Projeto

PROJETOS

O que fazemos e o que nos guia. As investigadoras urbanas da nossa equipe. E como funciona nossa sede, caso você prefira descobrir tudo isso em um café ao vivo.

A frase que nos define é a interface de navegação desse site: Cidades para Pessoas é um projeto de investigação que interpreta e experimenta ideias para cidades mais humanas. Investigamos a vida urbana em expedições por cidades do Brasil e do mundo usando como ferramentas a apuração jornalística e o desenho de observação. Interpretamos nossas descobertas em narrativas com diversas linguagens – reportagens, diários ilustrados, vídeos, mapas, palestras, exposições, etc. E experimentamos algumas dessas ideias na prática, em oficinas e protótipos de intervenções urbanas.

Nossa comunidade de interesse é formada por pessoas (físicas ou jurídicas) que querem viver numa cidade melhor, querem fazer parte desse processo de melhora, mas não têm clareza de como fazer isso. Nossa missão com o Cidades para Pessoas é criar narrativas que transformem o olhar dessas pessoas diante de suas cidades, criando repertório e oportunidades para prototipar esse como.

Não estamos em busca dos grandes cases do urbanismo mundial. O que queremos mesmo é entender como é que se vive bem nisso que chamamos de cidade. Essa busca eventualmente nos leva aos cases. Mas não só. Ouvimos também as vozes menos embrutecidas pela cidade formal. Navegamos por Cidades Invisíveis sabendo que “de uma cidade não aproveitamos as suas sete ou setenta e sete maravilhas, mas as respostas que dão às nossas perguntas”. Examinamos “edifícios de 40 andares, que olhados de longe se parecem altares do culto esquecido de uns deuses gigantes” descritos tão precisamente por Siba. Por eles nos perdemos, embaladas por Francesco Careri “perder-se é aprender a aprender do espaço que nos circunda”. Miramos no que mirava Henry Lefebvre: o direito à cidade. Mas usamos a interpretação de David Harvey: o direito à cidade é o direito de mudarmos a nós mesmos, mudando a cidade.

Quem somos

Nosso time de investigadoras da vida urbana:

Natália Garcia há oito anos utiliza o jornalismo como ferramenta para investigar cidades. Criou o Cidades para Pessoas, é co-curadora e mediadora do Brechas Urbanas (Itaú Cultural), já expôs seu trabalho no Instituto Amani, TEDx, Insights, comissão avaliadora do edital Rumos (Itaú Cultural), revista Superinteressante, Instituto Goethe, SP Urbanismo, Câmara Brasileira da Indústria da Construção, Fiat, Agência Pública, Agência Énois e CÉU Campo Limpo. Cultiva sobre as cidades visão complexa.

Juliana Russo é desenhista, artista plástica, autora do livro São Paulo Infinita, criadora e curadora da Sala Aberta. Trabalhou como ilustradora por mais de dez anos para diversas revistas e jornais. Já expôs seu trabalho, individual e coletivamente, em eventos como o 15o Salão de Arte da Bahia e a 9a Bienal de Arquitetura de São Paulo. Olha para as cidades e enxerga, nos detalhes que quase ninguém vê, pequenos milagres cotidianos.

Raffaela Pastore é publicitária de formação, produtora e examinadora de dados. Entusiasta das relações entre arquitetura e educação, desenha sistemas de construção criativa para um espaço fértil de convivência. Valoriza a diversidade de expressões e modelos mentais e procura contemplá-los nas jornadas pedagógicas coordenadas pelo Cidades para Pessoas.

Marcella Arruda desde 2012 tem pesquisado intervenções urbanas em práticas coletivas e performances individuais. Participou várias vezes de workshops de dança e Interactive Media Design na Royal Academy of Arts em Den Haag, na Holanda. Coordenou o workshop Situated Design Methods na Roskilde University, na Dinamarca. É graduanda em arquitetura na Escola da Cidade. Investiga a cidade pelo corpo e o corpo pela cidade.

City Embassy

 

Em agosto de 2016, o Cidades Para Pessoas se tornou a primeira embaixada brasileira da plataforma de criação e inovação Pakhuis de Zwijger, organização que promove eventos sobre os desafios urbanos da cidade contemporânea, com o objetivo de informar, inspirar e criar a transição para uma sociedade sustentável. Uma rede onde as pessoas que estão transformando suas cidades e seus próprios estilos de vida podem se encontrar, trocar idéias, cocriar – investigando respostas alternativas para diversas questões urbanas que se repetem em uma escala global. Um movimento debaixo para cima, de apropriação e transformação da cidade (e seu imaginário) que acontece no Brasil e no mundo. Como Embaixadoras da Pakhuis, esperamos encontrar respostas que surjam a partir do conhecimento  adquirido pelas demais organizações conectadas e possam também ressoar na rede, atendendo a necessidades de São Paulo e de outras cidades.

Sala Aberta

Nossa sede é também nossa casa. Uma casa azul de janela amarela, que fica no bairro de Perdizes, na zona Oeste de São Paulo. Um sobrado da década de 50 que viu os últimos resquícios das fazendas de perdizes, que deram nome ao bairro, cederem lugar ao tempo acelerado da cidade contemporânea. Estamos na rua Bartira, nome da índia que se casou com o português João Ramalho, que por sua vez deu nome à rua de baixo. Em nossa rua corre, silencioso e canalizado debaixo do asfalto, o rio Caiubi. Nessa sede-casa funciona a Sala Aberta, um espaço para exposições, cursos, encontros, projetos especiais e invenções para um mundo mais diverso e criativo. Para nos visitar, acompanhe a programação da Sala Aberta ou apareça nos dias em que abrimos as portas: quintas, sextas e domingos das 14h às 19h.