Buenos Aires na Escala Humana

uma experiência desenhada especialmente para a prefeitura de Buenos Aires

Fomos procuradas pela prefeitura de Buenos Aires com uma demanda específica: “um dos nossos eixos de governo na atual gestão municipal é a escala humana e queremos ser excelentes nisso”. Passamos um mês estudando a cidade remotamente e uma semana em uma investigação profunda pelas ruas e bairros portenhos. Testamos todas as opções de deslocamento disponíveis, caminhamos muito a pé, pegamos carona na lancha que coordena o trabalho de limpeza pública do rio Riachuelo e experimentamos o Microcentro, uma rede de ruas de pedestres inaugurada recentemente na região central da cidade. A partir dessa investigação, e de todos os nós que mapeamos na cidade, desenvolvemos nossa experiência de aprendizagem. 

A cidade reformulada

Começamos pelo questionamento da própria ideia de cidade. Segundo a jornalista americana, Jane Jacobs, cidades não são problemas, são plataformas de geração de soluções para problemas. Essa compreensão redesenha o papel de um gestor: ele não está lá (apenas) para resolver os problemas emergenciais do dia a dia, ele está lá para criar condições da própria cidade gerar a inovação de que precisa para operar melhor. 

Entendendo a complexidade

Um sistema complexo tem pelo menos quatro características: é interconectado, interdependente, diverso e tem a capacidade de se adaptar. O que significam essas características, como elas se manifestam e como podem orientar decisões estratégicas tomadas em um gabinete de prefeitura? Foram as perguntas que guiaram nossa experiência. 

Reconhecendo a emergência

Um dos aspectos da complexidade de Buenos Aires que observamos foram os usos da cidade que acontecem mesmo não tendo sido planejados, desenhados ou mesmo imaginados. Nossa ferramenta para observar o que emergia nas ruas da cidade foi o desenho de observação.

Jogando na cidade-tabuleiro

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–  conectando com pessoas locais

The Branch é um jogo que usa a cidade como tabuleiro para criar conversas surpreendentes entre pessoas desconhecidas. Foi desenvolvido no Brasil, em uma Mesa&Cadeira liderada pela artista inglesa Ju Row Farr.

– buscando por tesouros do cotidiano

Esse jogo parte de um grupo de palavras – harmonia, lúdico, disputa, luz, flexível, ritual, vulnerável e hermético são alguns exemplos – para investigar a vida urbana.

Medindo qualidades

Criamos uma versão para Buenos Aires de algumas ferramentas para medir a qualidade de espaços públicos.

Lo que hace un buen hogar?

A métrica ‘o que faz um bom lugar’, foi criada pelo Project for Public Spaces. Um espaço é dividido em quatro dimensões (relações sociais, fluxos, ambiente e usos). No primeiro círculo são marcadas as qualidades de cada dimensão e no segundo estão formas de medir essas qualidades.

12 critérios do espaço público

Os 12 Critérios do bom espaço púbico, do livro New City Life.

Impressões de Buenos Aires.

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