competentes (e não políticos).

    Responder
  75. Paulo

    Acredito realmente que a proposta é boa tanto dos corredores como o exemplo europeu das bicicletas, porém sabemos que andar de ônibus é realmente complicado, optei por duas vezes por semana não sair de carro e tive o desprazer de ficar 2 horas em pé dentro de um ônibus em um trajeto de 9 km de corredores ( francisco mourato/ 0 de julho) mulheres dentro do ônibus espremidas e incomodadas, idosos de pé com jovens sentados.

    Bicicletas em São Paulo impossível, metrô serve uma mínima parte da cidade ou seja não há como comparar com capitais europeias, ônibus querem comparar com Londres é inviável pois lá o ônibus é preciso, diz o horário que vai passar e o horário que chegará ao seu destino.

    Realmente gostaria muito que desse certo mas não será dessa maneira forçando, temos sim que mudar a mobilidade geral da cidade mas com melhor planejamento, investimento.

    O metrô seria uma grande ajuda mas como em Londres/Barcelona onde a cada quarteirão tem uma estação com interligação entre elas.

    O que precisamos é acabar com a corrupção e investir realmente o que pagamos em melhorias e não é forçando nenhuma das esferas e sacrificando o dia a dia dos paulistanos.

    Espero ter contribuído com algo.

    Responder
  76. Paul W Dixon

    Lógico que não tem ônibus… o Malddad cancelou ou seccionou todas as linhas.
    São Paulo precisa de mais ônibus da periferia direto ao centro, com a extinção dos terminais.

    Responder
  77. Bruno

    muitos corredores estão fresquinhos, acabaram de sair. agora virão mais ônibus, mais metros, mais integração. a galera quer que anos de atraso mental de uma cidade inteira seja resolvido em uma gestão… NÃO DÁ NÉ PAULISTANOS!!!

    Responder
    • Luis Henrique Piovezan

      O problema é que Haddad não está fazendo uma solução. Falta Engenharia e visão sistêmica.

      Responder
  78. Cristina Casagrande

    Eu também sou a favor de corredores de ônibus. E, sinceramente, espero que estejam certos e que a situação se reverta tal como em Copenhague, ainda que em longo prazo.
    Já passei muito nervoso com a faixa de ciclistas de domingo na Vergueiro. Perdi até concurso. Não foram poucas as vezes que me estressei num percurso Diadema-Osasco (e grávida) num simples domingo. Fico me perguntando se é realmente inteligente uma meia dúzia elitizada ficar na faixa de ciclista (porque a região não é de ‘pobrinhos’ na Vila Mariana), enquanto o dobro, o triplo, fica sofrendo no carro em pleno domingo. E ainda aposto (levianamente, admito) que existem vários parques na região que proíbem o uso de bikes. Mas talvez seja uma visão limitada minha e, em longo prazo, isso seja a solução. Rogo por isso ou por uma mudança realmente efetiva se não for esse o caso.
    E pra completar minha acidez, espero que essa carta seja porque vocês acreditam nisso, não para defender o PT. Se fosse o Kassab (em tempo: não sou pró Kassab, mas quis pegar um exemplo bem oposto mesmo) vocês também defenderiam?
    Ainda: quem me conhece sabe que estou muito, muito longe de ser uma patricinha: pego ônibus, trem, metrô, trólebus, carro (quando tem disponível pra mim por que em casa é só um e bem velhinho) de Osasco à Diadema. Se tivesse bote, provavelmente eu iria.
    Sempre admirei esse projeto, mas tenho a impressão que ele tem tomado partidarismos. Daí meu mau humor.
    De qualquer forma ainda contam com meu respeito e admiração.

    Responder
  79. Willian

    Comparar a Dinamarca que tem quase 5,5 milhões de habitantes, IDH de 0,9 sendo um dos 10 paises mais honestos do mundo com o Brasil que tem mais de 200 milhoes de habitantes IDH de 0,7 e não chega nem perto dos 10 primeiros mais honestos (esta em 69 lugar) é meio que comparar Banana com Maça .
    Novamente 75% da população que anda de ônibus é diferente de 38,42 de tipos de transporte para se fazer o deslocamento. Mais comparaçoes equivocadas ja que uma coisa é comparar a quantidade de gente que usa onibus, outra é comparar quais os tipos de transporte são utilizados para se locomover
    Em fim não defendo a revista Época mas qq tipo de solução que forem definidas esta com no minimo 25 anos de atraso e se comparando com a Dinamarca, que eu acho um absurdo, não podemos esperar cerca de 10 anos.

    Responder
  80. Alessandra

    Parabéns pela reflexão. Pena que tem gente que se diz alfabetizada mas não sabe ler e interpretar um texto.

    Responder
  81. Augusto Noronha

    Só pra complementar, muitos falam de linhas de metrô, que no caso, concordo absolutamente. O metrô é a melhor solução para o transporte público de qualquer metrópole.
    Entretanto, não cabe ao governo municipal, mas ao estadual, a implementação de linhas de metrô.
    Assim, seria impossível o prefeito implantar mais linhas de metrô.
    Duvido que não seja uma preocupação da prefeitura a ampliação das linhas de metrô, mas não cabe a eles essa mudança.
    E por opinião própria digo, não investirão em metrô em lugar nenhum, enquanto as empreiteiras que sempre realizam essas obras, estiverem ocupadas com o superfaturamento em obras irremediáveis como as da Copa e OlimPiadas.

    Responder
  82. ..R P T.. (@rtomiatti)

    Como a maioria falou, é muito complexo! Realmente faltou planejamento antes da implantação. Mas pra mim é uma lógica simples: + faixas = + frotas + infraestrutura. Não rolou, não deu liga. E é fato: as pessoas precisam querer e não serem obrigados a utilizar o transporte público. Prove-me que é melhor (custo-benefício) que largo o carro amanhã.

    Responder
  83. Ricardo Costa

    Vi essa reporagem no Facebook, e lendo atentamente, acredito no seguinte: O tempo sim é muito curto para mostrar algum resultado. Não podemos ter por base o período de menos de um ano na implatação desse projeto, sem descartarmos que o “novo” sempre tende a ser criticado pela maioria conservadora. Melhoras precisam haver, mas não creio que sejam agora nos corredores. Isso depende agora de dois fatores em minha opinião. Melhoria da frota, com transportes mais confortáveis, horários e que no meu entendimento é essencial: A educação de conservação e respeito dos transportes por parte dos usuários e uma campanha com vantagens que levem não só vantagens a massa, mas segurança e um programa de transporte público de qualidade a todos. Isso não deve partir só do poder público, mas sim, da instituição privada, pois no meu entendimento, o paulistano ainda está muito dependente da idéia de que o poder público é o responsável por quase todas as obrigações de qualidade de vida a seus munícipes.

    Responder
  84. Eduardo Aguiar

    Nunca nos esqueçamos de que a implementação de tantas faixas de ônibus em um espaço tão curto de tempo é questão política.
    Como já observado, existem lugares que não foram beneficiados pela implementação dessas faixas exclusivas para ônibus.
    Assim, fica evidente a falta de planejamento e análise dos reais problemas no trânsito paulistano.
    Fica claro, pelo menos para mim, que isso se trata de uma manobra política, pois ninguém trocaria o conforto de seu carro para andar de ônibus.
    O ônibus vai mais rápido? A maioria está de pé, é necessário o apoio de outros passageiros para que deixem os assentos de idosos aos idosos e todos passam calor la dentro.
    Essa lista comparativa podia seguir indefinidamente, e fica claro que não há nenhum investimento nisso.
    Antes de se tornar uma opção de troca, o transporte precisa de lotação compatível, controlador climático, preço acessível, boa manutenção, etc.
    As faixas de ônibus já existem a muito tempo, e nas principais avenidas ninguém se importou em optar pelo ônibus, já que esse “vai mais rápido”.
    Outra questão é que essa impressão de rapidez é ilusória. O transporte via ônibus ainda é ineficiente, pois não se tem boa integração entre os outros meios de transporte públicos, muito menos dentro de bairros, se limitam a grandes vias.

    Creio que se tratasse de um planejamento para a melhora do trânsito, e, para conscientizar os motoristas de carros a utilizarem ônibus, outras medidas estariam sendo tomadas.
    Obviamente, não nego que no meio desse percurso os carros perderiam, muitas vezes, completamente suas vantagens.

    Responder
  85. Marina

    Vou dar um testemunho, pois não achei ninguém que tenha dito isso:
    Os corredores deixaram minha viagem de ônibus de casa até o trabalho mais rápida. Pra mim, melhorou!!!
    Abraço

    Responder
  86. Olavo Junior

    Perda de tempo ficar discutindo aqui mais uma medida cosmética e demagógica (“para beneficiar o povo” e blábláblá) com os mesmos fins de sempre, tapear e empurrar com a barriga. Até agora ninguém aqui fez isso, atêm-se apenas aos enganosos números oficiais, então vamos à prática: com a nova política implantada, a senhora que trabalha em minha casa e anda exclusivamente de ônibus, para um trajeto de 25 km saía de casa às 5h30 e chegava às 7h45. Agora sai às 5h e nunca chega antes das 8h! E o retorno tornou-se um pesadelo ainda pior, sai em média às 17h e nunca chega antes das 21h (mais de seis horas diárias da vida dela torradas em filas e dentro de ônibus lotados, escangalhados e fedorentos), pois “reorganizaram” (em benefício sabe-se lá de quem) as linhas de ônibus e pioraram ainda mais a vida dela e de milhões de outros moradores da zona sul!! E eu, que já levava em média absurdos 50 minutos para fazer um mísero trajeto de 8km (de automóvel, senão teria que baldear em várias conduções e acordar umas três horas antes) estou levando agora hora e meia! Lindo isso! Para quem mesmo funcionou essa bazófia? Ao contrário na maioria das vezes da minha valorosa funcionária, pelo menos vou sentado, mas são três produtivas horas diárias jogadas na lata do lixo! Quanto custa isso para mim? E para cada um de nós? E para o país? Na verdade, entra “governo” e sai “governo” e o último sempre consegue ser pior ainda que o anterior, as coisas só pioram, a cidade está se inviabilizando rapidamente e não haverá nenhuma “melhora progressiva”, como querem nos fazer acreditar os apoiadores de mais essa falácia.

    Responder
    • Guilherme

      O que custa mais para a cidade, para o estado e para o país, é você continuar achando que precisa de alguém pra fazer o seu serviço doméstico. A “senhora que trabalha na sua casa” não tem um emprego. Tem um resquício da escravidão que é obrigada a seguir. A melhora progressiva está em repensar um modo de vida reprodutor das desigualdades sociais, das quais você não só participa, como incentiva, fazendo parte do problema, não da solução.

      Responder
      • Vitória

        Resquício da escravidão??? Pelo amor de Deus!!! Muitas famílias são sustentadas graças a este tipo de serviço. E você com esse comentário está ridicularizando toda uma classe trabalhadora

      • Luis Henrique Piovezan

        Guilherme,
        Ser empregado doméstico é um emprego como outro qualquer.
        Note que o comentário de Olavo mostra, corretamente, que o problema do trânsito afeta ricos e pobres e é um problema de desperdício de recursos e tempo das pessoas. Em outras palavras, os salários poderiam ser maiores.
        Assim, Olavo mostra que a solução do problema do transporte não passa pela valorização de uma determinada classe sobre a outra nem passa por uma pretensa luta de classes.
        Quem pensa que melhorar o transporte é apenas solucionar o problema dos pobres e piorar a situação dos ricos está sendo parte do problema.

  87. adriano

    Prefeito faz gambiarra e pune injustamente quem prefere usar o carro. Veja os ônibus caindo aos pedaços, sem ar condicionado e super-lotado.

    Responder
    • Guilherme

      Quem usa carro não contribui em nada com a cidade. Não se trata de punição.

      Responder
      • Luis Henrique Piovezan

        Generalização é uma forma de preconceito.

  88. Ana

    “Mas o período de menos de um ano está longe de ser suficiente para determinar que a medida deu errado…” Menos de um ano? A quanto tempo vc acompanha o trânsito de São Paulo? Ou vc está tentando vender que a ideia de corredores de ônibus foi do Sr. Haddad? Não posso julgar a reportagem da Época uma vez que não a li mas, o seu texto acima, com certeza está tendencioso.
    Os corredores e ônibus já existem em São Paulo há bom tempo, já não moro mais em Sampa mas desde que fui morar lá já existiam e isso foi em 2002, tempo o suficiente para saber se deu certo ou não.
    Até sou a favor dos corredores mas eles não são o mar de rosas que está dizendo. Os ônibus não ficam preso no trânsito quando estão no corredor mas, por outro lado, não adianta corredor sem ônibus. Andei bastantes nos ônibus que percorriam o corredor da Rebouças e Consolação, estavam sempre lotados, nos horários de pico os ônibus não conseguiam sair do ponto pois o excesso de passageiros não permitia que os motoristas fechassem as portas, o que causava trânsito nos corredores. O mesmo ocorreu nas vezes que utilizei o corredor da Av. Santo Amaro, que tb não foram poucas. Portanto, de nada adianta saírem gastando com mais obras se nem as que já existem tem ônibus o suficiente, talvez começar a corrigir os defeitos das que já existem e depois analisar o que falta seria muito mais interessante para uma boa administração mas, como é de conhecimento de todos que acompanham a política do nosso país…. obras de grande porte é a melhor forma de desviar verba e de ajudar no superfaturamento dos companheiros proprietários das grandes construtoras!!!!!
    Já estamos vendo a máfia dos metros e o mensalão do PSD, logo veremos uma nova série dos corredores com o PT e enquanto isso o povo continua se f**** no inferno de trânsito/transporte público de São Paulo.

    Responder
  89. Leandro Miranda

    Corredor vazio, ônibus lotado! Talvez seja a solução criar corredores para ônibus, porém, precisa ter ônibus para circular. Apenas ônibus e corredores não adianta, vamos investir nos transportes sobre trilhos!

    Responder
  90. Rinaldo De Lucca

    Existem opcoes alternativas (bicicleta) ja testadas e aprovadas (ou nao) no exterior, mas cabe lembrar que o Brasil nao e a Europa e que os problemas sao diferentes e exigem abordagens diferentes.
    Clima, topografia, distancias e obstaculos (buracos) podem ser fatores limitadores para o uso da bicicleta na cidade de Sao Paulo, bem como o fator seguranca e logistica. Aonde eu vou deixar a minha bicicleta quando chegar no trabalho, no caso de eu nao ter sido roubado no caminho? Como conscientizar motoristas, pedestres e ciclistas para obtermos respeito mutuo? Sou completamente a favor do incentivo ao uso e da criacao de condicoes para o uso efetivo de bicicletas mas nao e possivel ignorar o fator seguranca (assaltos e transito). O Brasil nao e a Dinamarca.
    O fator seguranca e um fator que compromete qualquer alternativa ao transporte coletivo em grandes cidades no Brasil. Preco justo, ar condicionado, lugares para sentar, horarios respeitados, acessiblidade, limpeza e eficiencia em geral sao fatores que poderiam atrair usuarios de carros mas e quanto ao fator seguranca? Quem vai andar de onibus com o seu laptop e outros bens correndo o risco de ser assaltado no ponto ou dentro do onibus? Quem e inocente ao ponto de achar que oniibus cheios de bens a serem roubados nao se tornariam um alvo facil para a bandidagem?
    Viver em Sao Paulo (e no Brasil em geral) se tornou uma questao de reduzir riscos imediatos e de controlar os danos da melhor forma possivel.
    Sou a favor de transporte publico, bicicletas, corredores e etc, mas nao de transplantes de ideias que nao entendem todos os fatores envolvidos na equacao.
    E por gentileza nao digam que seguranca nao e problema da secretaria de transporte, pois jogar o problema para outro lugar nao resolve o problema do paulistano.

    Responder
  91. Juliana Rodrigues

    Mobilidade, de fato, é um assunto importante e polêmico. Com certeza, em uma cidade com as características e dimensões de São Paulo, só será resolvido com um conjunto de soluções. O texto é excelente! Mas é, no mínimo, curioso, observar a sequencia de decisões sobre o tema e o contexto pós manifestações sobre o passe de ônibus. Há anos reduz-se o IPI para incentivar a compra de carros, mesmo anos em que as obras de metrô da cidade são postergadas e atrasadas (a linha amarela já deveria estar 100% pronta faz tempo). Dizer que esta iniciativa das faixas de ônibus deu certo ou não pode ser mesmo prematuro. Mas o problema com certeza não será resolvido pelos corredores. O mesmo vale para trens entre cidades, só lembrar os mega congestionamentos em feriados (http://aquioualgumlugar.com/2013/11/18/trens-no-brasil-um-sonho-desperdicado/). Falo como usuária do sistema público de transporte, porque optei por uma vida sem carro em São Paulo, com todos os benefícios e malefícios dessa escolha. Adorei a analogia do futebol, definitivamente precisamos de um conjunto de soluções bem planejadas e executadas. Mas, enquanto isso, muitas obras importantes continuam atrasadas.

    Responder
    • Guilherme

      Corredores exclusivos não visam solucionar o problema, mas contribuir para a solução. São apenas parte dela. O problema de mobilidade passa pelo problema da cidade, sendo que a própria cidade, centro ou aglomeração urbana não é uma solução.

      Responder
      • Luis Henrique Piovezan

        Guilherme,
        Desde 4000 a.C., cidades são solução e permitem populações humanas maiores.
        Procure saber sobre a história do Egito e da Suméria.

  92. Tamara

    Eu adoraria trocar meu carro pelo transporte publico, estou considerando fazê-lo no próximo ano para poder chegar a tempo na faculdade depois do trabalho… e realmente espero q eu chegue a tempo e não tenha q esperar 5 trens pra poder ir espremida na linha azul e vermelha. Espero também poder contar com a sorte de não ser assaltada ou coisa pior no meu trajeto do metrô até minha casa e até a faculdade. Eu adoraria sim poder fazer o trajeto de bike até porque além de economizar com os gastos do carro também economizaria na academia, mas tenho medo de perder um braço em algum para-brisas por aí. Sou a favor dos corredores e td o mais. Mas realmente tem mta coisa ainda q influencia na escolha entre carro e transporte público.. uma delas é a segurança.

    Responder
  93. José Marcos Resende

    Parabéns. Muito do que eu penso sobre o trânsito de São Paulo é parecido com o que vocês escrevem. Bom ler, pra me motivar ainda mais a deixar o carro em casa.

    Responder
  94. Lucas

    O que compreendi e li no texto e, que também sou a favor, é tratar a mobilidade de um modo amplo e não apenas isoladamente. Temos muitos Km de metrô sendo construídos (tanto leve quanto subterrâneo), corredores sendo implantados, ciclovias e parques sendo estudados. Nada está sendo tratado isoladamente. A grande questão está no largar velhos hábitos de reclamação e partir para uma cooperação, e também participando ativamente da vida política. O crescimento de São Paulo não pode ser mais demográfico. Só assim seremos um povo com condições melhores de vida.

    Responder
    • João

      Estou entendendo que nosso governo como de costume, esta dividindo a opinião e a força, varrendo a sugeira para o quintal do vizinho, e nós aceitamos mais uma vez a situação, São Paulo é uma cidade grande e precisa de todo tipo de transporte.

      Responder
      • Rodrigo Souza Pereira

        Concordo. São Paulo é uma cidade grande e precisa de todo tipo de transporte. Principalmente o PÚBLICO, portanto não fale besteira, e pare de pensar no próprio umbigo!

      • Julio Peres

        Pare de pensar no próprio umbigo e aprenda a escrever. SUJEIRA, com J e não com G.

      • Wilson

        Não é assim que se resolve o trânsito. É claro que o transporte público é a solução, mas não desta forma. O primeiro passo p/um transporte público eficiente é o Metrô. A questão é que custa muito, e nenhum político quer gastar dinheiro em uma obra que ficará pronta durante o mandato de outro político. É mto mais fácil pintar uma faixa contínua no chão, e dizer que agora os ônibus circulam com velocidade. E daí?? E o conforto? E a comodidade? E a segurança?? As pessoas andam nos ônibus como se fossem gado. Abarrotadas, espremidas, empurradas, penduradas. Isso sem contar as mulheres que são assediadas constantemente. Prefiro passar 03 horas no conforto do meu carro, do que 40 minutos como lixo dentro de um ônibus de SP. A velocidade da construção do Metrô de Changai por exemplo, é 06 vezes maior do que aqui. Em 08 anos eles quadruplicaram suas linhas, e São Paulo até hoje não concluiu a linha amarela em mais de 10 anos. Sou a favor de transporte público, mas de qualidade e eficiente. Com ciclovias (Ciclovias de verdade e não ciclofaixas aos finais de semana); linhas de metrô por toda a cidade, ônibus em que as pessoas possam ao menos se sentar; aí sim as faixas seriam bem vindas. Mas da forma como está? Reduzindo o espaço dos carros e dizendo: “Agora vcs devem andar em nossos “ótimos” ônibus como gado”; não obrigado! Não respeito as faixas de ônibus, pq estou sendo desrespeitado no meu direito de ir e vir. Uma pergunta? Se o transito estava caótico, se o governo sabia que a cidade estava travando, então pra que o PT reduziu o IPI dos automóveis?? Reduzem o IPI, estimulam as vendas como nunca, aumentam a frota de automóveis, e depois querem que deixemos os carros em casa. Ahhhhhh, esqueci. A redução do IPI foi para favorecer as megas indústria multinacionais de veículos…… PT = Câncer

    • Homero Teixeira

      DE QUALIDADE! Não sabe ler não?

      Responder
      • leandrosalvador

        Wilson, a meu ver, todo teu raciocínio está operando sob a falácia lógica da FALSA DICOTOMIA. Essa coisa toda, de que só da pra fazer OU uma coisa, OU outra; ou essa coisa de que soluções para ALGUNS problemas, porque não dão conta de resolver TODOS os problemas, são portanto ruins… é muito reducionista! Problemas complexos prescindem de soluções pensadas diante de sua complexidade. Não é uma linha de produção em série. Não faz sentido falar-se que metrô é a solução definitiva e, portanto, os ônibus devem sair das ruas… ou as faixas exclusivas para eles. Abração!

  95. Carla Natane

    Estamos acostumados com soluçoes a curto prazo que acabm por se mostrarem ineficazes, a populaçao tem que se acostumar e pedir por politicas publicas que gerem mais que votos de 4 em 4 ano, que mudem realmente a vida das pessoas.

    Responder
    • Rodrigo Souza Pereira

      Perfeito seu comentário. O brasileiro quer mudanças, mas não as aceita, pois é imediatista. Por isso somos 3° mundo.
      Carro para o povo brasileiro, pobre de espírito, é sinônimo de status.
      Não querem congestionamento? Andem de ônibus. Acham caro o IPVA? Então não compre um carro. Enquanto a minoria de burros motivados andam de carro, a maior parte da população depende do transporte público. E por uma questão mais do que óbvia, enquanto cada carro leva uma pessoa (pq o ser humano é egoísta), os ônibus levam no mínimo 20!!! Portanto burgueses mimadinhos, chegou a hora de abaixar a bola e pegar o buzão!!!

      Responder
      • Daniel

        Nao adianta colocar corredor de onibus se vc nao tem onibus para usar… existem algumas avenidas que nao podem ficar sem corredor como por exemplo a santo amaro. Agora, a 23 de maio, por exemplo, nao é uma telas… Não existem linhas suficientes passando por ela para justificar o corredor. Vc pode ficar parado na 23 por mais de 20 minutos sem passar um onibus sequer. Isso nos horários de pico. O mesmo nao acontece na Santo Amaro, que nao fica mais de 2 – 3 minutos sem ver um onibus,, Entao, antes de colocar corredor de onibus em todo lugar, deve-se fazer um estudo sobre isso, o que não foi feito. Não vou trabalhar de onibus pelo simples motivo de que nao tem linhas do brooklin até o Aeroporto de Guarulhos onde trabalho…
        Entao nao julgue as pessoas antes de saber das coisas senhor Rodrigo. Nem todo mundo que anda de carro é burgues mimado…

      • Valter Nunes

        Que a cidade precisa de transporte publico é indiscutivel, porém, introduzir 300km de faixas exclusivas de ônibus num trânsito já caótico e nem ao menos aumentar a frota de ônibus, frota esta que nos ultimos 5 anos cresceu cerca de 0,53% segundo fonte da SPTrans, é estranhamente inadmissivel. Não se trata de “burguesice”, como cita nosso amigo acima, comprei meu carro com muito trabalho porque decidi que merecia chegar ao meu destino da maneira que melhor me conviesse. a pergunta que fica é a seguinte, para tirar os carros da rua de forma arbitrária, com o crescimento exponencial do tempo gasto não ajuda em nada a condução do processo de democratização já que para as pessoas que abondonarem os carros não tem um planejamento da prefeitura de crescimento da frota para suportá-los.
        Crescimento de forma estruturada, isso é o que todos queremos.

      • Martha

        “Agora, a 23 de maio, por exemplo, nao é uma telas… Não existem linhas suficientes passando por ela para justificar o corredor. Vc pode ficar parado na 23 por mais de 20 minutos sem passar um onibus sequer. Isso nos horários de pico. ”

        Daniel! Oi???????? Onde vc coletou este dado? Eu moro do lado da 23 de Maio, pego ônibus nela sempre e te digo: existem muitos ônibus passando ali, linhas importantíssimas diga-se de passagem. E não, vc não fica 5 minutos (nem aos domingos) sem passar ônibus ali.

      • Adilson José

        Esse que o mal dos psudos elitistas,essa revista como a maior parte da imprensa nacional so criticas os e que é feito para menos favorecidos,não há que se comentar um onibus já leva mais pessoas ,q um carro com um egoísta a politica de transporte esta correta alias é a unica coisa q a prefitura vem trabalhndo constantemente

  96. Cláudio Alves

    Show!!! Pelo menos uma área descente para andar de bike! VAMOS DEIXAR OS POSSANTES PARA AS TRIPS E TRASLADOS REALMENTE IMPORTANTES!!! Carro na garaGEM!!!

    Responder
    • Omar

      Quer dizer que pagamos um IPVA super caro, seguro super caro, para deixar o carro na garagem?
      Não vale mais a pena ter carro em SP segundo o pensamento do Cláudio. Mas esquece que se não fosse todos os impostos pagos pelos motoristas o pessoal da Bike não ia ter ruas asfaltadas, viadutos, avenidas, etc…

      Responder
      • Sanchez

        Pare nos pontos de ônibus e ocupe os lugares vagos do seu carro. Pegue seu IPVA divida por 4 pessoas(estimativa de vagas no seu carro) e divida novamente por 200(estimativa de dias úteis no ano). Depois disso você poderá argumentar o seu conforto sobre seu precioso imposto pago.

        Ps. Eu mesmo uso transporte publico pois adoro calor humano.

      • Omar

        Sanchez, não viaja… Eu falo de fato concretos, você vem com divagação. Isso daqui não seu mundinho imaginário.

      • Daniel Kerr

        Omar,
        Pagar imposto sobre o carro, é o mínimo para ter o carro legalmente, não te dá nenhum direito adicional de mobilidade em relação as outras pessoas da cidade.
        Também não existe destinação exclusiva do IPVA para pavimentação e expansão de vias, quem paga IPTU e ICMS também contribui para a manutenção das vias.
        Os carros correspondem por 80% da ocupação das vias e 30% das pessoas transportadas. Em relação as bicicletas, o peso de uma bicicleta corresponde a aproximadamente 0,8% do peso de um carro. 80% da ocupação, 30% das viagens, 100x mais o peso do que uma bicicleta, creio que se não fossem os carros, teríamos as ruas asfaltadas por mais tempo.

      • Omar

        Daniel, quer dizer que pagar impostos não me dá direito de mobilidade? Brincadeira… cada uma… Pagamos impostos para ter retorno.
        Não temos retorno na saúde, educação, segurança e agora o Daniel acha normal também não termos retorno dos impostos pagos na mobilidade. Por isso que tem desvios de 1 bilhão no metrô, porque o povo acha normal não ter retorno dos impostos pagos.

        Não sei se o IPVA é destinado pra pavimentação ou não, mas deveria, porque é um imposto sobre veículo automotores. Então nada mais justo que o retorno ser para melhorar a qualidade de circulação e mobilidade…

        Novamente digo, o pessoal de bike quer evangelizar as pessoas… Eu comprei carro pra andar de carro. No dia que eu QUISER andar de bike ou ônibus e metrô lotado, eu vendo o meu carro.

      • Chico

        Omar, o Daniel falou que pagar imposto não te dá direito adicional de mobilidade em relação às outras pessoas. Preste bem atenção na palavra “adicional”. Parece que sem interpretar direito o que o pessoal fala você acaba por desqualificar o teu argumento. Outra coisa, uma das funções do imposto é justamente equilibrar onde há desequilíbrio. Neste caso, se há desequilíbrio entre o espaço que o carro ocupa e a quantidade de gente que ele carrega, o imposto que vc paga pelo carro não deve ser revertido apenas em benefício da mobilidade do carro. Mas sem dúvida concordo com vc que pagando impostos devemos esperar o seu devido retorno…

      • Rafael

        Vê-se que o Omar não sabe nem o que fala….
        Claro que queremos ver o retorno de nossos impostos, porém se você não sabe que o IPVA serve para custear TUDO, e não só vias asfaltadas, é melhor ir se informar e aprender que “o seu” conforto acaba quando o do outro começa!

      • Rodrigo Souza Pereira

        O brasileiro é acomodado e desatualizado! Quer mudanças, mas não as aceita, pois é imediatista. Por isso somos 3° mundo.
        Carro para o povo brasileiro, pobre de espírito, é sinônimo de status.
        Não querem congestionamento? Andem de ônibus. Acham caro o IPVA? Então não compre um carro. Enquanto a minoria de burros motivados andam de carro, a maior parte da população depende do transporte público. E por uma questão mais do que óbvia, enquanto cada carro leva uma pessoa (pq o ser humano é egoísta), os ônibus levam no mínimo 20!!! Portanto burguês mimadinho, chegou a hora de abaixar a bola e pegar o buzão!!!

      • enzo

        Omar, eu concordo contigo quanto ao IPVA e seguro caro, e é sim um absurdo obrigarem você a deixar o carro na garagem, porém está errado quanto a bicicleta, a bicicleta não precisa de rua asfaltada, viadutos, avenidas, bicicleta anda na terra, areia, grama, (uma mountain bike claro). O mais importante é que quanto mais carro na rua melhor para o ciclista, quanto mais engarrafado mais seguro, afinal carro parado não atropela ninguém. E vale lembrar que cada bike na rua é 1 carro a menos na sua frente, sei que bike é veiculo lento, mas depois que ultrapassar vc teria a pista livre.

      • Diego

        Omar, nem vou ficar discutindo muito aqui e embasando meu raciocinio com fontes e fatos concretos pois acredito que você peca em alguns pontos com relação ao seu egoísmo, pré-conceito e a falsa sensação de comodidade criada pelo mundo omde vc nasceu e que vc não consegue enxergar além. mas…e contra isso não há argumentos. Para colocar um ponto com relação ao pagamento de impostos basta pensar que vc deve pagar pelo que usa… nesse caso, para a questão do carro, considere por cima o espaço (metro quadrado da rua que seu veículo ocupa e da vaga quamdo vc estaciona seu carro), também temos o desgaste da via devido à carga estàtica e dinâmica, podemos incluir também a fator poluição do ar e todas as logísticas envolvidas para viabilizar o trafego de veículo, como por exemplo CET com radares e semáforos e todo o sistema para fornecer combustíveis a esses veículos…. Existem uma infinidade de questões que poderia focar listando, mas só qiero lançar alguns pontos para estimular uma atividade cerebral… A questão final é: como quantificar todos esses impactos e forma a distribuir de maneira justa o quanto uma pessoa “confortável” paga por utilizar o seu veículo particular e o quanto uma outra pessoa paga por usufruir um sistema de transporte em massa.

        Vale ressaltar também, que o governo pode usufruir de algums artificios para otimizar o conforto e a qualidade de toda a população no que diz respeito a mobilidade, como por exemplo faixas de onibus ou até mesmo subsidiar a gasoliNa….

        Pense melhor a respeito deste assunto! Mas peço que pense de forma mais ampla, tentando se livrar desse mundinho preformatado em que vc nasceu.

      • Clovis

        No Tocantins tem muito espaço para andar de carro, lá você pode ter mais de um veículo, se muda muda pra lá!!!

      • Vitor

        Omar

        Todo o conforto tem um custo. Seu imposto é pelo seu conforto. Compre uma Ferrari e verá que o imposto é bem mais alto. Quem anda de ônibus paga pouco e quem anda de bicicleta não paga nada. Ruas existiram primeiro para bicicletas; a mais de 2000 anos atrás na China, os carros vieram a 100 anos atrás apenas. E de boa, repense seus argumentos pois é feio demonstrar publicamente que é um ser egoísta e que não esta preparado para viver em sociedade. Fica a dica.

      • Omar

        Rafael, já que você sabe muito bem o que fala, porque não dá a solução para a gente?

        Vai lá sabidão, cria o projeto que vai salvar a mobilidade de SP.

      • Daniel

        Tenho medo do Omar. Com tanto ódio assim de bicicleta, melhor não ficar na sua frente.
        Infelizmente as pessoas tendem a ter um comportamento diverso quando em coletividade daquele que tem individualmente. Em casa, pai de família, afetuoso, solícito, e mais um monte de coisas boas; num estádio de futebol, no meio da torcida, pode virar um animal que dá pancada, fere,enfrenta tudo.
        No trânsito se dá o mesmo, Com um acelerador embaixo do pé, vira um monstro. E se está preso num congestionamento, nem mesmo o pé pode apertar o pedal, então a frustração, agonia, raiva, tomam conta.
        Se tivesse a mínima luz de que isso tudo pode ser diminuído, eliminado até, ao dar espaço a alternativas de mobilidade… Mas é querer demais dado a cultura que temos e, sem educação que preste, querer que as pessoas se deem conta por si só.

      • Omar

        Daniel, seu medo é injustificado.

        Graças à Deus, nunca tive uma ocorrência de trânsito. Muito menos atropelamento.

        Você entendeu tudo errado. Eu não tenho ódio de quem anda de bicicleta no trânsito. E nem sou contra.

        Só não acho justo que AQUI nesse espaço de debate, o pessoal da Bike sejam tão egoístas a ponto de querer evangelizar à todos para se utilizarem da bicicleta como meio de transporte.

        Não é em todos casos e circunstâncias que isso é possível e preferível.

        Vou te dar só um exemplo pra você entender. Ontem eu entrei no serviço às 09 hrs da manhã e saí 01 da madrugada de hoje. Senão fosse meu carro, eu só teria o táxi como opção para voltar.

        De bike na madrugada no Centro de São Paulo não acho que seja seguro.

        Esperar no ponto de ônibus nesse horário também não seria aconselhável. Até mesmo pelos itens de valores que carrego comigo.

        O carro era a opção mais viável.

        E esse tipo de situação não é raridade no meu trabalho.

        Agora punir quem usa carro, porque a cidade deixou de investir em transporte público durante décadas, é justo?

        Já que é pra comparar, pega o tamanho das cidades de Londres, Nova York, São Paulo e Bogotá. Veja qual a população de cada uma delas. E depois compare a malha viária. Não vai ser nenhuma novidade que São Paulo foi abandonada, e agora a solução é punir novamente o povo, mais especificamente os motoristas.

        Enquanto isso o governo de SP e Federal atolado na lama de tanta corrupção.

        É ou não é pra ficar com ódio? Mas não é ódio do ciclista, e sim desse pensamento que de o motorista é inimigo do ciclista ou vice-versa. Enquanto nosso verdadeiro problema está no poder trollando o usuário de transporte público, o ciclista, o motorista e até o pedestre.

        Eu deixaria meu carro com muito prazer para andar de transporte público confiável e eficaz, mesmo porque os custos até seriam menores só levando em conta o combustível e manutenção.

        Então ao invés de atacarem os motoristas, achando que esses são o mal da cidade, vão exigir dos governos uma política de mobilidade séria e funcional.

  97. João

    Eu acho que a idéia de colocar a faixa de ônibus seria incrível, mas apenas seria, se viesse acompanhada de infra estrutura pra isso. Aqui não é Londres, se quer fazer igual, ótimo, mas faz tudo igual. Melhora o transporte de maneira geral, com mais conforto e, principalmente, segurança. O que o prefeito fez foi facilitar a vida dos que usam o ônibus ( não é uma crítica, um fato), o que ele tem de fazer é estimular que quem tem carro use o transporte público, e não se faz isso apenas deixando as pessoas mais tempo num trânsito que já era horroroso. Não considero um começo, acho um plano mal executado.

    Responder
      • Anna

        Pego busão todo santo dia há anos em sampa e digo. O maior problema não é ônibus lotado. O maior problema é o trânsito q os milhões de carros provocam. As faixas exclusivas pra busão melhoram pra caramba! Outro problema é aquele monte de táxi nas faixas de ônibus. Ali na Rebouças às vezes fica uma fila enorme deles,atrapalhando o fluxo.
        Concluindo…quem reclama aqui é pq não usa ônibus!
        Tenho certeza disso!
        Agora metrô já é outra fita. Mil vezes pior! No metrô q não cabe mais gente faz tempo!

  98. felipones

    ninguém discute que a cidade precisa de mais transporte coletivo. mas já que a autora do texto gosta de dados, que tal calcularmos a dimensão média de um automóvel e multiplicarmos pelo total de carros licenciados todos os dias na cidade? A cidade não cresce em pavimentação na mesma proporção que mais e mais carros são cuspidos nas ruas todos os dias. já não tinha espaço antes. não vejo como 1 faixa a menos pode, neste momento, ajudar em algo. começou pelo fim, infelizmente. Por que o gênio da lâmpada que não conseguiu organizar sequer 1 ENEM direito não propoe iluminar a ciclovia da marginal a noite? Por que não acelerar junto com o governo do estado as obras superfaturadas dos metros e linhas da CPTM? Por que ninguem cria uma solução pra utilizarmos os rios pinheiros e tiete como alternativa de transporte? Por que não optar, neste momento, por transportes que adicionem espaço e não que diminuam o inventário disponível de vias públicas? é conta de matemática simples. falta espaço em m2. diminuir o inventário quando deveriamos aumentá-lo não me parece inteligente. E mobilidade se resolve sim com mobilidade. boa parte da população que trabalha em Londres mora fora do centro espandido, muitas vezes em outras cidades. Vem de trem, que as conecta ao metro, e que as leva pra qquer lugar da cidade. no mesmo bairro são 4, 5 estações e linhas diferentes. o nome do jogo é abundancia e aqui o cara inaugura 3 estações e já acha que esta bom. eu tentei voltar de uma reunião na paulista de metro/trem até a berrini. inviável. 30 minutos na plataforma esperando o trem. quando chega não tem espaço pra tanta gente. faltam linhas, faltam vagões, faltam ramificações. falta espaço! As empresas tem que se instalar onde for melhor pro seu negócio. As pessoas tem o direito de morar onde quiserem. e a cidade tem que se organizar pra atender a demanda. se o volume de pessoas complica a tarefa, o volume de recursos recolhidos com impostos, multas e afins é suficiente pra resolver. a única coisa que falta mais que espaço é competencia! #ripSP

    Responder
    • Hugo

      Dentre todas os comentários o seu foi o melhor! Tudo não passa do jeitinho brasileiro, espreme aqui, estica dali e vamos simbora que sobra mais dinheiro para desviar, pois resolver problemas não é a solução.

      Responder
  99. Omar

    O Brasil tem o mais caro preço de carro do mundo… Aí você cidadão otário, compra um carro de 40 mil, que em outros países não vale nem 18 mil, paga um IPVA de 4% ao ano, paga em média 2 mil reais de seguro do carro, e aí vem esse povo dizer pra você deixar o carro em casa.

    E esse povo da bicicleta … Piores que testemunha de Jeová, querem te convencer a qualquer custo que Bike é a solução.

    Então vamos lá… Se não fossem os carros e os impostos pagos pelos motoristas, não haveriam ruas, avenidas, logradouros asfaltados, além de viadutos, túneis e outras vias que facilitam o deslocamento. Quanto que o ciclista pagou de IPVA pra construir tudo isso??? Ah tá só pra saber.

    Outra coisa, nem todo mundo pode andar de bike, ou por limitação física, ou porque utiliza de equipamentos pesados para trabalhar e não daria pra carregar em uma BIKE. Além disso tem os dias de chuva.

    Sugiro que se faça a bike ambulância pra socorrer e transportar ciclistas feridos no trânsito, já que condenam tanto os carros.

    Quer ir de Bike vai, e quem quer ir de carro tem direito também. Pra um cara de terno e gravata andar 15 km de bike pra chegar no trabalho em um dia de sol não faz muito sentido, ou faz?

    Responder
    • José Carlos Nardini

      Só não entendi em seu texto lá em cima você diz ( Piores que testemunha de Jeová, querem te convencer a qualquer custo que Bike é a solução )

      Responder
      • Omar

        Sem ofensas, mas foi uma analogia com o pessoal de Testemunha de Jeová, que bate a sua porta no domingo pela manhã pra convencê-lo de que a religião deles é melhor que a vossa. Ou seja, a galera da Bike, quer a qualquer custo fazer-nos acreditar na ideologia deles.

    • Giu

      A bicicleta no Brasil também é a mais cara do mundo, Uma bike comum, aro 26 e 21 marchas vendida em média a 400 reais no Brasil é 54% mais cara que uma similar nos Estados Unidos, onde custa 259 reais. Já as bikes dobráveis, feitas para integração com transporte público, custam 640 reais no Brasil.

      Os impostos sobre uma bicicleta são maiores do que os dos carros. o imposto médio que incide sobre as bikes no Brasil é de 40,5%, contra 32% dos tributos no preço final dos carros.

      Ninguem quer evangelizar ninguem, voce tem direito de andar de carro, assim como as outras pessoas tem direito a andar de bicicleta. Na mesma via, com impostos pagos tanto quanto.

      Sobre os 15km, minha empresa tem bicicletario e vestiario, Quem vem de bike, toma banho lá e depois trabalha.

      A questao não é somente usar vias publicas, que sao pagas com o dinheiro dos impostos de todos (bikes e carros) a questao é incentivar empresas a estarem adequadas a receber ciclistas. Isso diminui o transito. Eu prefiro gastar 1/3 do tempo na bike do que ficar 2 vezes mais tempo no carro. Hoje eu ganhei qualidade de vida, e uso meu carro eventualmente quando eu realmente preciso, gasto 1 tanque de combustivel por mes, e nao vejo nenhum problema nisso.

      Ao inves de pensar que aí tem mais um ciclista folgado, tente ver como menos um carro no transito de sampa.

      Da pra conviver com tudo isso.

      Responder
      • Gildo Silva

        Parabéns pelo comentário. Informativo e pertinente. Também gostaria de lembrar que quando defendemos o uso da bicicleta, estamos nos referindo a UMA alternativa de mobilidade. Ela não descarta ônibus, metrô, trem…

    • Rodrigo Souza Pereira

      Tenha muita pena de “cidadãos” como vc! Primeiro conheça as leis do seu país, uma vez que jamais poderá legalmente alegar desconhecimento da mesma. IPVA não é nem nunca foi destinado à construção de vias, mas sim em questões sociais! Vc é egoísta, preconceituoso e o tipo de pessoa que faz do Brasil um país de corruptos!

      Responder
    • Felipe Prenholato

      IPVA não serve só para asfaltar, você não pode esquecer disso.
      Sou ciclista, não tenho carro por opção, não pago IPVA, mas pago varios outros impostos, assim como você, pago um imposto maior nas peças de bike do que você nas de carro, então esse tipo de comparação realmente não justifica nada.

      Eu defendo a bike como solução **GERAL** para percursos curtos em São Paulo, mas o meu curto, é de 20km. Com o trânsito bom, da pra fazer os 20km em 1hr ou menos. Não sei o quanto vc gasta no trânsito ou a quanto vc mora de distância, mas vou ilustrar meu caso.

      Moro perto do metrô conceição, zona sul, trabalho também na zona sul, a 9km de casa. Faço esse trajeto em 25 (nos dias de transito bom) a 35 (com trânsito muito ruim) minutos, todo dia. Meu amigo que mora aqui perto e trabalha comigo, faz o mesmo trajeto em 15 minutos com o trânsito bom, e 45 com trânsito ruim.

      É ai que a bike vale a pena, gasto pouco mais que um carro, não pago IPVA ou etc, não estresso, ganho saúde a cada dia, e chego 10 minutos mais tarde que um carro.

      Agora, curiosamente, hoje tive que fazer uma correria por São Paulo, e em vez dos meus 18km diarios, fiz 44km, e em todos os locais onde o trânsito apertou, eu sei que cheguei mais rápido.

      Você também disse sobre pessoas deficientes, bom, existem bicicletas e triciclos adaptados a estas pessoas, com a vantagem de combater o sedentarismo. A chuva, basta uns sacos plásticos par proteger o que é importante e uns jornais pra secar o tênis. Eu comprei uma mochila impermeável, e nada mais (dividido em 12x no cartão :]).

      Enfim, eu não sou xiita a ponto de achar que a bike é a saída para tudo, mas eu acredito que de uma maneira ou outra esse volume absurdo de carros deve ser combatido. As faixas de onibus, estão fazendo as pessoas chegarem sim mais rápido aos seus destinos, e inclusive eu, tenho usado bastante nos meus deslocamentos com a bicicleta… (não me lembrava a última vez que cruzei a Av Paulista em 10min de bicicleta no horário do almoço), e isso deve ser expandido. Os onibus devem ter sua qualidade melhorada e as linhas melhor distribuidas, mas o carro, de modo geral, não é o caminho, goste você ou não.

      Bom, não quero me prolongar, mas numa próxima discussão sobre o assunto, lembre-se disto que falei, para não falar besteiras ;).

      Responder
      • Gildo Silva

        Você tem uma postura admirável, está mesmo de parabéns. Mas, Felipe, pelo amor de Deus, tome sempre MUITO cuidado, porque o risco que você corre é inimaginavelmente alto. Abraço!

    • enzo

      Bom, eu não quero que os motoristas deixem o carro em casa e comecem a usar bike, mesmo pq concordo com o que disse, bike não é para qualquer um…precisa ter preparo físico, precisa saber se comportar no trânsito tb. Mas cara, vá de carro, mas respeite os ciclistas. Só pq o ciclista não paga IPVA não pode andar na rua? E na calçada também não pode. Então eu sou obrigado a deixar a bike na garagem (e realmente deixo). Logo vou trabalhar de metro….e logo você vai entrar no mesmo barco, pois vai ter de deixar o carro na garagem…entende? você não quer bike….o onibus não quer carro…todos perdem. E denovo…eu quero que cada vez mais carros entrem na frota, quero ver o transito parar engarrafado… neste dia eu sairei de bike na rua pois carro parado nao atropela ninguem.

      Responder
      • Felipe Prenholato

        Meio que isso já acontece toda manhã :).

        Vc mencionou para tomar cuidado pois o risco é imenso. É verdade, mas nem tanto.

        Existe um problema com os ciclistas que é a educação no trânsito. Eu ando de bike desde os 15, estou com 29, e tenho boas noções de regras de trânsito. Muitos ciclistas não tem, e isso faz muita falta, mas o real risco, vem de infelizmente haver mais motoristas sem noção do que ciclistas.

        Tenho um caso que aconteceu comigo ontem. Um garotão com seu honda civic, subindo ao meu lado a Rep. do Líbano (pois o trânsito não o deixava passar de 20km/h), começa a dar seta da **segunda faixa**, e vai apontando o carro para fazer a curva, sem ao menos se importar com o ciclista que tava do lado, como se eu não existisse. Esse é o tipo que fode a vida dos outros (não só ciclistas), e deixa o trânsito mais perigoso. É onde os motoristas, com seus cento e tantos cavalos, não respeitam o CBT, e não esperam a bicicleta passar, como se fosse perder toda a inércia e força na subida…

        Eu julgo que ciclistas deviam receber treinamento sobre o trânsito, mas não é algo que deva ser cobrado. A maioria absurda dos ciclistas não tem grana para pagar por isso, mal tem grana para pagar pela própria bike ou um concerto nela.

        Jã do lado dos motoristas, acredito que o comportamento no trânsito deveria ser olhado mais de perto. Vejo muita barbeiragem todos os dias.

        Sobre outro assunto, vc fala do IPVA… pagaria de boa um IPVA da vida para bicicletas se tivéssemos estrutura similar a que carros tem, vamos dizer, ciclofaixas e ciclovias descentes em vias de alta velocidade, muito embora eu prefira que as partes se respeitem e todos possamos usar as ruas sem problemas, mas ai sou sonhador d+… ta no sangue do brasileiro não respeitar o próximo.

  100. Maria

    Não sei porque as pessoas insistem em argumentar sobre o IPVA.
    Será que ninguém sabe que a receita de importo NÃO É VINCULADA????
    O que você paga de IPVA não serve para pavimentar vias, necessariamente, ok? Só um toque…

    “Art 167 CF- são vedados:
    IV – a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição do
    produto da arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a destinação de
    recursos para as ações e serviços públicos de saúde, para manutenção e desenvolvimento do
    ensino e para realização de atividades da administração tributária, como determinado,
    respectivamente, pelos arts. 198, § 2º, 212 e 37, XXII, e a prestação de garantias às operações
    de crédito por antecipação de receita, previstas no art. 165, § 8º, bem como o disposto no § 4º
    deste artigo;”

    Responder
    • Rodrigo Souza Pereira

      Perfeito! O brasileiro na verdade é o único povo do mundo que é pobre e ao mesmo tempo elitista!

      Responder
    • Luis Henrique Piovezan

      Maria,
      O IPVA nasceu como TRU – Taxa Rodoviária Única, que era destinada para o fim do desenvolvimento das vias. Isso antes da Constituição de 1988.

      Responder
      • chronos

        Ainda bem que alteraram isso então :). Os carros, e o necessário para eles rodarem causam muitos danos ao ambiente e sociedade e é importante ter essa grana para dar um tapa nos danos… por ex, São Paulo ta num nível tão bizarro de poluição que cada dia mais vejo ciclistas usando aquelas mascaras para filtrar a poluição, e sinceramente acho isso muito triste.

  101. alex hoera

    a solução é o metrô, com alguns vagões reservados pra bike! #dica

    Responder
    • Luis Henrique Piovezan

      Quem anda de bicicleta não precisa de metrô.

      Responder
      • chronos

        Não afirme isso genericamente assim.

        Quem anda de bicicleta e mora perto do trabalho, muito raramente precisa de metrô.

        Quem anda de bicicleta e mora longe do trabalho, tem no metrô um modal muito útil para transporte.

        Quem integra modais usaria este vagão especial com certeza. Que mora a 30, 40km do trabalho, anda seus 3 ou 5km até uma estação de trem, pega depois o metrô, e depois um ônibus, poderia por exemplo cortar esse último modal, ou até descer antes do trem ou metro, numa via que lhe seria mais rapida. Ex, quem vai pra Vila Olímpia de trem, poderia descer na estação Faria Lima e descer de bicicleta mais rápido do que baldear em Pinheiros e pegar um trem.

        A titulo de informação, o metrô permite bicicletas dobráveis durante a semana e com certeza muitos usam isso.

  102. Elio Martin

    Muitos se mudarão de São Paulo, e está será uma cidade em decadencia se não tivermos governantes sérios.

    Responder
    • Rodrigo Souza Pereira

      Que se mudem de São Paulo então! Assim o problema de congestionamentos estará resolvido de uma vez por todas! Perfeito!

      Responder
  103. cidadão

    Tudo sempre é pensado e discutido como se SP fose somente o centro expandido.
    Quem faz uma viajem de mais de 2h de transporte coletivo para se deslocar para a periferia sabe do que estou falando.
    O dia que o discurso começar a ser discutido a partir das periferias eu entro na discussão da mobilidade.

    Responder
    • Gildo Silva

      Não, cidadão, esse seu raciocínio está equivocado. Você JÁ está na discussão da mobilidade e precisa urgentemente expor suas opiniões. Porque, calado, você só está colaborando para que se eternize esse “como se SP fosse somente o centro expandido”. Sua luta será mais difícil que a de muitos, mas trará resultados ainda mais importantes. Abraço!

      Responder
  104. Kati

    Independente da forma em que utilizamos para nos locomover: carro, bicicleta ou transporte público. Todos nós pagamos impostos em geral, e todos temos direito a mobilidade, da forma em que desejarmos.
    Como já se diz o ditado “toda regra tem sua exceção”. Não são todas as pessoas que preferem trocar o carro pela bike ou pelo transporte público, mas existem sim e em grande número, pessoas que gostariam de ir para o trabalho utilizando um desses meios mais sustentáveis, desde que os mesmos oferecessem qualidade e segurança para isso.
    Creio que a implementação das vias exclusivas para ônibus em São Paulo, é uma questão válida, porém , mal implantada.
    Moro na cidade de Uberlândia MG, e aqui também foram implementados corredores exclusivos para ônibus, porém alguns anos antes disso, já haviam sido construídos terminais nos principais bairros e um terminal central no centro da cidade. Do terminal central saem ônibus para os terminais dos bairros, e destes para os pontos finais de cada bairro, no qual retornam para os terminais do bairro, que por sua vez retornam ao terminal central e assim sucessivamente.Quando colocaram os corredores exclusivos para ônibus, construíram também pequenos terminais no decorrer dessas avenidas, no qual o passageiro tem a opção de pegar o transporte coletivo nos dois sentidos, sem contar que você anda por toda cidade utilizando apenas um passe, realizando as trocas de ônibus de dentro dos terminais. Apesar de hoje, já apresentarem alguns problemas de super lotações em horários de pico, as vias melhoraram muito, e muitas pessoas passaram a utilizar mais o transporte público.
    Penso eu que se junto com as vias expressas para ônibus em São Paulo, fosse aumentado a frota, implantado terminais como o de Uberlândia, ciclovias bem iluminadas e sinalizadas, muitas pessoas teriam prazer em utilizar esses meios para se locomoverem, sobrando assim espaço suficiente para pessoas como o “Omar” que preferem utilizar o transporte privado, e/ou pessoas que não podem utilizar de outros meios, a não ser esse.
    Existem várias formas de solucionar o problema, satisfazendo a vontade de todos, ou pelo menos de uma grande parte deste “todo”, porém o extravio dos impostos pagos por nós, meros cidadãos, que não chegando ao seu destino final, impossibilitam uma melhor mobilidade urbana, principalmente nas grandes capitais.

    Responder
    • Rodrigo Souza Pereira

      Antes mal implantada e passível de melhorias, do que apenas utopia e planejamento, como tudo aqui no Brasil. Ou façamos logo as mudanças, ou ficaremos na hipocrisia e no blá blá blá!!!

      Responder
  105. Luis Henrique Piovezan

    Segregar o transporte coletivo é uma forma clássica de tratar corretamente a mobilidade. O mesmo ocorre com vias expressas. Da mesma forma, ciclovias exigem características que garantam a segurança e a fluidez.
    Faixa de ônibus não é uma solução nova e já existiu em São Paulo. A partir de uma meta de campanha, Haddad transformou-a em uma panacéia, uma solução para todos os males do transporte.
    Porém, sua implantação apresenta alguns problemas. Por exemplo, no corredor Dr. Zuquim / Av. Nova Cantareira, há apenas trechos de faixas, que se interrompem em função de partes mais estreitas da via ou de semáforos de três fases. Por estas interrupções, o tempo de viagem não diminui pois o ônibus è obrigado a parar no trânsito gerado pelo próximo trecho. Para realmente ser uma solução, uma faixa de ônibus deve vir acompanhada de melhorias viárias e de sistemas semafóricos mais inteligentes, o que Haddad não está realizando. Também é preciso um estudo da demanda como fonte para reorganizar as linhas.
    Resumindo, falta um estudo sério de Engenharia que embase a implantação de faixas exclusivas, inclusive para que sejam evitados acidentes.
    Assim, a demagogia está nesta implantação de faixas de ônibus pelo prefeito, que elegeu o automóvel como vilão. Muitas faixas estão sub-ocupadas, como as da 23 de Maio. Passo a pé por um dos viadutos e vejo poucos ônibus, como mostra a emblemática foto de capa da Revista Época.
    Ideia boa mal implementada é muito pior do que não fazer algo, pois apenas aumenta o caos.

    Responder
    • Rodrigo Souza Pereira

      Os automóveis juntos com pessoas com pessoas egocêntricas e egoístas como vc, são sim os vilões do trânsito em São Paulo.

      Responder
      • Luis Henrique Piovezan

        Rodrigo,
        Não sou usuário de automóvel durante a semana.
        Ando, pela manhã, 1 km até o Metrô e mais 400m até meu local de trabalho. À tarde, para fazer exercícios, ando entre 1,5 e 5 km até uma estação do Metrô e, quase sempre, os 1km do Metrô até minha casa. Se estou cansado, pego um ônibus no percurso final.
        O que critico nas ações do Haddad é a superficialidade. É ser uma panacéia, ou seja, um remédio único para todos os males.
        Isto demonstra uma falta de visão do prefeito. E seu comentário mostra o mesmo tipo de superficialidade, que imagina o mundo dividido em mocinhos e vilões.

    • Fabio Nogueira

      Exatamente. O que foi feito é o início de uma implantação. O sistema viário de São Paulo foi concebido por Prestes Maia nos anos 30 para privilegiar o transporte por automóvel. Isso não significa construir avenidas, como a maioria da população pensa, e sim um sistema de fluxo viário que se embasa no transporte individual. Esse conceito jamais foi mudado nestes últimos 80 anos. Para mudar a filosofia do transporte em São Paulo é necessário levar em consideração todos os pontos que você mencionou acima e mais um: o transporte público precisa estar muito próximo das pessoas. O ponto de ônibus mais próximo da minha casa está a cerca de 1 quilômetro e para chegar nele eu tenho de atravessar uma avenida expressa sem semáforos e uma alça de viaduto. Ou seja, é impossivel pegar um ônibus a partir da minha casa sem arriscar o pescoço todo santo dia. Essa é a realidade de muita gente. Para mudar isso não basta construir faixas de ônibus. É preciso reconstruir a cidade. Nós gastamos 80 anos construindo uma cidade para carros. Demorará outras 2 ou 3 décadas, pelo menos, para se reconstruir a cidade para o transporte coletivo. E bobagens tipo pedágio no centro só irão servir para aumentar a arrecadação porque oprimir financeiramente a população obviamente não é resolver o problema.

      Responder
      • Luis Henrique Piovezan

        Fabio,
        As faixas que estão sendo implantadas são início de nada. Faltam planejamento e projetos adequados. Estas faixas são uma proposta demagógica baseada em conceitos corretos e, tristemente, mal aplicados. Não precisamos reconstruir a cidade, que, na realidade foi feita para carroças. Nem mesmo as avenidas foram feitas para automóveis. Elas apresentam descontinuidades interessantes como o fim da Av. Cruzeiro do Sul ou a Av. Roberto Marinho. Algumas entradas e saídas são tão absurdas como as da 23 de Maio com a Jaceguai. Conheci um secretário de obras que dizia que fazia os trechos fáceis e deixava os trechos difíceis para os governos futuros, que nunca eram feitos. Precisamos e consertar os problemas com Engenharia e com a priorização da fluidez do transporte público e o respeito aos pedestres.

  106. Decio

    NÃO ADIANTA AUMENTAR OS CORREDORES, E NÃO TER ÔNIBUS SUFICIENTE NAS RUAS. A FROTA DE ÔNIBUS ESTÁ CADA VEZ MENOR. O QUE CAUSA VIAGENS MAIS DEMORADAS E ÔNIBUS MUITO ABARROTADO DE PASSAGEIROS. ALÉM DISSO, O CORREDOR NA 23 DE MAIO É DESNECESSÁRIO. ELE É POUQUÍSSIMO UTILIZADO, E QUASE NÃO TÊM VIAS DE ÔNIBUS IMPORTANTES NESTE TRECHO/TRAJETO. MAL PLANEJADO !!!

    Responder
  107. Denilson

    Esse texto não falou nada que desse uma solução ao problema criticado. Não vi nenhuma proposta que fosse melhor do que a atual implementada. Antes eu era contra a implementação das faixas, mas hoje vejo que é o que pode e deve ser feito. Falta melhorar o transporte para motivar o restante da população. O transporte público deve ser aprimorado e priorizado, enquanto que a população deve ter bom senso e deixar o carro em casa. Porque é o cúmulo ver nas ruas vários carros levando um único indivíduo cada.

    Responder
  108. Fernanda Fernandes

    O que foi feito não pode ser considerado “corredor de ônibus”. Pra mim é uma bela de uma gambiarra pra inglês ver, pra falar que fez alguma coisa, pois pintar as faixas tracejadas de continuas e escrever ÔNIBUS não é o suficiente, isso é ridículo, só pra iludir e enganar o povo, um “cala boca” como o governo sempre faz, governo de pão e circo isso sim. Um verdadeiro corredor de ônibus planejado é o que precisamos e isso sim surtiria efeito, e não apenas conduzir os ônibus livremente por um curto trajeto e quando chega num cruzamento tem que cruzar pro outro lado para seguir sua rotina e acaba parando o transito todo, inclusive dos próprios ônibus, todos ficam presos. A cada quarteirão a faixa de ônibus se torna tracejada devido as travessas, algo impossível de fiscalizar. Realmente parece uma piada. Eu por enquanto continuo utilizando carro pois dependo de transporte ao longo do dia para trabalhar. O dia em que tivermos REAIS corredores de ônibus sentiremos melhora. Mas pelo menos é um inicio, não é mesmo? Vamos ter paciência e esperar com fé que o mesmo evolua.

    Responder
  109. Rodrigo Souza Pereira

    Perfeito!!! O brasileiro é acomodado e desatualizado! Quer mudanças, mas não as aceita, pois é imediatista. Por isso somos 3° mundo.
    Carro para o povo brasileiro, pobre de espírito, é sinônimo de status.
    Não querem congestionamento? Andem de ônibus. Acham caro o IPVA? Então não compre um carro. Enquanto a minoria de burros motivados andam de carro, a maior parte da população depende do transporte público. E por uma questão mais do que óbvia, enquanto cada carro leva uma pessoa (pq o ser humano é egoísta), os ônibus levam no mínimo 20!!! Portanto burgueses mimadinhos, chegou a hora de abaixar a bola e pegar o buzão!!!

    Responder
    • Luis Henrique Piovezan

      Rodrigo,
      A razão pelo uso do automóvel não é tão simples como você coloca. Não são burgueses motorizados contra proletários em ônibus (Aliás, um ônibus leva cerca de 40 pessoas sentadas e não apenas 20).
      O problema é de mobilidade, ou seja, a capacidade das pessoas em realizar os movimentos necessários na cidade.
      O transporte público em São Paulo não atende todas as necessidades de deslocamento. Não é apenas aumento de velocidade, que está ocorrendo em alguns pontos, mas é preciso conhecer a demanda e atendê-la, tanto para ricos como para pobres.
      Não é está a solução que Haddad está implantando.

      Responder
  110. Fernando Luis Schiavon

    Sem medir, não há como evoluir. A partir do momento em que o IBGE ou outro instituto faça uma pesquisa de onde cada cidadão mora e onde ele trabalha, fica mais fácil projetar os meios de transporte adequados. O ideal é mesclar metrô para percursos maiores, ônibus para complementar o trajeto e um pequeno trecho a pé. Para isto, basta fazer um benchmarking com os sistemas de transporte mais evoluídos do mundo, tal como o de Genebra ou os sistemas de transporte da Alemanha, e se possível, criar empresas para desenvolverem estas tecnologias aqui pra dar massa e força pra estes setores tão carentes.

    Responder
    • Gildo Silva

      Outro comentário pertinente.

      Responder
  111. Carlo Rós

    Este sr º cujo nome é Omar, não é nada mais do que um capitalista idiota, amigão, o mundo não gira em sua volta não!

    Carro é conforto! Com este trânsito caótico com que convivemos diariamente CADE O CONFORTO, pense em um mundo melhor, não cobre dos políticos, se você não pensa em mudança, se para melhorar o transporte público é a solução, vamos lutar por um transporte público melhor e USA-LO, você acha que reclamando da sua vidinha vazia ira mudar alguma coisa?
    Haa, não quer usar o transporte público, adere a ideia da bike! Haa não quer aderir? Então continua indo todo dia de carro trabalhar e não espere mudança alguma, pois a principal mudança você não encontrou…Uma capacidade de pensar!

    Responder
    • Omar

      E eu disse em algum momento que o mundo gira ao meu redor?

      Você só usou de ofensas para querer argumentar.

      Eu comprei carro, pago os impostos para poder usá-lo. Isso é crime?

      Quero sim investimentos em mobilidade e transporte público de qualidade. E isso é obrigação do governo, pois os impostos são pagos pra se ter retorno.

      Mas você bicho-grilo, acha legal que o governo de SP desvie mais de 1 Bilhão do metrô e assim as coisas continuem uma meleca, e a culpa é minha que tenho que mudar e não tenho capacidade de pensar.

      Punir os carros para beneficiar os ônibus não foi e não será a medida correta. E isso não tem nada a ver com capitalismo. E mesmo que tivesse, sinto lhe informar bicho-grilo, que você vive em um país capitalista e um mundo capitalista. Foi mal te acordar do seu sonho.

      E se faixa resolvesse alguma coisa, as pessoas já teriam aderido ao transporte público e o trânsito teria melhorado e muito. Mas pleo contrário só piorou.

      Será mesmo que tem tanta gente com pensamento “errado” em SP?

      Ou será que o sistema de transporte público não é eficiente em qualidade, segurança e conforto para convencer as pessoas a utilizar o mesmo?

      Isso não é egoísmo ou estrelismo… É simplesmente um fato.

      Ao invés de achar que eu tenho que mudar a minha falta de pensamento, cobre do governador o mais de 1 bilhão de dinheiro roubado que daria pra investir e muito em transporte público.

      Volto a dizer….

      Não está tirando carros das avenidas que têm faixa exclusiva. E tenta colocar em oposição os que têm carro e os que não tem, o que é repulsivo, e vem funcionando, inclusive com gente que tem cérebro e deveria usá-lo (que é seu caso, não é mesmo Einstein?).

      Só é importante ter em mente que em alguns anos, com mais e mais carros nas ruas, esse ganho vai se perder. Foi o que aconteceu com o rodízio.

      E pra finalizar eu acredito que se uns 40% que usam carro migrassem pro transporte público, o mesmo não conseguiria dar conta da demanda…. Disso ninguém fala né?

      Responder
    • Luis Henrique Piovezan

      Carlo,
      Não sou usuário de automóvel, mas carro não é apenas conforto.
      Abandonei o automóvel para ir trabalhar pois mudei de um emprego que exigia o uso do carro para atendimentos externos para um que é perto do metrô.
      O problema da mobilidade urbana não é um problema de luta de classes, onde existem ricos vilões motorizados a serem convertidos ou eliminados e pobres sendo transportados em ônibus apertados.
      O que existe é uma cidade que se imobiliza cada vez mais é que precisa de soluções, sejam sistemas de transportes mais eficazes e que atendam a demanda, sejam melhorias em vias e semáforos.

      Responder
  112. edileine

    É complicado usar um transporte publico falido, eu acho que eles começaram pelo lado errado, mas de qualquer forma toda mudança é complicada e quando se radicaliza como foi feito de uma hora pra outra, é logico que daria errado, tudo tem que ser feito aos poucos, para arrumar o que se deu errado no começo e por ai vai. Mas pra que não é quem fez anda de helicoptero, então o povo se acostuma uma hora não é? radicalismo em qualquer area não da certo!

    Responder
  113. Danilo

    Fala serio ! Cad^e os ônibus ?

    Responder
  114. Joel Formiga

    É FALSO que os ônibus levam a maioria das pessoas. Não sempre.
    Na Av Sumaré, eu tive a paciência de contar – APENAS 27% das PESSOAS (não veículos) passam ali de ônibus público. 39% passam de carro, e 34% de fretados.
    Esmagar a MAIORIA para benefício de uma minoria é no mínimo anti-democrático.

    Responder
    • Gildo Silva

      Ei, João, mas 27% não é pouco! Retire esse advérbio “apenas”. E observe: as faixas exclusivas continuam ocupando beeeem menos que 27% do total das nossas vias.

      Responder
      • Joel Formiga

        Me desculpa, Gildo, mas seu conceito de demcoracia está distorcido. Quando se decido se deveria haver uma faixa de ônibus na Av Sumaré (e não estou falando de outras, ou do conceito como um todo), tem-se que pensar na maioria dos usuários daquela via – 39% passam de carro, 34% de fretado – 3/4 dos cidadãos prejudicados para beneficiar 1/4. É anti-democrático.

  115. Jefferson SP

    Nati e Cidades para Pessoas e colaboradores, essa foi uma boa atitude.
    gostei dos pontos que foram levantados, das contradições que possa existir na revista hegemônica que a maioria que lê concorda.
    Agora falta eu ler na íntegra a matéria da Época.rs

    Responder
  116. Neto

    Concordo com seus pontos. Só discordo apenas da referencia a Bogotá, andar de ônibus lá em qualquer horário é como enfrentar a estação da Sé as 18h. Extremamente desagradável.

    Responder
  117. Dainis Karepovs

    Uma das maneiras para se atestar a correção da implantação das faixas de ônibus pelo prefeito Haddad é o ângulo de observação. O meu é o de dentro dos ônibus. Ou seja, de cima para baixo. O que vejo em baixo é uma enorme massa de automóveis com apenas um ocupante (apenas o motorista, pois). E tenho praticado esta observação nos últimos tempos na Avenida Sumaré. Antes do corredor, ela já vivia congestionada com os seus carros compostos majoritariamente de um passageiro, o que já se havia agravado como consequência da via exclusiva para motos, e dentro desse congestionamento estavam os usuários de transporte público, os quais perdiam muito tempo ali. Hoje ela continua congestionada pela maioria composta por veículos de um passageiro; os motoqueiros circulam daquele modo que todos conhecem. Porém os usuários de ônibus ganharam rapidez de circulação com a criação das faixas exclusivas de ônibus.
    Enfim, é aritmética: a maioria anda mais rápido.
    Além disso, observe-se que recentemente foi adicionada uma nova linha de ônibus, cujos veículos são aqueles que conectam mais de um segmento (não sei o nome correto). Enfim, não creio que nem na Sumaré haja um problema de má distribuição de linhas de ônibus. O que há é um problema de opção cultural em ficar vociferando sozinho em seu carro, especialmente contra pessoas de outra classe social.

    Responder
    • Gildo Silva

      Sim, Dainis, você está corretíssimo. Enquanto, no Brasil, certas elites considerarem ônibus transporte para pobre, vão ter que passar sufoco dentro de seus automoveizinhos, sim. Já trabalhei com gente que dizia nunca na vida ter entrado num ônibus! Acho difícil ouvir isso de um europeu. Pergunte ao presidente da Siemens, da Volkswagen, se eles nunca usaram (ou até usam) transporte coletivo.

      Responder
      • Omar

        Não dá pra acreditar que o povo tá dizendo aqui. Primeiro essas comparações do texto são ridículas, porque só leva em conta o que convém. Não leva em conta a densidade demográfica, a taxa de violência e outros fatores.

        Segundo, o pessoal da bike acha que eles tem razão em tudo e que bike é a solução. Não pensam em profissionais que carregam equipamentos pesado, em pais que deixam seus filhos em escolas no caminho ao trabalho, em limitações físicas de pessoas, em dias de chuvas, etc…

        Terceiro a faixa de ônibus é uma solução porca. Não me nego a andar de transporte público, eu até gostava de utilizar transporte público anos atrás, mas hoje tá tudo sucateado.

        Em horário de pico na região onde moro os ônibus demoram a vir e você vai pendurado na porta muitas vezes.

        Toda semana tem uma ou duas notícias de trem ou metrô com problema, ou é mentira?

        E olha que o custo da passagem não é barato. Eu gasto mais de transporte público para chegar ao local do trabalho do que de combustível.

        Precisamos entender que o governo ao invés de ficar desviando (roubando) mais de 1 bilhão nas licitações do metrô, deveria investir em mobilidade. Essa é a questão.

        A maioria não vai deixar de ficar no trânsito em seu automóvel para pegar ônibus/metrô lotados e chegar no trabalho amarrotado e fedido.

        Sim, a faixa exclusiva para ônibus é enxugar gelo. É mais um factóide, muito marketing e pouco recheio. Não está tirando carros das avenidas que têm faixa exclusiva. E tenta colocar em oposição os que têm carro e os que não tem, o que é repulsivo, e vem funcionando, inclusive com gente que tem cérebro e deveria usá-lo. Mas de fato diminui um bocado o tempo dos percursos pra quem está no ônibus. Não vou ser contra. Só é importante ter em mente que em alguns anos, com mais e mais carros nas ruas, esse ganho vai se perder. Foi o que aconteceu com o rodízio.

        A única coisa que a faixa trouxe, foi punição ao motorista de carro particular, enquanto não aumentou a qualidade do transporte público, talvez sim o tempo de viagem mas não a qualidade.

      • Luis Henrique Piovezan

        Gildo,
        Na Europa, o transporte coletivo dá acesso a todos os lugares importantes. Aqui, dependendo de onde se vai, não existe acesso.
        Gosto de andar de transporte coletivo, vou trabalhar de transporte coletivo e a pé. Porém, para muitos, não há opção.
        E, na Europa, além de transporte de qualidade, existem ruas e rodovias de qualidade. E muitos carros!

    • Luis Henrique Piovezan

      Daines,
      Observar de um ônibus na Av. Sumaré não é observar da cidade. Há locais, como na Zona Norte, que estas faixas não apresentam continuidade física e de horário.

      Responder
  118. Fabio Nogueira

    Essa matéria do blog é interessante porque coloca a discussão do transporte público em um plano mais técnico e neutro, ao contrário da grande maioria das discussões que eu vejo por aí, onde existe um contexto político ou passional. O problema dos corredores de ônibus em São Paulo não está no conceito em si. Todas as pessoas de bom senso concordam que construir um amplo e eficiente serviço de transporte de massa é necessidade básica e elementar de uma cidade com 12 milhões de habitantes. A questão é que não adianta fazer as coisas pela metade. No começo do ano passado, o prefeito quis aumentar a passagem de ônibus para que o valor de subsídios (R$ 880 milhões) que ele paga para as empresas de ônibus não aumentasse. A população reagiu e ele voltou atrás. Ora, na medida em que se criam corredores de ônibus, se colocam mais ônibus e se aumenta a quantidade de pessoas transportadas, o valor do subsidio a ser pago pela prefeitura aumentaria na mesma proporção. Se não havia dinheiro para isso no começo do ano, no final dele tem ainda menos. É preciso lembrar que estamos no mesmo exercício fiscal e a lei de responsabilidade fiscal impede que um governo transfira dinheiro de uma linha de despesa para outra. Haddad não pode simplesmente pegar dinheiro da limpeza urbana para pagar empresas de ônibus. Portanto, o que aconteceu é que criaram as faixas de ônibus mas não colocaram mais ônibus. A capacidade de transporte público continua a mesma. As únicas duas consequencia da criação das faixas foi espremer os carros em menos ruas e reduzir um pouco o ciclo de viagem dos ônibus atuais. Os congestionamentos na cidade dobraram de tamanho, com impacto político bastante negativo sobre o prefeito. Devemos voltar atrás com os corredores? Não, devemos duplicar a frota de ônibus. Isso irá dobrar a despesa da prefeitura com subsídios, que Haddad pretende financiar com o aumento maciço do IPTU que ele conseguiu aprovar na Câmara. Pelo menos é o que ele deveria fazer, ao invés de alargar ruas e mais ruas, acabando com muitas áreas verdes de canteiros centrais e praças, como eu vi a prefeitura fazendo este ano inteiro.

    Responder
    • Gildo Silva

      Exatamente.

      Responder
    • Luis Henrique Piovezan

      Fábio,
      Quando implantaram o corredor da Av. Nove de Julho, tiraram árvores e o canteiro central.
      Faixas e corredores de ônibus necessitam de adequações viárias, que exigem, em muitos casos, fim de praças. O terminal do Parque Dom Pedro tem o nome de Parque por ter sido um antes de virar um terminal.
      E, se o aumento do IPTU fosse para melhorar a mobilidade, haveria a redução do IPTU das residências no centro expandido, fazendo com que ele fosse melhor ocupado. Note que o IPTU foi reduzido na periferia, impelindo as pessoas para mais longe, além de ser uma medida populista.

      Responder
  119. BárbaraV.

    Muito boa essa carta aberta! Argumentação brilhante!

    Responder
  120. Danilo

    Trabalhei um pouco mais de um ano sem carro, já trabalhava no ramo de consultoria, ou seja, nessa época já rodada São Paulo inteiro e mais o interior e mais o ABC e tudo de transporte coletivo e com um notebook nas costas (sim é possível). Explorei trem, metrô, táxi, sptrans, emtu e vários corredores de ônibus. Mas aí eu comprei o meu carro, no começo pensando por causa transito achava que ia fazer um misto de carro X transporte coletivo, nunca estive mais enganado…. Em poucos meses comecei a usar exclusivamente o carro para tudo, o ganho na qualidade de vida é absurdo. Tive experiência nos dois lados, e digo que a única solução para o transito é a porra do metrô/ trem, hoje em dia só deixo o carro na garagem se o cliente ficar perto de uma estação de metrô, o mesmo pode está cheio como o inferno mas o tempo compensa tudo. As vias já estão saturadas, você pode enfiar 1000km de corredor, o ganho de tempo vai ser pequeno proporcional ao trânsito, e tem que lembrar que esse trânsito é formado não apenas por carros particulares, muitos deles são de entregas, ambulâncias, bombeiros, policiais, prestadores de serviços, motoboys (os corredores de ônibus estreitam a distância entre os carros), caminhões e etc… que exigem um meio de transporte privado.

    *E repito mais uma vez, quando for calcular os tempos de locomoção, calcule do portão da sua casa ao portão da sua empresa.

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  121. Karin de Oliveira

    Li quase todos os comentários e respeito os diferentes pontos de vista aqui discutidos, mas não concordo com alguns deles.
    Sou carioca e moro em SP há 4 anos e uma das coisas que mais senti diferença foi a questão do transporte público aqui na cidade. SP está alguns passinhos a frente do RJ no quesito mobilidade(por mais incrível que isso possa parecer).
    Ando de ônibus, não tenho carro e mesmo se eu tivesse continuaria usando o ônibus, pois sei que mesmo com todos os problemas que o transporte público tem, o deslocamento ainda é mais rápido feito por ele.
    As faixas exclusivas (pois os corredores de ônibus tem um outro tratamento nas vias, taxi por exemplo não pode usar a faixa exclusiva) melhoraram muito o tempo gasto no trajeto pelas pessoas que andam de ônibus.
    As faixas exclusivas tem uma série de problemas? Sim, tem. Mas creio que é o primeiro passo para a melhoria, é a primeira medida adotada para melhorar a questão de mobilidade na cidade, principalmente a feita através de ônibus.
    Não sou contra os carros, acho que todos temos direitos de ter um pouco de conforto pois trabalhamos muito por isso. Mas todo direito, vem acompanhado de deveres. Acho que um pouco de sensibilidade e conscientização poderia e muito melhorar essa briga toda. Quer um exemplo: moro eu uma importante avenida que liga a região de Santo Amaro a Interlagos e vou ser sincera que acho um absurdo a liberação de estacionamento dos automóveis em geral fora dos horários das faixas exclusivas (ela funciona em horário pré-determinado e diferenciado no sentido centro e sentido bairro). Se não houvessem carros parados nessas vias, o transito fluiria bem melhor ao longo de todo o dia. E acredito que o mesmo problema ocorra em outras avenidas. A medida que proponho, não ajudaria não só os ônibus, mas também o tráfego de carros. Pois é exatamente, essa fluidez que vejo quando a faixa está em funcionamento. Sei que muitos não irão concordar com isso pois estou cerceando o direito do motorista de estacionar, aos que alguns dirão, “onde bem entenderem”. Só que há ruas transversais para isso, há outros espaços para estacionamento além de principais avenidas.
    Não sei estou errada, mas o próximo passo é a reorganização das linhas de ônibus e também há vários estudos de impacto ambiental rolando por aí para a viabilização de novos corredores de ônibus (corredores e não faixas exclusivas). Principalmente nas áreas mais periféricas da cidade.
    Não estou falando que é esse o caso, mas algumas vezes as medidas que são adotadas hoje pelos governadores, prefeitos e etc, foram pensadas algum tempo atrás. Será que a questão das faixas exclusivas não foi algo já planejado há alguns anos atrás e está só sendo implementado agora. Não estou afirmando isso, mas só levantando a questão. São tantos os trâmites burocráticos que as coisas planejadas hoje para melhorias em geral, às vezes só nossos netos que poderão usufruir.
    Tem muita coisa ainda por melhorar, como muitos citaram acima. Andar de ônibus é penoso em nosso país, são veículos velhos, sujos, barulhentos e sem conforto algum.
    São inúmeros os problemas da questão de mobilidade que tanto a cidade de São Paulo quanto outras por esse Brasil afora enfrentam. Essas cidades não possuem estrutura para comportar o número de habitantes e o número de carros que elas possuem, foram construídas sem levar em conta o seu possível crescimento. É o que acontece quando constroem uma nova avenida: ela foi pensada para uma estrutura X de habitantes e veículos, mas quando ela é realmente fica pronta esse número x já está quadruplicado e de nada adiantou a sua construção.
    Não podemos ser imediatistas, não tem nem um ano que as medidas de faixa de ônibus foram implementadas. Problemas no primeiro momento sempre ocorrem por conta das adaptações. Temos sim é que cobrar mais, vigiar mais e fiscalizar mais os que os nossos governantes estão fazendo com o dinheiro público. Talvez assim, carros e transporte público possam vivem em paz e harmonia.

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  122. Tulio Guilherme Grunwald

    Andei 6 anos de ônibus/metrô/trem, fazia o trajeto casa/trabalho, trabalho/faculdade, faculdade/casa.
    Só nesse trajeto, percorria cerca de 50 km, e perdia mais de 4hs todos os dias da semana, sem contar o stress e desconforto absurdos pra me locomover no transporte público. Mesmo fora do horário de pico (22:00h), já cheguei a ter que esperar 4 trens passarem para conseguir embarcar. Conforto no transporte público paulistano? NÃO EXISTE! Seja no ônibus, metrô ou trem, estão todos sempre lotados, quando conseguimos embarcar, vamos esmagados por quase todo o trajeto. A solução é aumentar os corredores e faixas exclusivas de ônibus? Na minha opinião, isso só pioraria o que já é ruim. Em primeiro lugar, esse governo estúpido precisa parar de roubar/desviar dinheiro público e investir em infra-estrutura!
    De nada adiantar a cidade estar cheia de faixas exclusivas, sendo que os poucos ônibus que existem não comportam nem os usuários atuais.
    Imagina se todo mundo passa a usar o transporte público do dia pra noite com a infra-estrutura atual? A cidade viraria um CAOS.
    O metrô seria uma possível solução, se houvessem pessoas competentes no Brasil para administrarem. Tomem como exemplo os metrôs de Tóquio, Paris, Nova Iorque, Hong Kong e Madrid.
    Existem linhas que cortam praticamente cada esquina da cidade, os trens são pontuais, tem ar condicionado, alguns funcionam 24hs e por aí vai.
    Os ônibus (ou até mesmo as bikes) são utilizados mais como um ponto de apoio para os poucos que não tem uma estação de metrô/trem perto de casa.
    Os defensores assíduos da bicicleta também tem que entender não é simples assim trocar o carro pela bike. Assim como eu, vários cidadãos não são atletas pra se sujeitarem a perder 3 horas do dia
    (tempo que eu gastaria de bicicleta até o meu trabalho, segundo o Google Maps) para ir trabalharem de bicicleta, com sol quente de manhã, chuva a tarde, terno e gravata, e notebook nas costas,além, do perigo que se corre em andar de bicicleta em SP, novamente pela completa falta de estrutura. Tem gente falando que sacos plásticos resolvem o problema da chuva. Quanta estupidez!
    Se locomover até uma reunião correndo o alto risco de chegar ou molhado de chuva, ou suando igual um porco, ou até mesmo ser atropelado, por algum motorista de carros ou ônibus não parece nem um pouco interessante pra mim.
    Mesmo que eu leve “menos tempo”. Enfim, bicicleta não é a solução para São Paulo.
    Pode realmente ajudar aqueles que a usarem como apoio, mas não acredito que um dia, as bikes serão o principal meio de transporte do Paulistano.
    A solução é simples: O governo parar de roubar, investir em infra-estrutura no geral, investir no metrô, nos ônibus e nas ciclovias, assim os paulistanos (e porque não os Brasileiros no geral?) terão diversas opções de mobilidade, com qualidade.
    É óbvio que isso leva muito tempo, mas se continuarem desviando dinheiro público, esse dia não chegará nunca.

    Responder
    • Omar

      Caramba, finalmente alguém que assim como eu já usou muito o transporte público e sabe que está sucateado.

      Concordo plenamente com você, e a Natália errou e muito em seu texto.

      Eu gostaria e muito deixar o carro em casa e só andar de transporte público, mas hoje isso é quase impossível pois a qualidade é péssima e eu ando com uma mochila que pesa por volta de 4 kg e com equipamentos caros, ou seja, além de não ser nada fácil levar esse peso todo em uma viagem de ônibus e metrô lotado ainda corro o risco de ser assaltado, como eu já fui.

      Com carro eu escondo tudo no porta-malas e só tiro quando chego ao destino. Graças à Deus nunca tive problemas de furto com o carro.

      Agora punir o motorista enquanto que a opção dada é andar de “pau de arara” é muita safadeza.

      Pro pessoal da Bike: sejam felizes com suas bikes, mas não achem que ou o cara anda de bike, ou merece se ferrar mesmo. Isso que é pensamento egoísta.

      Responder
      • Kadine

        Omar, se você não quer deixar o carro em casa, se para você é muito mais confortável, se o tipo de trabalho que faz exige, ok, ande de carro. Mas deixe as pessoas que optam pelo transporte público sossegadas… Meu deus, parece uma obsessão em remar contra a maré, uma militância urbana do avesso.

        Eu moro em São Paulo há 12 anos, tenho carro há 9, também pago IPVA e na maioria das vezes opto pelo transporte público – seja metrô ou ônibus. Em alguns horários pego o ônibus lotado, por vezes espero mais de um para entrar, mas continuo usando este tipo de transporte porque, tendo esta possibilidade, prefiro chegar mais rápido e liberar espaço para você e outras pessoas que não podem deixá-lo em casa passarem. Afinal, cidade é coletividade. Além do que, acho mais seguro. Sim, não é uma ironia. O maior número de latrocínios (roubo seguido de morte) acontece em tentativas de assalto a carros. No ônibus ou no ponto, dificilmente acontecem roubos (pequenos furtos sim, mas roubos dificilmente). Enfim, tudo é uma questão de ponto de vista.

        Por isso insisto: se para você é inviável, sem problemas, continue indo de carro. Mas precisa lidar com as consequências – assim como eu lido com o ônibus lotado quando opto por ele, para chegar mais rápido – de morar em uma cidade com quase 20 milhões de habitantes em sua região metropolitana e com cerca de 1000 carros emplacados por dia. Não há solução mágica para esse quadro. Como você mesmo disse logo acima, décadas de sucateamento do transporte público não serão resolvidos em meses. Mas, ao menos, é possível chegar mais rápido em casa (como aconteceu comigo ontem. Demorei 20 min a menos usando o corredor de ônibus do que quando vou de carro…). Continuemos sim lutando por mais e mais linhas de metrô (da alçada do governo estadual), aumento no número de linhas e carros (de linhas já existentes) de ônibus, mas saibamos que ainda assim teremos que lidar com a situação acima mencionada.

        Diante deste quadro, há ainda uma outra solução: ir embora de São Paulo para um lugar que ainda não esteja saturado de automóveis. É também uma opção que não descarto… Ainda assim, continuarei lutando por uma cidade mais democrática, com mais transporte público e, de preferência, de qualidade.

      • Omar

        Isso! Vou andar de carro. Mas ainda discordo de ser penalizado por isso.

        Você acha certo penalizar ao invés de melhorar, e com isso eu não vou concordar nunca.

        Esse é o brasileiro, e a Lei de Gerson é o nosso evangelho. Todo mundo quer levar vantagem em tudo.

        Você como usuário de ônibus quer prejudicar o usuário de carro pra levar vantagem. Enquanto o correto seria ter um planejamento sério que ajudasse a melhor a qualidade de transporte em todos os aspectos para a cidade como um todo.

    • João

      Falou bonito, Metro é solução, Ônibus é solução, Bike é solução, andar é solução. é preciso cobrar a responsabilidade do poder publico, é preciso fazer as coisas certas sem os desvios com um pouquinho de competência e não ficar jogando povo contra povo.

      Responder
  123. Lucas

    Encontrei este projeto do Arco do Tietê. Nele dá para se ter uma noção que todos esses corredores estão sendo estudados e planejados com futuras modificações e ligações com outros modais de transporte. É um passo na reestruturação da cidade. Por isso, acredito eu que, mais uma vez nada é feito sem planejamento. Tanto prefeito quanto governador vão querer se reeleger, não?! Não seria uma burrice achar que eles estão querendo prejudicar a cidade?!

    http://gestaourbanasp.org/arquivos/arco_tiete/ACT_2aFase_AP_DO_Nov.pdf

    Agora sem demagogia, saber se isso vai dar certo só se todos estiverem em cima, participando ativamente da política.

    Responder
  124. Carlos Adão

    PETISTA DETECTED.

    Responder
  125. Oswaldo

    Blog de petistas para petistas.

    Responder
  126. Ca

    ótima medida tomada pelo prefeito haddad, provavelmente a melhor tomada nos últimos tempos por um prefeito! ele tem visão de futuro, agora nao funciona mas ainda funcionará! e olha que eu tenho carro, e achei a medida MUITO boa! agora só falta aumentar o número de radares para multar infratores que invadem a faixa, mas já ouvi falar que a prefeitura vai instalar radares nos onibus para multar quem invade a faixa, e ainda vai colocar mais de 1000 radares a partir de março de 2014, radares inclusive que medem a velocidade média dos apressadinhos que desaceleram no radar! só assim pra se ter mais civilidade no transito! PARABENS HADDAD! O MELHOR PREFEITO QUE SAO PAULO JA TEVE!

    Responder
  127. Gabriela

    Independente de se a ideia de certo ou não, os corredores de ônibus podem se tornar uma solução quando os ônibus não levarem as pessoas parecendo uma lata de sardinha, assim como todos os outros tipos de transporte público. Eu prefiro ficar 2 horas parada no trânsito podendo ter todo o conforto, espaço e ar-condicionado dentro do meu carro do que ficar espremida em um ônibus, em pé, passando um mega calor só pra chegar mais rápido no destino e “desafogar” o trânsito.

    Quem sabe quando os ônibus passarem a ter um limite aceitável de passageiros e uma frota suficiente pra fazer isso sem acumular milhares de passageiros em um ponto as pessoas deixem o carro em casa.

    Responder
    • Gabriela

      deu**

      Responder
  128. Lilian

    Ele quer que deixemos o carro em casa pra ficar 1 hora no ponto de ônibus e quando passar o nosso ônibus, ficarmos pendurados na porta de tão cheio. Isso quando não temos que pegar 2, 3 ônibus pra chegar no nosso destino.
    Fez faixa exclusiva pra ônibus, mas esqueceu de colocar + ônibus para circular.
    Adiantou alguma coisa??

    Responder
    • Gabriela

      Pois é, não adiantou nada.

      Responder
  129. Enrico Canali

    Que mania que o pessoal tem de achar que pagar o IPVA lhes dá direito de propriedade sobre as vias públicas.

    O IPVA até pode servir de fonte de receita para asfaltamento de ruas e avenidas, mas na prática esse imposto serve como compensação para as inúmeras externalidades geradas por quem anda de carro, por exemplo:

    – Construção e manutenção de hospitais de pronto atendimento para vítimas de acidentes de trânsito (nos quais a maioria é de pedestres);

    – Formação e treinamento de equipes médicas e de apoio para atendimento de politraumatizados vítimas de acidentes de trânsito;

    – Manutenção de serviços de pronto atendimento médico para acidentes de trânsito, como o SAMU (incluindo centrais telefônicas, equipamentos médicos, compra e manutenção de ambulâncias, etc.);

    – Custos médicos e hospitalares relacionados a doenças respiratórias decorrentes da poluição atmosférica provocada por carros;

    – Campanhas de conscientização de motoristas sobre a preferência que deve ser dada a pedestres e veículos não-motorizados (sempre lembrando que tal gasto não deveria sequer existir, já que qualquer cidadão habilitado para dirigir deveria saber disso de antemão);

    – Pagamento de salários a fiscais de trânsito, encarregados de fazer cumprir as leis (que os motoristas já deveriam cumprir mesmo sem que houvesse fiscalização), bem como o custo de treinamentos, uniformes, equipamentos e estrutura de trabalho;

    – Pagamento de adicional noturno e horas-extra a fiscais de trânsito destacados para operações de fiscalização (blitze) em períodos de madrugada, finais de semana e feriados, bem como equipamentos como radares e bafômetros;

    – Manutenção e reparo de mobiliário urbano danificado em decorrência de acidentes de trânsito (como postes, guard-rails, calçadas, etc.);

    – Melhoria das redes de esgoto pluvial para reduzir os impactos do asfaltamento nas ruas sobre a impermeabilização do solo, de modo a diminuir os alagamentos em dias de chuva.

    Fonte: http://bikeisbeautiful.net/2012/01/24/voce-paga-o-ipva-mas-nao-e-o-dono-da-rua/

    Responder
    • Luis Henrique Piovezan

      Para muitas destas melhorias existe o IPTU. Leia no seu próximo boleto.

      Responder
  130. Roberto

    Podem reclamar do que quiserem, comprei meu carro pra usar e vou usá-lo todos os dias. Agradeço a todos vocês que usarem bicicleta ou ônibus, vai sobrar mais espaço para mim. bjos e abraços

    Responder
    • Gabriela

      Justíssimo. Disse tudo.

      Responder
    • Bruno

      Roberto: burguesinho mimado.

      Responder
  131. Luis Henrique Piovezan

    Desde que se tenha dinheiro para comprar e manter e habilitação, ter um automóvel é direito de qualquer um, gerando o dever de pagar IPVA e de usá-lo com segurança para si e para os outros. Discutir mobilidade não é discutir este direito, embora muitos comentários vão no sentido de colocar os automóveis como vilões da imobilidade, chegando ao ponto de pensar que mobilidade é um problema de luta de classes. Assim, chega-se no absurdo de querer eliminar os automóveis.
    Por mais dificuldade que se criem aos carros, sempre haverá aqueles que nunca os abandonarão como meio de transporte pelos mais variados motivos. E não apenas pessoas ricas como pobres. Ter um automóvel não é apenas status. Aliás, que status há em se ter um Uno ou um Logan?
    As faixas implantadas pelo Haddad estão funcionando em alguns pontos. Porém, a revista indica que, em sua maioria, estas faixas apresentam erros de concepção e projeto. Um ano é suficiente para perceber que algo deve ser revisado.
    Por fim, a carta diz que dar espaço ao ônibus é aumentar a eficiência. É um conceito errado de tráfego urbano. Vale para estradas como a Rodovia dos Imigrantes ou a Rodovia dos Bandeirantes. Cada faixa acrescenta a capacidade de 2000 veículos por hora. Para vias urbanas, onde existem semáforos e outros obstáculos, maior espaço nem sempre resulta em maior fluidez. De que adianta uma faixa para ônibus se ele encontra todos os semáforos vermelhos? Não ganhará tempo. E se a via exigir uma parada por uma curva muito apertada? E se houverem trechos não segregados?
    Assim, a carta perde um pouco de sua força construtiva pois debate a ideia e não a implantação da ideia, que são ações muito diferentes.

    Responder
  132. Lucas Lacerda

    Pois bem, São Paulo Obviamente , se preparou muito mal para isso, criticando todas as gestoes anteriores , ate mesmo essa. como todos sabem o problema e velho e difícil de ser resolvido, mais vou por partes , a questão das ciclovias vem acaretada de problemas pois e dada com alguma solução para o transito da cidade , ate reconheço com uma ideia , mais se formos pensarmos , em um trabalhador que vai querer ir todo ou alguns dias , de bicicleta para a casa depois de ter trabalhado o dia e a noite toda , corendo o risco de ser assaltado , pois nese transito caotico que e ,não so a cidade de São paulo mais outra também acho muito difícil. o sistema de túnel ferroviário subteranios , seria e é a melhor forma para a cidade começar a pensar em deslocamento minimamente eficiente, pode demorar mais( a construir ) , mais parece ser mais viavel depois de pronto e mais rapido. com relação as faxas esclusivas para onibos , e uma ideia melhor que as ciclovias , mas de qualquer forma ussuarios depois de migrados dos carros para onibos , irão sofrer com a mobilidade deles , muitos não tem uma infra estrutura interna boa ou serta , não ha mobilidade dentro deles para defícientes , ou mesmo para idosos , por calsa de sua pequena quantidade de acentos disponiveis . invariavelmente o problema não e so da população paulista, acontese que la e o cento do pais , principalmente no que se refere a movimentasão de negocio. Levar negocios para o interior o que acontece aqui na minha cidade pode ser o mais serto , isso significa levar mais para o interior , esvasiando o centro , pelomenos não chegando mais , foi colocado a proposta de imprego perto de casa, não e má, so e mais difícil.

    Responder
  133. Solange Domingos

    Estas respostas apresentam-se vagas e sem informações corretas, para começar, a prefeitura não está construindo corredores de onibus, A prefeitura pagou para que um carro passasse pintando as faixas de tráfego já existentes e cantou para o mundo que isto é corredor de ònibus. Bem, aqui vai um esclarecimento básico, NÃO É! Para se esperar eficiência em um sistema futuro precisa-se ser sincero, objetivo e eficiente no incio do projeto!
    A reportagem a época foi mais eficiente que estas respostas, e é inocência da população acreditar que um trabalho como este gerará resultados positivos à população quando temos um transporte público precário, com centenas de veículos que quebram diariamente, com veículos com mais de 15 ou 20 anos de utilização. Os motoristas são mal treinados, não possuem paciência e respeito no trãnsito. As lotações são o meio de transporte que mais provoca acidentes na cidade. O metrô não suporta a densa massa da população que migra, diariamente, para esta alternativa, e consequentemente apresenta problemas diários em seus sistemas.
    E isto é só uma pitada de quantos problemas a cidade possui neste quesito.
    Não sou contra a corredores de ônibus, no entanto que estes sejam reais e não apenas uma faixa branca que tenta iludir a população.

    Responder
    • Luis Henrique Piovezan

      Concordo. São Paulo não precisa de ilusões, mas de soluções. Pena que nossos governantes pensam em um horizonte de 4 anos.

      Responder
  134. Marcos Paulo

    Só existe para mim um ponto crítico no uso de corredores exclusivos para “ônibus”. Esses corredores não devem ser para ônibus e sim para transporte público. E nisso podemos considerar os próprios taxis. Já que há ainda uma utilização menor dos corredores, deve-se pensar que o táxi também é um item de transporte público, uma opção que turistas e moradores tem ao ônibus, metrô, etc.

    Para isso, deve-se pensar também como uma forma de desafogar o transito. E equilibrar melhor as opções. Se você tem a necessidade de um deslocamento rápido e precisa de um taxi, qual a diferença dele para um carro comum? Nenhuma. E enquanto ele está parado juntamente com os outros veículos, os corredores estão vazios.

    Esse é apenas um dos pontos que acho que deve ser reconsiderado para que os corredores tenham uma maior utilização e eficiência na cidade.

    Responder
    • Luis Henrique Piovezan

      Ônibus devem ser segregados pelo mesmo motivo dos trens: pontualidade. Qualquer outro veículo na via atrapalha reduz a confiabilidade.
      Por sua vez, os táxis não são para deslocamentos em alta velocidade, que é função de meios coletivos. São para deslocamentos curtos (por isso tem a famosa bandeirada) ou com pacotes.

      Responder
  135. Claudio Andrade

    Cara, cada vez que eu vejo um ecoxiita falando que pedágio urbano é a solução para o que quer que seja eu tenho vontade de bater no individuo com um maço de sacolinhas plásticas do carrefour….mais pedágio não, pelo amor de Deus!!!!

    Responder
    • Nati

      Claudio, Pedágio Urbano reduziu congestionamento e poluição em Londres e na Cidade do México. É uma solução bem mais eficaz do que surras com sacolas plásticas do carrefour, te garanto!

      Responder
      • Luis Henrique Piovezan

        Pedágio Urbano funciona quando se tem fácil acessibilidade ao Centro por Metrô, que não é o caso de São Paulo. É o caso da Cidade do México e de Londres.
        Pela dificuldade de transporte, as pessoas preferirão pagar mais do que abandonar os automóveis. Veja, por exemplo, o preço absurdo que se paga pelo estacionamento. Para muitos, é o que se gasta em gasolina por mês.

  136. Tuca

    Artigo perfeito!

    Responder
  137. Vanessa

    É muito triste ver nos comentários aqui as pessoas se preocupando mais em corrigir o português do outro, ou mesmo a forma de ridicularizar o que o outro pensa como se existisse o certo e o errado…….. O que torna não só o trânsito de São Paulo insuportável, mas a cidade em si, é a atitude de cada um em querer agredir o próximo…… “Mais amor, por favor!”

    Responder
    • ELISABET GOMES DO NASCIMENTO

      Fica claro que a revista “ÉPOCA” é tendenciosa, maledicente, além de mostrar que é favorável ao transporte individual, ou seja, as ruas entupidas de carros, geralmente, circulando com somente uma pessoa dentro, poluindo e ocasionando enormes engarrafamentos.
      Faz questão de omitir as pesquisas bastante favoráveis ás faixas exclusivas de ônibus,por parte dos usuários.
      O bom jornalismo, se faz com imparcialidade. É uma revista que não merece nenhuma credibilidade, na minha opinião.

      Responder

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