Ideias

IDEIAS

Nossa coleção de referências – livros, filmes, obras de arte, artigos científicos, projetos e palestras – e as ideias que nos inspiram em cada uma delas. 

Em nossa investigação sobre a vida urbana, reunimos referências que nos ajudam a pensar a cidade. Organizamos essas referências abaixo, destacando a ideia central que nos inspira em cada uma dessas obras.

Cidades devem ser pensadas para Pessoas

“Sabemos tudo sobre o habitat ideal de qualquer mamífero da face da terra, menos do homo sapiens”, diz o urbanista dinamarquês Jan Gehl. No esforço de entender como a cidade pode ser esse habitat, ele organizou tudo o que aprendeu sobre planejar cidades para as pessoas no livro que inspirou o nome desse projeto. A primeira das nossas referências, o passo inicial de nossa pesquisa, foi o livro Cidades para Pessoas.

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O uso de bicicletas faz bem à economia das cidades

A cicloativista americana Elly Blue elenca em Bikenomics as vantagens econômicas mensuráveis no uso de bicicletas em uma cidade. Essas vantagens incluem a redução de acidentes, de trânsito, dos gastos com saúde pública, e das emissões de poluentes. Blue é cicloativista da cidade de Portland e autora do blog Taking the Line, onde é possível encomendar o livro Bikenomics.

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O crescimento econômico das cidades está diretamente ligado à inovação

É o que defende a jornalista americana Jane Jacobs no livro Economy of Cities, de 1969, sem tradução para português. No prefácio, Jacobs avisa que o objetivo desse livro é tecer uma teoria econômica das cidades, que, segundo ela, seria diferente – e, em alguns casos, conflitante – em relação à teoria econômica clássica. A diferença central está na noção de crescimento. Para Jacobs uma cidade cresce economicamente apenas quando tem a capacidade de criar inovação na maneira como as pessoas trabalham e ganham a vida. Em outras palavras: cidades que crescem sem inovação estão destinadas a falir. Parece um prenúncio da falência de Detroit, berço da indústria automobilística, que declarou falência em 2013 justamente por não ter conseguido incorporar a inovação em sua economia.

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Meia casa no centro é melhor do que uma casa afastada da cidade

O urbanista chileno Alejandro Aravena tentou resolver um problema que parecia insolúvel: o déficit habitacional no mundo. Ele enuncia o problema: como a terra na cidade é muito cara, a equação de construir habitações populares só fecha em terrenos afastados do centro. A solução que encontrou foi: construir casas pela metade em terrenos mais centrais, que poderiam crescer pela auto-construção de acordo com a necessidade de cada família, fazendo a conta fechar e a cidade crescer de um jeito mais lógico e sustentável.

 

Prefeitos deveriam governar o mundo

O cientista político Benjamin Barber acredita que o mundo deveria ser governado por prefeitos. No livro If Mayors Ruled the World, de 2013, sem tradução para português, ele propõe que a resposta à crise mundial da democracia representativa está na criação de conselhos e entidades que reúnam cidades diversas para resolver problemas globais, como as mudanças climáticas. O primeiro motivo levantado por Barber é que prefeitos são políticos com um DNA diferente dos presidentes. Um presidente precisa de uma plataforma ideológica, enquanto um prefeito é eleito e cobrado para resolver problemas na prática. “Entidades formadas por presidentes têm como premissa a ideologia, já em alianças de prefeitos ganha a inovação”, defende Barber. Ele também ressalta que cidades são organismos políticos mais resilientes do que países – basta lembrar que Roma e Atenas são mais antigas que a Itália e a Grécia.

 

Sua cidade é o que você come

Em seu livro Hungry City, a pesquisadora Carolyn Steel examina como o abastecimento de comida molda uma cidade. Talvez você já soubesse que você é o que você come. Steel propõe que sua cidade também é o que você come e mostra como as escolhas na alimentação impactam diretamente na forma de uma cidade.