Rastros, Ruínas e Fantasmas

Que vestígios da história podem ser percebidos na cidade? E de que modo eles nos ajudam a compreender o presente e iluminar o futuro. Quais as consequências do apagamento das marcas deixadas numa paisagem?

Parte-se da ideia de que o tempo histórico é um fluxo infinito e incompleto. As ruínas e os rastros cravados em um espaço guardam os vestígios passado. São pedaços de tempos outros, talvez estilhaços, que deslocados do presente estão a espera de um olhar, uma pergunta para que eles, as ruínas e rastros, olhem também para nós, abandonando o entorpecimento do passado para alcançar o agora e iluminar o futuro. Ruínas e rastros são, portanto, como os fantasmas: seres moventes.

Fantasmas que estão conosco e nos informam a diferença em relação ao que já se foi, o que poderia ter sido e, quem sabe, o que será. Afinal, numa cidade, presente, passado e possível são indissociável. Ruínas, rastros e fantasmas são portanto representações da história em estado puro, disponíveis na paisagem como seus principais testemunhos.   

Acompanhe o registro de mais um encontro da série Brechas Urbanas.

Fotografia: Ivson Miranda

 

A cobertura completa você pode assistir aqui:

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Mariana Lacerda nasceu no Recife e mora em São Paulo desde 2003. É jornalista, trabalha com escrita de roteiros e edição de texto, mestre em história da ciência pela PUC/SP. Escreveu e dirigiu os filmes Menino-Aranha (2009), A Vida Noturna das Igrejas de Olinda (2012), Pausas Silenciosas (2013) e Baleia Magic Park (2015), todos eles situados nos limiares entre o que existe e o que se oculta, entre o que sobrevive apesar da passagem desastrosa do tempo. Autora do livro Olinda (2015).

Benjamin Seroussi / Nascido em Paris, França, em 1980, vive em São Paulo, Brasil. Trabalha como curador, editor e gestor cultural. Dedica-se aos projetos de gestão coletiva Casa do Povo, no Bom Retiro e Vila Itororó, na Bela Vista (ambos em São Paulo/SP). Integrou a equipe de curadores da 31a. Bienal de São Paulo (2014) e foi diretor de programação do Centro de Cultura Judaica (2009-2012). É mestre em sociologia pela École Normale Supérieure e École de Hautes Études en Sciences Sociales e mestre em Gestão Cultural pela Sciences-Po.

 

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